sábado, 18 de junho de 2016

VW estuda vender marcas para fazer caixa

Escaldada pelos efeitos do Dieselgate, o escândalo da fraude nos testes de emissões de poluentes em seus motores a diesel, a Volkswagen está revendo suas estratégias de crescimento. O CEO da montadora, Matthias Mueller, está repensando como as 12 marcas do grupo podem efetivamente se encaixar num cenário em que motores elétricos desempenham um papel cada vez maior.
Uma das medidas avaliadas é a possível venda das marcas Ducati, Scania e MAN. As transações significariam uma geração de caixa mais que bem-vinda neste momento em que o grupo sofre sanções financeiras pesadas por conta do Dieselgate. A VW já separou US$ 18,2 bilhões para cobrir os custos com multas e reparação dos 11 milhões de veículos que receberam os softwares fraudulentos.
Um analista do setor comentou à agência Bloomberg que o timing para a venda das marcas Scania e MAN, ambas de caminhões, não poderia ser mais apropriado, já que a demanda de veículos comerciais na Europa está em alta. Além disso, as motos da Ducati são bastante cultuadas, o que também sugere que uma transação envolvendo a marca italiana traria um bom dinheiro aos cofres do grupo.
Outra ideia da Volkswagen é concentrar todos os seus fabricantes de componentes em uma única entidade, como a General Motors fez com a Delphi e a Ford, com a Visteon. Isso resultaria em uma empresa com cerca de 70 mil funcionários em 24 fábricas e traria um ganho sensível de eficiência e economia no processo industrial.
Essa não é a primeira vez que a Volkswagen cogita se desfazer de algumas de suas marcas. Em dezembro do ano passado, um relatório da agência Reuters indicou que o grupo venderia a MAN e mais uma marca entre Bentley, Lamborghini e Ducati, caso não conseguisse honrar o empréstimo de US$ 21 bilhões que havia contraído.

FONTE: Jornal do Carro 

BRT Move de BH convence donos de carros a usarem transporte público: 30% da demanda, diz Instituto Internacional

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus BRT
Dados mostram que é interessante continuar investindo em BRT. FOTOWikiwand
Mesmo assim, a elevação do número de passageiros nos transportes públicos como um todo é bem inferior ao aumento das viagens de carros e de motos
ADAMO BAZANI
O sistema de BRT Bus Rapid Transit, formado por corredores de ônibus, MOVE, de Belo Horizonte, tem em sua demanda 30% de pessoas que possuem carros próprios, mas preferiram deixar os veículos na garagem para se deslocarem por meio de transporte público.
O número faz parte de uma pesquisa do Instituto internacional WRI – Cidades Sustentáveis e foi trazido pelo repórter Bernardo Miranda, do Jornal O Tempo.
Se forem levados em conta outros meios de transportes, ainda de acordo com a pesquisa, o Move BRT convence mais gente a optar pelo ônibus.
De acordo com os dados, 52% dos usuários têm os corredores como única opção e 48% poderiam usar outros meios de transportes, inclusive o metrô, mas preferem os ônibus em corredores.
Acompanhe:
– 30% poderiam usar carros, mas preferem o BRT.
– 10% poderiam usar o metrô, mas acham o ônibus em corredores do BRT mais adequados para suas necessidades
– 5% poderiam usar moto, mas usam o BRT
– 3% têm como opção táxis, transporte escolar, bicicleta, mas preferem o BRT
– 52% têm o BRT como única opção.
No entanto, ainda um dos principais desafios para Belo Horizonte é fazer com que mais pessoas utilizem transporte coletivo.
Essa foi uma das grandes preocupações demonstradas pela prefeitura ao lançar no início deste mês, como noticiou o Blog Ponto de Ônibus ,o Plano Estratégico BH 2030.
Na ocasião, os dados de demanda mostraram que isoladamente o sistema de BRT não foi capaz de representar um ganho para as viagens por meio de transporte coletivo, mas o número não poderia ser analisado de maneira isolada responsabilizando ao BRT um eventual fracasso.
Na verdade, os números mostraram, como já evidencia a reportagem do Blog Ponto de Ônibus na ocasião, que o sistema trouxe vantagens, como redução de até  45% no tempo de viagem, mas que é necessário pensar no transporte como uma rede e não apenas com investimentos em um sistema. Assim, os corredores de ônibus e o metrô devem ser ampliados, mas os serviços de ônibus comuns em bairros devem ser melhorados e haver medidas que desestimulem o transporte individual. Relembre em:http://wp.me/p18rvS-6Ef
Ainda de acordo com o levantamento da WRI Cidades Sustentáveis, os principais concorrentes do sistema de BRT são as motos, pelo baixo custo de aquisição e manutenção desse tipo de veículo.
Na reportagem, o presidente da BHTrans, Ramon Victor César, diz que o BRT Move trouxe a vantagem de reduzir a queda no número de usuários de transporte coletivo
“Isso mostra que, de alguma forma, o Move traz um benefício que incentiva as pessoas a deixarem os carros. Nos últimos anos, o ônibus vinha perdendo passageiros para o transporte individual de forma acentuada. Após a implantação do Move, se não conseguimos fazer crescer o número de usuários do transporte coletivo, pelo menos estabilizamos a queda”.
De acordo com dados da BHTrans, ainda há muito a ser feito para reduzir o número de veículos particulares em viagens habituais nas ruas.
De 2005 a 2015 o número de veículos por 100 habitantes aumentou 83% enquanto o número de passageiros do transporte público por 100 habitantes nesse período de 10 anos teve crescimento de 0,9% .
A frota de motocicletas subiu 160% entre 2005 e 2015. Em 2005 a participação das motocicletas na frota de BH era de 9,4%, hoje é de 12%.
Apesar das melhorias no sistema de transportes o BRT Move ainda é alvo de muitas críticas, como excesso de baldeações e a lotação.
Passageiros dizem que apesar dos ganhos, o BRT precisa evoluir, a exemplo do que ocorre com outros modais, como próprio metrô da capital paulista. Sem o metrô em São Paulo, hoje é impossível se deslocar, mas o sistema também precisa melhorar e ser ampliado.
Assim, a solução não vem apenas por um modal. É bobagem rivalizar ônibus e sistema de trilhos. Ambos devem se complementar.
Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados acredita que melhorou o sistema de transporte da capital com os corredores de ônibus.
Acompanhe:
–  54% acham que melhorou
– 32% acreditam que nem melhorou e nem piorou
– 8% dizem que piorou
– 3% acham que melhorou muito
– 3% acham que piorou muito.
Em relação aos transportes como um todo,  a visão do passageiro em Belo Horizonte é otimista:
– 51% acham que os transportes vão melhorar
– 35% acham que não vai melhorar, mas também não vai piorar
– 9% acham que vai piorar a situação
– 3% acham que vai melhorar muito
– 1% acham que vai piorar muito
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A exemplo de Metrô, novo BRT do Rio só vai começar a funcionar em prol das Olimpíadas

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus Rio Metrô Rio
Ambos sistemas de transportes são essenciais para o dia a dia. Mas passageiros comuns só terão acesso a parte do BRT Transolímpico e à linha 4 do Metrô depois da competição internacional.
Inicialmente serão apenas três paradas. Operações comerciais para a população, só depois dos Jogos.
ADAMO BAZANI
O BRT Transolímpico, que consiste num corredor de ônibus de 26 quilômetros de extensão com 18 estações e dois terminais,previsto para a ligação Recreio – Barra da Tijuca – Jacarepaguá – Deodoro e que conta também com complexo de via expressa na Linha Amarela com pedágio, vai funcionar parcialmente durante as Olimpíadas.
As operações comerciais só devem ocorrer após os Jogos Olímpicos.
Durante o evento esportivo, só poderá utilizar os ônibus articulados do BRT quem fizer parte da chamada Família Olímpica, que inclui atletas, delegações e profissionais ou quem tiver os ingressos para assistir às competições.
Apenas três pontos de parada vão funcionar durante as Olimpíadas: Terminal Recreio dos Bandeirantes – Salvador Allende, Terminal Parque Olímpico da Barra e estação de Magalhães Bastos.
O esquema operacional apenas para as Olimpíadas foi confirmado nesta quinta-feira, 16 de junho de 2016, pela Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro.
O BRT Transolímpico, assim, terá a mesma serventia do início das operações da Linha 4 do Metrô: Com atrasos nas obras, os sistemas de transportes, considerados essenciais para dia-a-dia da população, só vão começar a operar com vistas ao evento internacional.
Só depois os serviços serão estendidos para a população em geral.
Com o Metrô, a situação é ainda mais complicada.
Apesar de o Governo do Estado garantir que até que o dia 1º de agosto, as composições no trecho olímpico estarão em funcionamento, há dúvidas sobre a conclusão da obra.
O Estado ainda não conseguiu aval da União para contrair junto ao BNDES empréstimo de R$ 989,2 milhões considerados indispensáveis para o término das intervenções.
A União ainda não avalizou a operação financeira pelo fato de o Estado ser considerado inadimplente em outros financiamentos com organismos nacionais e internacionais.
O Governo do Estado de Rio de Janeiro promete regularizar a situação a tempo.
Mesmo assim, o Secretário-Executivo de Coordenação de Governo, Rafael Picciani, confirmou que o Estado trabalha com medidas emergenciais e um Plano B em relação ao Metrô.
Basicamente, o plano é semelhante à alteração para atender o público na saída do Parque Olímpico durante a madrugada, mas é mais abrangente e vai contar com frota maior de ônibus e alterações viárias.
De acordo com o planejamento do Governo, além dos 158 ônibus articulados que já vão prestar serviços para demanda das Olimpíadas, outros ônibus comuns e do BRT Transoeste podem ser deslocadas.
Um corredor de ônibus temporário deve ligar a Barra da Tijuca até a região de Ipanema ou Leblon.
Além da questão financeira, o Metrô da Linha 4 do Rio reúne outra polêmica.
Um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, apresentado em 9 de junho de 2016, concluiu que a segurança dos passageiros da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro pode estar comprometida por causa do tempo menor de testes provocado pelo atraso nas obras.
O TCE diz que, inicialmente, os testes totais deveriam ser de um ano. Houve alterações no contrato que reduziram este tempo para 60 dias.
AMBOS MODAIS ESTÃO ATRASADOS:
A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, pelo contrato original , deveria ter período de um ano de testes, entre outubro de 2014 e setembro 2015, com a entrada em circulação parcial dos trens em outubro de 2015 e o pleno funcionamento do meio de transporte a partir de fevereiro de 2016.
A linha vai custar quase o dobro do previsto inicialmente. Quando foi lançado o projeto da linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, a estimativa era de que o sistema custaria R$ 5,5 bilhões para ser entregue, valor que foi para R$ 9,8 bilhões, incluindo 15 composições.
Ao todo, a linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro deve ter 16 quilômetros de extensão, com seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A demanda prevista é de 300 mil passageiros por dia. O trecho entre Gávea e a linha 1 do Metrô agora tem previsão para 2018.
O BRT Tranolímpico teve as obras iniciadas em julho de 2012 e deveria estar em pleno funcionamento em janeiro de 2016. A demanda total deve ser de 400 mil passageiros por dia, atendidos por 60 ônibus articulados na ligação de 26 quilômetros entre Recreio – Barra da Tijuca – Jacarepaguá e Deodoro. O sistema deve contar com 18 estações e dois terminais. O custo inicial previsto foi de R$ 2,3 bilhões. O contrato foi assinado com o Consórcio Rio Olímpico, formado por Invepar, Odebrecht Transport e CCR.
O valor  contempla o sistema de corredor de ônibus e incorpora a revitalização da Linha Amarela, que passará a ter pedágio.
Com a conclusão da obra, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o tempo de deslocamento entre o Recreio e Marechal Deodoro vai ser reduzido em 78%, dos atuais 90 minutos para em torno de 20 minutos.
A linha amarela foi inaugurada em novembro de 1997. O percurso revitalizado é de 25 quilômetros, dos quais 13 quilômetros sob concessão de responsabilidade da Via Rio formada também por Invepar, Odebrecht Rodovias e CCR.
O contrato de concessão é de 25 anos. O valor do pedágio será de R$ 5,90 para carros de passeio, com reajustes anuais.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Volvo entrega 59 urbanos para Pelotas

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus fazem parte do programa de renovação de frota do transporte local
Veículos foram adquiridos pelo consórcio das operadoras locais e são de motor dianteiro
ADAMO BAZANI
A Volvo realizou nesta quinta-feira, 16 de junho de 2016, a entrega de 59 ônibus para o transporte urbano de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
Os veículos são convencionais modelo B270F, de motor dianteiro e a venda foi intermediada pela concessionária Volvo Dipesul.
O financiamento foi pela Volvo Financial Service VFS e as empresas compraram um pacote de manutenção com contrato para cinco anos, atendimento nas garagens em horários alternativos à operação, e treinamento para motoristas e mecânicos.
Os veículos fazem parte do programa de renovação e ampliação da frota.
As carrocerias foram fornecidas pela Comil, modelo Svelto, empresa com sede em Erechim, também no Rio Grande do Sul.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ministério Público do Rio de Janeiro quer tirar o nome EPT dos ônibus gratuitos de Maricá

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Chamados de vermelhinhos, ônibus seriam forma de propaganda velada do PT, de acordo com os promotores. Relembre a polêmica do nome EPT de Santo André
ADAMO BAZANI
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro- MPRJ informou nesta quarta-feira, 15 de junho de 2016, que a Promotoria de Justiça Eleitoral de Maricá expediu recomendação para que o logotipo EPT seja retirado dos ônibus gratuitos que circulam pela cidade.
Na interpretação dos promotores, a forma como o veículo foi pintado e como as letras EPT aparecem, ligam os serviços ao Partido dos Trabalhadores, do qual faz parte o prefeito Washington Quaquá.
Em nota, o Ministério Público do Rio de Janeiro diz que foi dado um prazo de dez dias para a mudança da pintura.
Os veículos estampam ostensivamente, em suas laterais, a sigla “EPT”, com programação visual que diferencia a letra “E” das demais, dando destaque às letras “PT”, associadas ao Partido dos Trabalhadores.
A inscrição deve ser retirada de toda a pintura externa em até dez dias, de forma permanente, não podendo ser substituída por qualquer outra sigla, imagem, fotografia, mensagem, números ou informação que tenha potencial de configurar propaganda eleitoral.
Ainda de acordo com a nota, o MPRJ acredita que a prefeitura de Maricá fere artigos da lei eleitoral que vedam propaganda partidária em serviços públicos.
“O artigo 73 da Lei n. 9.504/97, art. 73 proíbe a agentes públicos, servidores ou não, condutas que possam influenciar a igualdade de oportunidades entre candidatos nas eleições. O inciso IV do dispositivo considera, dentre as condutas vedadas, a de fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.
Além disso, o artigo 37 determina que, nos bens que pertençam ao Poder Público e nos de uso comum, é vedada veiculação de propaganda de qualquer natureza.”
A Prefeitura de Maricá informou que a pintura e o nome da empresa sempre foram desse jeito e que a logomarca da Empresa Pública de Transportes nunca teve qualquer relação com partidos políticos. O nome apenas identifica os ônibus como ocorre com outras companhias de transporte, segundo poder público municipal.
NOME EPT DE SANTO ANDRÉ DESPARECEU COM TROCA DE PARTIDO:
Em Santo André, no ABC Paulista justamente o nome EPT – Empresa Pública de Transportes foi alvo de polêmica política bem semelhante a Maricá.
A empresa surgiu numa administração petista, tinha cores branca e vermelha, e a nomenclatura EPT desapareceu com a entrada de outro partido político na gestão municipal.
EPT
Pintura da EPT, na época que foi criada em 1989.
EPT
“Azulão” com o nome EPT quando a empresa deixou de ser operadora e se tornou apenas gerenciadora.
EPT
Pintura padrão de Santo André quando outro prefeito petista assumiu
EPT
Pintura padrão de Santo André quando rival do PT assumiu. Mesmo com volta do Partido dos Trabalhadores, modelo foi mantido
A EPT – Empresa Pública de Transportes (de Santo André) foi criada em 1989 pelo então Prefeito Celso Daniel, do PT, e assassinado em janeiro de 2002.
Era época de maior participação do poder público no gerenciamento dos transportes e nas operações, em especial nas administrações petistas.
A Empresa Pública de Transportes era para iniciar como operadora de apenas 35 ônibus em linhas que unissem os dois subdistritos de Santo André, mas, em 1990, com a intervenção na Viação Alpina, assumiu 09 linhas e 109 ônibus.
Na época, as empresas eram contratadas por serviços prestados, na chamada de maneira equivocada municipalização. Equivocada, pois apesar de maior influência do poder municipal e de uma operadora pública, os serviços, ainda eram em sua maioria operados por empresas particulares.
Em 1993, o sistema de remuneração das empresas voltou a ser pelo o que elas arrecadassem nas catracas, e, endividada, em 1997, a EPT foi privatizada. Suas linhas foram assumidas por um Consórcio de empresários que já atuavam no sistema, o Expresso Nova Santo André.
Surgiu a “Onda Azul”. Os ônibus eram azuis, com o nome EPT em vermelho.
Quando Aidan Ravin, do PTB – rival político em Santo André, assumiu a prefeitura em 2009, depois de uma eleição surpreendente em 2008, ele ordenou a troca da pintura dos ônibus, que tinham detalhes vermelhos, na padronização adotada pelo petista João Avamileno, para a cor azul, com o mesmo desenho, e trocou o nome EPT para SATrans, com custos burocráticos para esta troca se concretizar.
À época, Aidan Ravin justificou a troca para que a cidade se identificasse melhor com as cores de sua bandeira, que têm predominância azul. Mas analistas políticos disseram que o objetivo de Aidna era apagar tudo o que lembrasse o partido rival, o PT.
Em 2013, o PT voltou ao executivo de Santo André, mas o prefeito Carlos Grana não alterou a pintura padronizada da cidade.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

Diante do risco de Metrô no Rio não ficar pronto até as Olimpíadas, Governo oficializou plano emergencial com mais ônibus

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus BRT
Ônibus BRT do Rio de Janeiro. Frota de articulados em operação deve aumentar caso Metrô da linha 4 não fique pronto
Além dos 158 ônibus articulados que vão operar para a demanda dos jogos, outros coletivos devem ser deslocados e faixas de ônibus podem unir BRT à região da linha 4
ADAMO BAZANI
O metrô da linha 4 do Rio de Janeiro, considerado essencial para a mobilidade nos Jogos Olímpicos, está atrasado e não há ainda definição de que o governo do estado terá acesso a tempo a um empréstimo de R$ 989,2 milhões, tido como indispensável para o término das obras.
Nesta terça-feira o presidente interino da República, Michel Temer, esteve no Rio de Janeiro conversando com governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, e disse que a União vai analisar novamente o pedido de empréstimo, mas que ainda não pode falar em valores, o que deve ocorrer apenas na próxima semana.
O governo do Rio de Janeiro disse que está otimista em concluir ao menos o trecho Olímpico da linha 4 do metrô até o final de julho.
A operação deve ocorrer no dia 1º de agosto, poucos dias antes do início das Olimpíadas que é no dia 5 de agosto.
Mesmo assim, o Secretário-Executivo de Coordenação de Governo, Rafael Picciani, confirmou que o Estado trabalha com medidas emergenciais e um Plano B em relação ao Metrô.
MAIS ÔNIBUS:
Basicamente o plano, é semelhante à alteração para atender o público na saída do Parque Olímpico durante a madrugada, mas é mais abrangente e vai contar com frota maior de ônibus e alterações viárias.
De acordo com o planejamento do Governo, além dos 158 ônibus articulados que já vão prestar serviços para demanda das Olimpíadas, outros ônibus comuns e do BRT Transoeste podem ser deslocadas.
Um corredor de ônibus temporário deve ligar a Barra da Tijuca até a região de Ipanema ou Leblon.
Esse serviço de ônibus deve atender regiões como Jardim de Alah, Praça Antero de Quental e Praça General Osório.
Para que o espaço dos ônibus seja implantado, a Faixa Olímpica da ligação Barra da Tijuca – Zona Sul passaria da Avenida Niemeyer para a Autoestrada Lagoa-Barra e para o Túnel Zuzu Angel.
Os ônibus articulados na Zona Sul circularam pelas vias BRS e as linhas regulares sofreriam alterações com Plano B do Metrô-Linha 4.
Em fevereiro deste ano, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, enviou comunicado para o Comitê Olímpico Internacional alertando sobre o risco de o metrô não ficar pronto até o evento.
GOVERNO PROMETE SAIR DA INADIMPLÊNCIA:
O governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, prometeu agilizar o pagamento de débitos em outros financiamentos para ter condições de captar, com o aval do Tesouro, o empréstimo de R$ 989,2 milhões para bancar o restante das obras.
O estado do Rio de Janeiro está impedido de receber um empréstimo do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social no valor de R$ 989,2 milhões para a continuidade das obras.
O BNDES, no dia 9 de maio, tinha aprovado a operação de crédito que liberaria os empréstimos em duas parcelas de R$ 494,6 milhões.
Entretanto, a operação também precisa ter autorização do Tesouro Nacional que entra como uma espécie de fiador. Mas o Tesouro impediu a liberação porque o governo do estado do Rio de Janeiro deixou de pagar na semana passada uma parcela de R$ 8 milhões de um contrato que mantém com a Agência Francesa de Fomento, além de ter parcela em atraso com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Pela lei, a União só pode garantir empréstimo ao ente público se ele estiver em dia com seus compromissos.
Além de isso, no último dia 25 de maio, o Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou um relatório que mostra que a dívida tinha superado em 200% a receita corrente líquida estadual e, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os estados não podem ter dívidas maiores que esse teto de 200%.  Assim ficam impedidos de contrair novos empréstimos para não se endividarem mais ainda.
No final de maio, o Estado do Rio de Janeiro refez os cálculos já levando em conta o abatimento de R$ 4,6 bilhões pela mudança de regras do indexador das dívidas com União. Este limite de dívida passou para 191,6%, o que é admitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
QUASE O DOBRO:
A linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro custará quase o dobro do previsto inicialmente e só estará pronta plenamente em 2018, quando deve ser concluída a Estação Gávea. As obras começaram em junho de 2010 e deveriam estar prontas em abril de 2016.
Ao todo, a linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro deve ter 16 quilômetros de extensão, com seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A demanda prevista é de 300 mil passageiros por dia.
A linha vai custar quase o dobro do previsto inicialmente. Quando foi lançado o projeto da linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, a estimativa era de que o sistema custaria R$ 5,5 bilhões para ser entregue, valor que foi para R$ 9,8 bilhões, incluindo 15 composições.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Especial Petrópolis

No dia 04 de junho o Vitor Otávio Bus esteve na cidade de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro em visita para conhecer o município de forma turística e cultural. Apresentamos hoje as empresas atuantes no transporte municipal, Petro Ita, Cidade Real e Turb.