quinta-feira, 24 de maio de 2018

Greve dos Caminhoneiros: Confira a situação dos serviços de ônibus no País com a falta de diesel

Ônibus estão sendo abastecidos em postos de combustíveis e fazendo racionamento.
Rio de Janeiro pode ficar sem transporte coletivo na sexta-feira, caso paralisação persista
ADAMO BAZANI/ JESSICA SILVA / ALEXANDRE PELEGI
A greve dos caminhoneiros, que entra no terceiro dia nesta quarta-feira, 23 de maio de 2018, está afetando o transporte público de vários estados brasileiros. Sem diesel, os ônibus estão sendo abastecidos em postos de combustíveis e fazendo racionamento.
No estado do Rio de Janeiro, os ônibus que operam no transporte coletivo podem ter a circulação suspensa na sexta-feira, 25 de maio, caso a paralisação dos caminhoneiros persista. O alerta foi dado pela Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro).
Nesta quarta-feira, 23 de maio, aproximadamente 40% da frota do estado está parada, por falta de combustível, conforme informado pela Fetranspor. A previsão da federação para esta quinta-feira é de que 70% dos coletivos não saiam das garagens.
A quantidade de diesel está ficando escassa devido aos bloqueios feitos por caminhoneiros a estradas e distribuidoras. Os protestos são contra o aumento do preço dos combustíveis e tiveram início na segunda-feira, 21 de maio.
Frente à situação alarmante, a Fetranspor enviou uma nota à imprensa nesta terça-feira, informando que a paralisação dos caminhoneiros está afetando diretamente o transporte público no estado.
Na cidade do Rio de Janeiro, 80% da frota dos ônibus municipais estavam rodando até o meio da tarde, segundo informações da Rio Onibus (Sindicato das empresas de ônibus do Rio de Janeiro). Mas no final da tarde, este índice caiu para 72%, segundo a entidade que ainda alertou para a possibilidade de paralisação
Segundo o sindicato, as empresas estão fazendo uma busca em postos de combustíveis que ainda têm diesel, para o abastecimento. Contudo, a perspectiva é de que na tarde desta quarta-feira, a situação se agrave.
O Rio Onibus informou ainda que há risco de paralisação total dos serviços.
O sistema que serve à capital fluminense consome, em média, 764 mil litros de combustível por dia, um volume que torna ainda mais complexo o abastecimento da frota neste cenário de escassez de oferta de óleo diesel. Reajustes na ordem de 40% no valor do óleo diesel foram registrados somente nos últimos 15 meses. Os gastos com o insumo correspondem a mais ou menos 30% da folha das empresas. 
Caso a situação não seja normalizada o mais brevemente possível, há risco de paralisação total do sistema.
A Urbs – Curitiba, empresa pública que gerencia o transporte coletivo da capital paranaense, chegou a anunciar que a partir das 17 horas hoje, quarta-feira (23/05), iria reduzir a frota de ônibus que atende as linhas municipais, mas depois o prefeito Rafael Greca retrocedeu e determinou frota total.
As empresas de ônibus dizem que cumpriram a determinação, mas reiteraram que pode faltar diesel para esta quinta-feira.
Já as empresas que atuam na região metropolitana de Curitiba informam que o transporte coletivo será totalmente paralisado a partir desta quinta-feira, dia 24 de maio, caso os estoques de dieses não sejam renovados.
Segundo a Artesp, em resposta aos questionamentos do Diário do Transporte, as partidas de ônibus rodoviários no Estado de São Paulo também foram prejudicadas por causa da greve dos caminhoneiros.
“A greve afetou o transporte intermunicipal de passageiros do Estado de São Paulo. Algumas empresas estão operando com horários reduzidos para adequarem as partidas frente a disponibilidade de combustível e demanda de passageiros.”
Na cidade de São Paulo, oito empresas estão com reservas de diesel suficientes para uma operação parcial nesta quinta-feira (24). As outras seis empresas informaram que o óleo diesel em estoque é suficiente para manter a operação da frota até esta sexta-feira, dia 25. As viações avisaram a prefeitura e pedem ajuda da Secretaria de Segurança Pública para escoltar as carretas com diesel até as garagens.
A frota de ônibus municipais de São Paulo será reduzida em 40% nesta quinta, por causa da falta de diesel de greve dos caminhoneiros. Por esse motivo, o rodízio municipal de veículos foi suspenso.
A Metra, empresa que opera o Corredor ABD, entre a cidade de São Paulo e o ABC Paulista,informou que a  operação está normal, por enquanto., mas alertou que o armazenamento de combustível não é suficiente para uma semana. “A empresa analisa alternativas, mas entende que será difícil encontrar um fornecedor ou mesmo um outro operador que possua armazenamento suficiente, pois o volume de veículos é muito grande.” – informou a empresa em nota.
No estado de São Paulo, a EMTU, que gerencia as linhas metropolitanas, ainda não informou se houve redução de frota de ônibus na Grande São Paulo, mas pela madrugada, ônibus intermunicipais já abasteciam em postos comuns de combustíveis na cidade de Guarulhos.
Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, ônibus da CS Brasil também tiveram de abastecer em postos de rua comuns.
Em Itapetininga, no estado de São Paulo, a empresa de ônibus Nossa Senhora Aparecida suspendeu linhas que atende bairros Gramadinho e Retiro nesta quarta. A suspensão é por tempo indeterminado, pois parte do itinerário inclui trecho da rodovia Raposo Tavares, que tem registro de paralisação de caminhoneiros.
Em Campinas, no interior de São Paulo, empresas de ônibus VB Transporte, Itajaí, Pádova, Onicamp e Expresso Campibus, afirmaram que nesta quinta-feira deve haver prejuízos com paralisação parcial dos transportes, e propõem redução de frota para ainda hoje.
Em Recife e cidades da região metropolitana, os postos de combustíveis já começaram a ser afetados pela greve dos caminhoneiros. Vários postos já dão sinais de desabastecimento de gasolina e diesel. O risco de colapso é grande. Por conta da greve, o Grande Recife Consórcio anunciou que a partir desta quarta-feira passa a operar com a mesma frota do período de férias de janeiro deste ano. A medida emergencial representa redução de 8% no número de viagens, ou menos 200 veículos da frota de 2.700 ônibus.
Já em Jacareí, no interior de São Paulo, também houve redução dos horários de ônibus urbanos.
Na região metropolitana de Curitiba empresas de cidades como Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais também já alertam para a falta de combustível.
Em Joinville, estado de Santa Catarina, as empresas de ônibus da cidade informaram que ainda não receberam o combustível que encomendaram. Estão sendo usados estoques e, por enquanto, os serviços são normais. Porém, como elas têm uma boa capacidade de armazenamento de diesel, ainda não falta combustível para a operação diária.
Em Ponta Grossa, interior do Paraná, os ônibus municipais podem parar. A reserva técnica da Viação Campos Gerais (VCG), concessionária responsável pelo transporte coletivo do município, dura apenas mais dois dias. Com isso, o transporte coletivo será afetado e o número de veículos circulando será reduzido a partir desta quinta-feira, 24 de maio.
Em Natal, os motoristas de ônibus intermunicipais aderiram ao protesto dos caminhoneiros e as viagens programadas para esta manhã foram canceladas. Quem já havia comprado bilhete terá a viagem remarcada.
O Sindpass, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Barra Mansa e Volta Redonda (estado do Rio de Janeiro), anunciou na noite desta terça-feira, 22 de maio, que vai reduzir o número de ônibus em circulação para evitar o colapso do sistema de transporte coletivo.
Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a frota de ônibus urbanos será reduzida em 30% a partir desta quarta-feira, segundo informações da Associação das Empresas de Transportes de Passageiros de Caruaru (AETPC).
Em Ouro Preto, Minas Gerais, a Transcotta informou que, nesta quarta-feira, todas as linhas vão funcionar com horários reduzidos, por conta da escassez de combustível.
Em Ribeirão Preto, a Transerp (Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto) informou que, fora dos horários de pico, os ônibus rodam obedecendo os horários de sábado, a partir desta quarta-feira.
Em Porto Alegre, as linhas de ônibus vão operar de hora em hora fora dos horários de pico a partir de quinta. As empresas de ônibus intermunicipais da Região Metropolitana vão seguir tabela de horários de sábado, também a partir de quinta.
A Autotrans, de Itaúna e região, em Minas Gerais, informou que empresa tem passado por um processo de desabastecimento. “A situação é grave e pode comprometer os serviços de transporte prestados à população de Itaúna. Infelizmente, diante deste cenário, a nossa operação será afetada e precisaremos reduzir nosso quadro de horários para garantir que não haja paralisação completa das operações. Asseguramos a população de que faremos o possível para minimizar os impactos nos nossos serviços” – informou em nota.
A circulação de ônibus em Belo Horizonte será reduzida a partir desta quinta-feira, 24 de maio de 2018. A BHTrans anunciou, nesta quarta, que o número de viagens será reduzido pela metade fora do horário de pico para “garantir operação normal em horários com maior demanda”.
Por causa da greve dos caminhoneiros, que tem dificultado as entregas de diesel nas garagens de ônibus, a partir de sexta-feira quem depende de transporte coletivo no Distrito Federalpode enfrentar dificuldades. As empresas Pioneira e a São José dizem que só têm combustível suficiente para operarem até o final desta quinta-feira, 24 de maio, de forma integral. Já a Urbi e a Marechal dizem que têm diesel até o final da noite de sexta-feira, 25 de maio. Os estoques da Viação Piracicabana, segundo a empresa, duram até o final deste domingo, 27. A TCB, empresa pública, não informou a previsão de seus estoques. A DFTrans, gerenciadora do sistema, pode criar um esquema especial de operação se o abastecimento não se normalizar até amanhã.
CAMINHONEIROS CONTINUAM PROTESTOS E RECEBEM APOIO DE OUTROS SETORES
Nesta quarta, agricultores gaúchos decidiram colocar tratores às margens da RS-040, em Viamão (RS), em apoio aos caminhoneiros. Ainda em Viamão, motoristas de vans escolares aderiram à paralisação dos caminhoneiros e estacionaram os veículos em ponto de encontro da RS-040.
MOTOBOYS E MOTORISTAS DE APLICATIVOS EM CURITIBA
Em Curitiba, motoboys e motoristas de aplicativos se juntaram aos caminhoneiros em protesto contra o aumento no preço dos combustíveis.
Às 8h de hoje cerca de 50 veículos de aplicativos seguiram em carreata até a Repar, refinaria da Petrobras em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Protesto fechou as duas pistas do Contorno Sul.
Confira os locais que ainda registram manifestações:
RODOVIAS DO RIO GRANDE DO SUL
RODOVIAS ESTADUAIS:
RS-020: km 28, em Taquara, sem bloqueios no trânsito;
RS-040: km 18, em Viamão; km 64, em Capivari do Sul
RS-122: km 96, em Flores da Cunha; no km 65, em Caxias do Sul; e km 16, em São Sebastião do Caí
RS-030: km 54, em Santo Antônio da Patrulha
RS-118: km 9, em Gravataí
RS-239: km 34, em Araricá
RS-474: km 0, em Santo Antônio da Patrulha
RS-332: km 139, em Espumoso
RS-463: km 53, em Tapejara
RS-324: km 249, em Casca; no km 22, em Coxilha; no km 212, em Marau; e no km 148, em Ronda Alta.
RS-135: km 50, em Getúlio Vargas
RS-223: km 28, em Tapera, e no km 53, em Ibirubá
RS-436: km 01, em Taquari
RODOVIAS FEDERAIS:
BR-116: km 397, em Camaquã, sem bloqueios
BR-153: km 53, em Erechim, bloqueio parcial
BR-283: km 273, em Mato Castelhano, sem bloqueios
BR-285: km 199, em Lagoa Vermelha, no km 217, em Caseiros, no km 301, em Passo Fundo, no km 337, em Carazinho, e no km 461, em Ijuí.
BR-290: km 175, em Butiá, no km214, em Pântano Grande, no km 422, em São Gabriel, e no km 719, em Uruguaiana.
BR-386: km 37, em Frederico Westphalen, e no km 347, em Estrela
BR-392: km 66, em Pelotas
BR- 468: km 1, em Palmeira das Missões
BR-472: km 155, em Santa Rosa, no km 481, em Itaqui, e no km 573, em Uruguaiana.
ESTRADAS DE SANTA CATARINA
RODOVIAS FEDERAIS:
BR-101
– Km 26, em Joinville
– Km 117, em Itajaí
– Km 282, em Imbituba
– Km 342, em Tubarão
– Km 354, em Jaguaruna
– Km 402, em Maracajá
– Km 421, em Araranguá
BR-282
– Km 344, em Campos Novos
– Km 507, em Xanxerê
– Km 571, em Nova Erechim
– Km 606, em Maravilha
– Km 645, em São Miguel do Oeste
BR-470
– Km 47, em Gaspar
– Km 68, em Indaial
– Km 100, em Apiúna
– Km 321, em Campos Novos
BR-280
– Km 21, em Araquari
– Km 123, em São Bento do Sul
– Km 123, em Rio Negrinho
– Km 231, em Canoinhas
– Km 235, em Canoinhas
– Km 268, em Irineópolis
BR-116
– Km 7, em Mafra
– Km 138, em Santa Cecília
– Km 217, em Ponte Alta
– Km 245, em Lages
BR-153
– Km 97, em Concórdia
RODOVIAS ESTADUAIS:
– SC-108/415, em Massaranduba
– SC-110, km 296, Petrolândia
– SC-114, km 190, em Palmeira
– SC-116, km 17 e 22, em Itapoá
– SC-135, km 119, em Videira, e km 140, em Tangará
– SC-157, km 4, em São Lourenço do Oeste
– SC-161, km 11, em Palma Sola
– SC-163 / BR-282, km 58, em São Miguel do Oeste
– SC-355, km 29, em Fraiburgo
– SC-407, em Biguaçu
– SC-417, km 0 e 17, em Garuva
– SC-480/ BR-282, em Xanxerê
PARANÁ
Balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou 44 protestos nas estradas federais que passam pelo estado no começo da manhã.
Polícia Rodoviária Estadual (PRE) apontou 75 manifestações nas estradas estaduais (por volta das 9h30).

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Ônibus histórico da Cometa é barrado pela Artesp, mas Viação garante que viagens serão retomadas a partir desta quarta, 23

Ônibus Flecha da Viação Cometa em uma de suas viagens comemorativas pelos 70 anos de empresa
Segundo empresa, veículo não estava com cartão de vistoria, mas tem autorização para viajar com passageiros
ADAMO BAZANI
Os passageiros saudosistas que nesta terça-feira, 22 de maio de 2018, tentaram realizar uma viagem do Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista, para Araraquara, no interior de São Paulo, tiveram uma decepção.
A Artesp, agência que regula os transportes dentro do estado de São Paulo, impediu a partida do ônibus histórico Flecha Azul, modernizado pela Viação Cometa.
A empresa de ônibus tem realizado viagens comemorativas em alusão aos seus 70 anos no modelo que marcou a história da Cometa.
Segundo nota da companhia, ao Diário do Transporte, o ônibus de prefixo 7455 não tinha o cartão de vistoria da Artesp. O sistema não emitiu o documento porque o coletivo tem mais de 15 anos de fabricação.  Entretanto, a empresa garante que o veículo tem autorização para fazer as viagens comemorativas, já que é um modelo histórico, não sendo escalado no dia a dia da operação. A Cometa ainda informou que a partir desta quarta-feira, 23 de maio de 2018, o cronograma de viagens voltará ao normal e que a questão foi resolvida.
Confira a nota na íntegra.
Na manhã dessa terça-feira, 22, fiscais da ARTESP autuaram o Flecha 7455 porque nele não constava junto com os demais documentos o cartão de vistoria da ARTESP. Isso ocorreu porque a Viação Cometa foi informada que pelo fato do veículo possuir mais de 15 anos de fabricação, o sistema da ARTESP não conseguiria cadastrar e emitir o cartão, mas mesmo assim, o veículo estava autorizado a circular e fazer viagens no período entre 02 de maio a 12 de julho de 2018, na ação das 70 viagens com o Flecha para comemorar os 70 anos da Viação Cometa.
Devido a essa situação, a documentação foi novamente verificada e a ocorrência foi explicada ao diretor do Departamento de Procedimentos e Logística da ARTESP, que emitiu o cartão para que não houvesse mais contratempos.
 Portanto, a partir de amanhã [quarta-feira, 23 de maio de 2018], as viagens do Flecha seguem sem transtornos com o cartão da ARTESP e demais documentos.
O veículo é um Flecha Azul VII, Scania K 113 CL, ano 1998, com um design parecido com o dos ônibus norte-americanos, que são as raízes deste modelo.
Foram várias versões destes ônibus que se tornaram tradicionais na empresa, desde 1972, ainda com o nome Dinossauro, e, a partir de 1983, com o nome Flecha, sendo fabricados pela própria Cometa por meio da subsidiária CMA – Companhia Manufatureira Auxiliar.
A Artesp foi procurada pelo Diário do Transporte, mas até o fechamento desta matéria não respondeu.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 22 de maio de 2018

Petrobras reduz preço dos combustíveis

Com redução, preço do diesel nas refinarias vai de R$ 2,3716 para R$ 2,3351.
Valor da gasolina cairá 2,08% e do diesel, 1,54% a partir desta quarta-feira
JESSICA SILVA / ADAMO BAZANI
A Petrobras informou, nesta terça-feira, 22 de maio de 2018, que reduzirá os preços dos combustíveis. O valor da gasolina cairá 2,08% e do diesel, 1,54% a partir desta quarta-feira, 23.
Com a redução, o preço do diesel nas refinarias vai de R$ 2,3716 para R$ 2,3351. A gasolina, por sua vez, cairá de R$ 2,0867 o litro para R$ 2,0433, conforme informado pelo G1.
Nesta segunda-feira, a estatal havia informado um novo aumento nos preços do diesel e da gasolina. O início da semana também foi marcado por protestos de caminhoneiros em diversos estados brasileiros contra os reajustes.
O assunto foi discutido pelo Presidente Michel Temer e a cúpula do Governo nesta segunda-feira, após os protestos. Em reunião, ficou definido que os valores dos combustíveis seriam alterados após conversa com a Petrobras, o que ocorreu nesta terça-feira.
POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRAS NÃO MUDA
Apesar da redução no valor do litro dos combustíveis, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, informou que não vai mudar a política para a definição dos preços. “A redução de hoje é simples de entender, uma redução importante de câmbio ontem… então é prova de que essa política funciona tanto na direção de subir os preços quanto de cair os preços” —disse Parente após a reunião com ministros, em Brasília.
Desde julho de 2017, a estatal pratica reajustes frequentes, inclusive diários, para seguir cotações internacionais. Neste ano, porém, a alta nos preços do petróleo elevou muito o valor dos combustíveis.
AUMENTO DO DIESEL
Conforme publicado anteriormente pelo Diário do Transporte, a política de preços adotada em 03 de julho de 2017 pela Petrobras foi responsável pelo aumento de 56,5% no litro do óleo diesel nas refinarias, segundo dados da “ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis”.
Entre 03 de julho de 2017 e 22 de maio de 2018, quando ocorre o mais recente reajuste programado, o combustível subiu 121 vezes.
Somente neste ano, ainda segundo a ANP, o diesel subiu 38 vezes.
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS
A NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne mais de 500 viações de linhas urbanas e metropolitanas, informou que somente neste ano, os reajustes consecutivos do diesel causaram um impacto de R$ 1 bilhão no setor.
Como as tarifas de ônibus são reguladas, e não podem variar ao longo do ano, os donos de empresas dizem que o resultado é redução nos investimentos em frota nova e qualidade dos serviços.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Expresso União renova a frota com o que há de mais moderno


A Expresso União apresentou seus 20 novos ônibus aos clientes, imprensa e a toda população. São novos exemplares produzidos pela Marcopolo com modelo Paradiso G7 1600 (condutor posicionado mais abaixo). Mais comodidade, segurança, conforto e a últimas tecnologias fazem parte dos "carros. O mais importante, é que todos os ônibus da frota do Expresso União rodando por todo o Brasil emplacados em Patrocínio-MG.
Estiveram presentes ao evento, diretores da empresa, autoridades locais, imprensa, motoristas, cobradores, colaboradores, empresários, amigos admiradores da empresa fundada pelo empresário patrocinense, Nenê Constantino.

Segundo o diretor da empresa, Ronaldo Samuel que estava visivelmente satisfeito com a conquista, disse da importância da Expresso União em investir em inovações e melhorias. "Elas fazem parte da política de qualidade da empresa, mas o mais importante para a empresa são as pessoas".

Fonte: Patrocínio Online

domingo, 20 de maio de 2018

Empresas de ônibus dizem que acumularam prejuízos de R$ 1 bilhão neste ano por causa do aumento de 11% no diesel entre janeiro e maio

Ônibus na Capital Paulista. Aumento de custos, segundo NTU, tem comprometido empresas de grandes, médios e pequenos sistemas – Clique na foto para ampliar
Viações querem tratamento diferenciado para o peço do combustível usado para o transporte público e falam em colapso
ADAMO BAZANI
A NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne em torno de 500 empresas de ônibus em todo o País, divulgou nesta sexta-feira, 18 de maio de 2018, nota dizendo que entre janeiro e meados de maio deste ano já acumula perdas de em torno de R$ 1 bilhão por causa dos aumentos consecutivos do preço do óleo diesel.
Segundo a entidade, com base em dados da própria Petrobrás, o combustível teve aumento médio de 11% de janeiro a maio deste ano, onze vezes acima da inflação do período.
A representação dos empresários já pediu um encontro com membros da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para sugerir um regime de preços diferenciado para o diesel dos ônibus, já que o transporte coletivo é um direito social e aumentos emergenciais de tarifas ou redução dos serviços por causa dos custos maiores de operação podem interferir diretamente na população em geral, especialmente entre as pessoas de menor renda.
O presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, disse na nota que as empresas de ônibus já estão com dificuldades para comprar óleo diesel, cujo impacto, em média no País, é de 23% dos custos do setor, ficando atrás apenas de mão-de-obra, que representa em torno de 40% dos gastos das viações.
O dirigente disse ainda que uma das grandes dificuldades é que, diferentemente de outros setores, que podem repassar os preços aos consumidores, mesmo que parcialmente, toda a vez que há aumento dos custos, as viações trabalham com tarifas reguladas que só podem ser reajustadas uma vez por ano, na maior parte dos sistemas brasileiros.
“Somos um setor regulado, com reajustes anuais nos contratos, e agora, temos que arcar com os custos desses aumentos, que têm sido diários” – disse Octávio Cunha.
Ainda com base nos dados da Petrobrás, a NTU argumenta que nos últimos 45 dias, de 4 de abril a 18 de maio, houve reajuste de 25,42% do diesel nas refinarias, o que ainda deve ser sentido pelas viações e não está contabilizado neste aumento acumulado de 11% desde janeiro.
Octávio Cunha ainda disse que um terço das empresas de ônibus do País está endividado e que a política de preços atual do diesel pode agravar a situação.
“As empresas não têm como arcar com esses custos, diante do cenário de crise que país enfrenta e do alto índice de endividamento do setor de ônibus urbano. Pesquisa realizada com as empresas de ônibus urbano, revela que 33% das 1.800 empresas do setor estão endividadas.”
O dirigente disse também que, além dos aumentos do diesel, o setor enfrenta outros problemas mais antigos que se agravaram nos últimos anos, como falta de prioridade ao transporte coletivo nos investimentos e no espaço urbano, perda de eficiência e diminuição no número de passageiros pagantes.
“A tragédia anunciada não poupou as empresas, muito menos os passageiros. Ao contrário, o cidadão que depende do transporte coletivo para os deslocamentos diários passou a ser duplamente penalizado pela política equivocada do governo federal, que incentiva a propriedade e o uso de automóveis, provocando o crescimento vertiginoso dos congestionamentos urbanos. O resultado dessa perda de produtividade dos ônibus representa acréscimo de até 25% no preço das passagens. Este é o pior dos mundos para o sistema de transporte público do Brasil. É o passageiro tendo que arcar com custos altos e ainda conviver com deslocamentos precários, sem conforto e sem garantias de chegar aos compromissos em tempo hábil.”
Cuinha ainda disse que a perda de passageiros, semente entre 2014 e 2017, foi de 20% em média no País.
“O atual retrato do transporte coletivo forjou-se nas últimas décadas. Desde meados dos anos 1990 o setor vem perdendo qualidade e desempenho, resultado do incentivo ao transporte individual. Nos últimos anos a situação se agravou, com sucessivas perdas de demanda – da ordem de 20% no período de 2014 a 2017 – e o endividamento severo de mais de 30% das empresas, sendo que dez por cento delas já fecharam as portas, entre 2014 e 2016.”
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Justiça diz que Crivella deve decidir sobre reajuste de tarifa

O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, assinam o contrato com os quatro consórcios vencedores da licitação para operar os ônibus municipais nos próximos 20 anos.Foto Beth Santos
Judiciário não vai intervir no acordo com empresas para aumentar valor da passagem a R$ 4
JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE
A Justiça definiu que a decisão de aumentar ou não o valor da passagem dos ônibus do Rio de Janeiro cabe à Prefeitura. O acordo entre a administração municipal e as empresas foi enviado ao judiciário para análise, mas o termo de conciliação proposto pelo município foi devolvido.
O acordo prevê o aumento da tarifa, com a condição de melhorias na frota. O município e as viações responsáveis pela operação do transporte público no Rio decidiram levar o acordo para homologação na Justiça. Contudo, a juíza Luciana Louzado afirmou que a decisão é de responsabilidade do prefeito, Marcelo Crivella.
A assessoria de Marcelo Crivella informou ao G1 que o acordo está assinado, mas ainda está sendo analisado.
O termo entre ambas as partes prevê que o valor da passagem deve ser reavaliado permanentemente e que as empresas deveriam apresentar balanços em 70 dias.
A Prefeitura havia concordado com o reajuste para R$ 4, correspondente a 11%. As condições foram que toda a frota tivesse ar-condicionado até 2020, com metas estabelecidas semestralmente.
Outra condição é a reativação de linhas que foram extintas pelas empresas, além da fixação de nove anos como idade máxima para a frota.
HISTÓRICO
Pelo acordo, anunciado no dia 16 de maio de 2018, a passagem de ônibus da cidade do Rio de Janeiro vai passar de R$ 3,60 para R$ 4. O reajuste consta de um termo de conciliação entre a Prefeitura e o sindicato das empresas de ônibus, que terá de ser homologado pela Justiça.
O acordo foi feito para pôr fim à disputa judicial entre as empresas e o poder público municipal.
Pelo acordo entre o executivo e os quatro consórcios – Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz –, além do reajuste na tarifa de 11,1%, as companhias estão autorizadas a utilizarem ônibus mais velhos, desde que possuam ar-condicionado: a idade limite, hoje de 8 anos, seria estendida para até nove anos de fabricação.
O acordo estabelece ainda um novo cronograma para a climatização de toda a frota da cidade. O prazo final ficou definido agora como 30 de setembro de 2020, quase quatro anos após o previsto em acordo celebrado entre a prefeitura e o Ministério Público, em 2013, que havia definido dezembro de 2016.
As empresas terão de aumentar progressivamente o percentual da frota com climatização, que em outubro de 2017 era de 43% da frota.
REDUÇÃO DA TARIFA
O acordo prevê a possibilidade de redução nas tarifas. Isso poderá ocorrer caso a auditoria da PricewaterhouseCoopers, contratada pela prefeitura, aponte lucros das empresas acima dos previstos nos contratos de concessão.
Caso a auditoria aponte defasagem na tarifa atual, não será aplicado reajuste adicional.
Pelo acordo os consórcios aceitam abrir mão de indenização em caso de vitória nas seis ações que movem contra a prefeitura.
Como contraparte, os consórcios vão doar R$ 7 milhões para a compra de massa asfáltica para os corredores de tráfego selecionados pelo município, além de concreto para recuperar os corredores de BRT.
RESUMO
TARIFA – SOBE/DESCE:
Dezembro/2016 – Prefeito Eduardo Paes reajusta a tarifa, que era de R$ 3,80, para R$ 3,95, a pedido do recém-eleito Marcelo Crivella, que tomaria posse em janeiro de 2017.
Agosto/2017 – Justiça suspende o reajuste de 2014 (R$ 3,80), e tarifa cai para R$ 3,60.
Novembro/2017 – Nova decisão judicial entende que aumento dado em 2015, de R$ 0,20, foi abusivo. Tarifa cai para R$ 3,40.
Fevereiro/2018 – Justiça decide que prefeitura deve aplicar o reajuste previsto, cumprindo o contrato de concessão; tarifa vai a R$ 3,60.
Maio/2018 – Acordo entre prefeitura e empresas, com base no contrato de concessão de 2010, define tarifa a R$ 4,00. Reajuste precisa ser homologado pela Justiça.
NOVO CRONOGRAMA PARA REFRIGERAÇÃO DA FROTA
Por acordo anterior a frota já deveria estar integralmente climatizada nas Olimpíadas de 2016.
ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2018 = 60% da frota climatizada
ATÉ 30 DE JUNHO DE 2019= 70% da frota climatizada
ATÉ 31 DE DEZEMBRO 2019 = 80% da frota climatizada
ATÉ 30 DE JUNHO 2020 = 90% da frota climatizada
ATÉ 31 DE DEZEMBRO 2020 = 100% da frota climatizada