segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

União Santo André nunca teve frota de ônibus tão velha e sistema perde 5 milhões de passageiros

Frota mais nova de algumas empresas do Consórcio União Santo veio usada e tem características que não agradam passageiros
“Renovação” dos ônibus municipais é feita apenas com veículos usados de outros sistemas
ADAMO BAZANI
Os passageiros de ônibus de Santo André, no ABC Paulista, nunca pegaram ônibus tão velhos desde o início das operações do Consórcio União Santo André, em 2008.
A média de idade dos ônibus do Consórcio, que responde por cerca de 75% dos transportes da cidade é de 6,22 anos. Bem acima, portanto, do contrato de concessão, que estipula média de cinco anos para toda a frota e idades máximas de oito anos para ônibus convencionais, micros e micrões e 12 anos para articulados.
Já a idade média dos ônibus da Suzantur, que opera as linhas tronco-alimentadoras da Vila Luzita, segundo a prefeitura de Santo André, é de 4,17 anos.
A empresa reponde por cerca de um quarto do sistema e opera a título precário (provisoriamente) até a realização de uma licitação das 15 linhas que deve ocorrer em março.
Entre Consórcio União Santo André, formado por várias empresas, e Suzantur, a idade dos ônibus na cidade está acima também do permitido: 5,92 anos.
Todo o sistema da cidade possui 393 ônibus que transportaram em todo o ano passado, 52,4 milhões de passageiros (Veja abaixo).
Os dados foram obtidos pelo Diário do Transporte por meio da Lei de Acesso à informação.
As renovações de frota que as empresas da cidade têm feito são com ônibus usados de outros sistemas, dentro da idade máxima permitida, mas os veículos têm apresentado problemas de operação e não têm as características de portas que os passageiros do ABC estão acostumados.
Na quarta-feira da semana retrasada, por exemplo, um longo congestionamento se formava por volta das 15h00 na Avenida Dom Pedro II, sentido São Caetano do Sul, que só tem duas faixas e é uma das principais vias da cidade de Santo André. Quando a reportagem do Diário do Transporte, que se dirigia para outra pauta, se aproximou da entrada principal do Parque Prefeito Celso Daniel, a razão do congestionamento era facilmente compreendida: um ônibus da Viação Guaianazes, usado do Rio de Janeiro, na linha B 21 (Cidade São Jorge – Bairro Campestre) estava quebrado.
A Viação Guaianazes e a ETURSA – Empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Santo André têm operado com ônibus usados também de Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde o dono destas companhias, o empresário Ronan Maria Pinto, deixou de operar os transportes municipais em 2016.
“É horrível este ônibus, tem porta no meio para descer, mas não tem porta traseira. Aí a gente vai para o fundo e quando quer descer tem que voltar para a metade do ônibus lotado. Quase perdi o ponto várias vezes e tenho que gritar com o motorista” – disse Jennifer Aielo, estudante de 18 anos, que utiliza a linha I 04 Jardim Las Vegas/Parque Capuava,  operada pela ETURSA.
“Esses ônibus fazem muito barulho por dentro, não são nada confortáveis, os motoristas não são educados. Uso ônibus em Santo André porque preciso. Se eu pudesse pulava da minha casa para o trólebus ou para o trem direto” – disse o vendedor Gustavo de Moura, que precisa ir sempre para São Paulo, mas antes usa os ônibus da linha I04 também.
Ônibus apenas com uma porta de saída, no meio, em Santo André, antes foi usado em Indaiatuba
Na linha B 19 – Jardim Aclimação/Rodoviária, operada pela EUSA – Empresa Urbana Santo André, as queixas em relação à baixa qualidade de frota também não faltam.
“Falaram que trocaram os ônibus nesta linha. Só se trocaram os velhos por menos velhos, porque tá tudo a mesma coisa. Outro dia, o motorista teve de parar e encostar o ônibus na guia porque disse que o freio estava falhando” – disse a aposentada Maria de Fátima Assis.
A EUSA é do empresário Baltazar José de Sousa, que não opera mais ônibus municipais em Mauá, também no ABC, e usa alguns dos ônibus que eram da cidade vizinha, em Santo André.
Já na linha I07 (Bairro Paraíso/Vila Lucinda), operada pela Viação Guianazes, a queixa é sobre os micro-ônibus.
“Essa linha é cheia, tem bastante gente, e só vem esses micrinhos. Precisa de ônibus de verdade, de empresa de verdade. Fora que a conservação é péssima. A cada troca de marcha que o motorista faz parece que vai estourar tudo. Fora que os motoristas são mal humorados, não têm uniformes. Parece uns bicheiros dirigindo o ônibus, camisa aberta, calça levantada, barba mal feita. Se eu vou trabalhar desse jeito, eu estou demitido, mas um dia me disseram. Empresa ruim, funcionário ruim…” – reclama o metalúrgico Paulo Almeida de Castro
Na linha B 63 (Jardim Alvorada / Vila Palmares), operada pela Viação Vaz, as reclamações são do tamanho do ônibus e uma regra da empresa que não permite que os motoristas abram a porta do meio por causa do elevador para cadeira de rodas. As fábricas projetam as portas com elevadores para receberem qualquer tipo de fluxo de passageiros, mesmo sem o equipamento acionado.
“Primeiro que essa linha só tem micrão. Uma droga. No horário de pico, vamos espremidos. Não é lotado, é superlotado. Essa linha é para ônibus normal. E essa empresa tem ainda uma coisa que irrita. Ela não deixa o motorista abrir a porta do meio. Por ser micrão, esse ônibus tem corredor mais estreito, aí para descer não tem jeito, as pessoas acabam se empurrando para chegar no fundo do ônibus e a porta do meio lá, fechadona. Já vi confusão.” – disse revolta a dona de casa Neucy Lima.
Já na linha I08, Jardim das Maravilhas/Bairro Paraíso, da Parque das Nações, a queixa é que os ônibus não têm elevadores para pessoas com deficiência, mesmo passando pela maior parte dos grandes hospitais públicos e particulares, e a idade dos veículos.
“Pense numa escola de samba desafinada. É o que você ouve num ônibus da I08. Bate tudo. Eu conheço esses ônibus, foram comprados em 2007 e começaram em 2008, ainda quando tinha a faixinha vermelha do outro prefeito. Poxa, este ônibus é opção para o Hospital Bartira, Hospital Municipal [de Santo André]; Hospital Celso Gama, Hospital Brasil, Hospital Mário Covas….e só alguns têm elevadores. E ainda sim, vieram usados” – disse o ferramenteiro Wilson Souza que ainda completou. “Sempre que dá, racho um Uber com vizinhos quando preciso ir para o Centro. Cada um paga mais barato que se pegarmos o ônibus aqui de Santo André, que roda pouco e é caro.”
SISTEMA DE SANTO ANDRÉ PERDEU CINCO MILHÕES DE PASSAGEIROS EM UM ANO
De 2016 a 2017, os ônibus municiais de Santo André registraram quase cinco milhões a menos de passageiros.
Ainda segundo os dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, em 2016, foram 57,32 milhões (57.323.767) registros de passagens pelo sistema de ônibus de Santo André. Já no ano de 2017, este número caiu para 52,49 milhões (52.491.822).
Isso significa que entre 2016 e 2017,  10,12 % de passageiros deixaram de usar ônibus na cidade.
RESPOSTAS:
Desde o dia 06 de fevereiro o Diário do Transporte pede uma resposta da prefeitura de Santo André sobre as providências do poder público quanto à frota antiga e os motivos pelos quais a prefeitura entende que justificariam a queda de demanda.
Mas a área técnica de transportes da prefeitura não respondeu
O Diário do Transporte procurou na manhã de sexta-feira, 16, o diretor da AESA – Associação do Sistema de Transporte de Santo André, que reúne as empresas do Consórcio União Santo André, Luiz Marcondes de Freitas Júnior, questionando se há previsão de renovação da frota com ônibus zero quilômetro, assim como fizeram recentemente as empresas SBC Trans (São Bernardo do Campo), Suzantur (Mauá) e Vipe (São Caetano do Sul), que operam nas cidades vizinhas de Santo André.
Marcondes não respondeu.
A reportagem procurou na sexta-feira o diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, que disse que responderia nesta segunda-feira, embora a empresa esteja dentro dos parâmetros de idade de frota.
QUEM É QUEM NOS TRANSPORTES DE SANTO ANDRÉ:
O Consórcio União Santo André é formado pelas seguintes empresas:
Base Operacional 01 – Viação Guainazes / Viação Curuçá (proprietário Ronan Maria Pinto).
Base Operacional 02 – Viação Vaz (proprietário Ozias Vaz)
Base Operacional 03 – TCPN – Transportes Coletivos Parque das Nações (proprietário Carlos Sófio)
Base Operacional 04 – ETURSA – Empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Santo André (proprietário Ronan Maria Pinto).
Base Operacional 05 – EUSA – Empresa Urbana de Santo André (proprietário Baltazar José de Sousa)
 Linhas Troncais e Alimentadoras do Sistema de Vila Luzita:
Suzantur (proprietário Claudinei Brogliato) – operação emergencial e depois a título precário até licitação.
Até 07 de outubro de 2016, era Expresso Guarará, da família Passarelli.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Buser, o “Uber do ônibus”, volta e primeiras viagens começam em março de 2018

Empresa diz que viagens podem sair com valores menos da metade em relação às linhas regulares - FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA
 No ano passado, sistema de aplicativo foi impedido de funcionar por Justiça após ação de empresas de ônibus
 ADAMO BAZANI
 O polêmico Buser, que se intitula de Uber do Ônibus, anunciou nesta quarta-feira, 07 de fevereiro de 2018, que deve voltar a funcionar em março.
O aplicativo de fretamento coletivo de ônibus deve ser liberado em 19 de fevereiro, segundo a empresa.
Em julho do ano passado, o sistema pelo qual passageiros reservam seus assentos pelo aplicativo de celular em viagens por ônibus de caráter de fretamento, não conseguiu realizar seu primeiro trajeto, quando 23ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte atendeu pedido de tutela de urgência elaborado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Minas Gerais e proibiu a atividade. Relembre em:
Na ocasião, a empresa oferecia as mesmas rotas de linhas regulares em Minas Gerais, mas com passagens até pela metade do preço.
Segundo a Buser, depois da liberação, que ainda será pleiteada na Justiça, o intuito é oferecer rotas mais baratas novamente e as viagens, neste primeiro momento, devem ocorrer em Belo Horizonte, Ipatinga e Juiz de Fora.
A empresa promete até o final do ano, operar em todo o Brasil.
“Nossa proposta é utilizar a frota ociosa que geralmente atende grandes empresas nos horários de entrada e saída de funcionários nos dias de semana, e no restante do tempo fica na garagem”, disse, na nota desta quarta-feira, um dos fundadores do aplicativo, Marcelo Abritta.
A Buser também afirmou que agora conta com aportes financeiros realizados por fundos internacionais, como Canary, Yellow Ventures e Fundação Estudar Alumni Partners
Na nota, Abritta ainda diz que o preço da viagem depende da lotação do ônibus que, se sair com todos os assentos ocupados, poderá ter passagens com menos da metade do valor das linhas regulares e dá um exemplo.
“Hoje uma família que viaja de Belo Horizonte para Ipatinga gasta mais de R$ 70 por trecho. Com a Buser, se o ônibus partir lotado, o custo será de menos de R$ 30. “
Ainda na nota, a Buser explica como deve ser o sistema.
Para viajar, o usuário precisa baixar o app pelo site da empresa (www.buser.com.br), cadastrar seus dados e definir parâmetros da viagem, como origem, destino e data, e o aplicativo mostra quais são as opções mais baratas. Após atingir um número mínimo de passageiros, a viagem é “confirmada” e os horários de saída e chegada e ponto de encontro são definidos pela própria BUSER para garantir organização e segurança. Os primeiros a baixar o app ganham cupom de R$10 reais e, além disso, recebem outros R$ 10 toda vez que um amigo indicado passe a utilizar a ferramenta.
A Buser também afirmou que as companhias que vão fretar os ônibus têm os veículos auditados, licenciados e com autorização de tráfego.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 10 de fevereiro de 2018

RENOVAÇÃO - Viação Motta Renova Frota com Ônibus Marcopolo

Tradicional Empresa de Transportes Rodoviários, a Viação Motta adquiriu 20 Ônibus Marcopolo, dentro do programa de renovação da empresa.

São 12 veículos do modelo Paradiso G7 1600 LD com 44 poltronas Semi Leito e descansa pés e 8 do modelo Paradiso G7 1800 DD, com capacidade para 56 passageiros sendo 44 poltronas Semi Leito no piso superior e 12 poltronas Leito no piso inferior.

O chassi de ambos são Mercedes-Benz 0500 RSD contando com geladeira, bebedouro, sistema de ar-condicionado com saídas individuais e preparação para equipamentos audiovisuais e eletrônicos(TV, USB, etc...), além de iluminação do salão de passageiros toda em LED, com luzes indiretas, que criam um ambiente de conforto e sofisticação.


A Viação Motta, hoje, opera em 61 linhas, cobrindo percursos entre 79 municípios nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, percorrendo anualmente cerca de 20 milhões de quilômetros.


Com imagens de Gelson Mello da Costa e informações da Marcopolo
Fonte: Nosso Transporte SP

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Tarifa de ônibus em São Bernardo Campo sobe para R$ 4,40 em 13 de fevereiro de 2018

Ônibus novo que deve compor a frota de São Bernardo do Campo Clique na Foto para ampliar. Foto: Adamo Bazani
Orlando Morando chegou a falar em cálculos de R$ 4,80 pela gerenciadora do município
ADAMO BAZANI
Na próxima terça-feira, 13 de fevereiro de 2018, a tarifa de ônibus de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, sobe dos atuais R$ 4,20 para R$ 4,40 para os passageiros que pagam com dinheiro ou com o Cartão Legal, modalidade comum.
Já a tarifa da modalidade Vale-Transporte, paga pelos empregadores aos funcionários, passa a ser de R$ 4,75.
O decreto com os reajustes foi publicado nesta sexta-feira pelo prefeito Orlando Morando que ontem, após reunião do consórcio de prefeitos do ABC, chegou a falar que a ETCSBC – Empresa de Transporte Coletivo de São Bernardo Campo, gerenciadora do sistema, havia apresentado uma planilha de tarifa em torno de R$ 4,80.
Relembre:
No decreto, a prefeitura diz que a queda da demanda de passageiros, investimentos, aumentos dos salários dos funcionários do sistema operado pela concessionária SBC Trans e os reajustes do óleo diesel pressionaram o reajuste.
Considerando a necessidade de se ajustar a tarifa do transporte coletivo municipal, em razão do aumento das despesas que compõem os principais custos operacionais desse serviço público, em especial: i) óleo diesel que sofreu aumento da ordem de 14,8% com impacto em 2,47% na tarifa técnica vigente; ii) o aumento salarial e benefícios dos operadores na ordem de 5,3% com impacto na tarifa técnica em 2,43%; iii) os investimentos em frota e soluções tecnológicas relativas à informação e comunicação aos usuários e ao controle operacional, com impacto na tarifa técnica em 0,80%; Considerando a significativa queda da demanda pagante na ordem de 8,6%, e, ao mesmo tempo, o aumento da demanda não pagante na ordem de 11%, ao longo do ano de 2017 comparativamente com o ano de 2016, resultando assim na redução dos usuários que participam do pagamento do serviço municipal de transporte coletivo;
ÔNIBUS NOVOS:
Veículo possui acessibilidade por elevador
A operadora da cidade, SBC Trans, coloca em circulação dez ônibus zero quilômetro que foram apresentados nesta semana pelo prefeito Orlando Morando.
Ao todo serão 20 veículos convencionais de 13,2 metros de comprimento com capacidade para 81 passageiros cada, sendo 41 sentados e 40 em pé.
Os ônibus possuem carregadores para celulares e notebook, monitores de TV a bordo, sistema de circulação de ar com resfriamento do ambiente, wi-fi e elevadores para cumprir as normas de acessibilidade.
Os veículos são de carroceria Caio Apache Vip IV e chassi Volkswagen 17-260 OD (motor dianteiro) que devem substituir os ônibus Scania de 15 metros.
Ainda neste ano, a operadora deve adquirir ônibus articulados para os corredores que estão sendo abertos na cidade.
No ano passado, a SBC Trans colocou 55 ônibus midi (micrões) zero quilômetro, Apache Vip IV OF 1519, no lugar de micro-ônibus, segundo a empresa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

“Quebra de asa”, um perigo nas rodovias

Uma das manobras mais criticadas pelos carreteiros nas estradas é a tal da “quebra de asa”, que acontece por iniciativa do motorista – uma brincadeira perigosa  e insensata –  ou pelo desequilíbrio involuntário do caminhão em razão de outros fatores, como irregularidade da pista ou da velocidade acima do limite de segurança. Motoristas que realizam a “quebra de asa” podem responder pelo crime de direção perigosa, podendo até provocar algum acidente com outro veículo.
Qualquer pessoa de bom-senso entende que ao balançar a carroceria de um lado para o outro, contorcer o veículo, seu implemento e tirar os pneus do solo é uma manobra extremamente perigosa, pois coloca em risco a vida do motorista e dos demais usuários da rodovia. Além do grande potencial para tirar vidas humanas, causa prejuízo material com danos no veículo e não raramente a perda da carga.
As imagens postadas na Internet mostram o quanto essa ocorrência é perigosa, Comentários postados sobre os inúmeros vídeos que podem ser vistos na Internet e normalmente são acompanhadas de pesadas críticas de motoristas de caminhão que normalmente destacam a ameaça à segurança e os danos causados à carreta.
Alguns deles são a trinca do pino rei e desalinhamento, danos à suspensão e desgaste excessivo do ombro dos pneus, embora o pior mesmo são os acidentes, como tombamento ou capotamento do caminhão.
Fonte: O Carreteiro

Marcopolo inicia 2018 com entregas na África


A Marcopolo inicia 2018 com novos negócios para a África e faz a entrega de 34 unidades do ônibus rodoviário do modelo Viaggio 1050 para a empresa Macon, um dos maiores operadores de transporte coletivo de Angola. 

Os veículos começarão a ser utilizados em rotas intermunicipais daquele país e fazem parte do programa de renovação de frota da operadora angolana. Desde 2015, a fabricante de Caxias do Sul realiza, com sucesso, um forte trabalho para ampliar a sua presença no mercado internacional, principalmente por intermédio das exportações a partir das unidades brasileiras.

"Continuamos atuando forte em todo o mercado africano. E a despeito de 2017 ter sido um ano de economia desfavorável em Angola, a Macon manteve o investimento na renovação de sua frota, o que demonstra a sua fidelização, pois nos últimos anos tem adquirido mais veículos", enfatiza Ricardo Portolan, gerente executivo de negócios internacionais Região Oriente Médio e África, da Marcopolo.

Os ônibus Marcopolo Viaggio 1050 fornecidos à Macon são equipados com 46 poltronas do tipo Executivo reclináveis com revestimento em couro ecológico e cinto de segurança retrátil. Para ampliar o conforto dos passageiros, o veículo conta com vidros colados, sistemas de ar-condicionado e audiovisual com DVD e monitores.

Com carroceria montada em chassi Volkswagen 18.320, os ônibus têm 12.500 mm de comprimento e possuem câmbio automatizado, câmera de ré e internet sem fio (Wi-Fi). Desenvolvido para oferecer o mais elevado padrão disponível no mercado de ônibus intermunicipais, o Marcopolo Viaggio proporciona mais conforto aos usuários, menor custo operacional e fácil manutenção, com componentes e peças disponíveis em toda a rede Marcopolo.

Forte presença na África e Oriente Médio

O foco nas exportações permitiu que a Marcopolo ampliasse a sua presença nos mercados da África e do Oriente Médio. "Em 2017, as exportações de ônibus fabricados no Brasil para países da região, como África do Sul, Angola, Benin, Burkina Faso, Camarões, Catar, Costa do Marfim e Togo cresceram. Continuamos buscando negócios em novos mercados e enviamos, somente no último trimestre, mais de 200 unidades, entre modelos rodoviários e urbanos", acrescenta Portolan.

Foto: Douglas de Souza Melo.

Secco Consultoria de Comunicação.

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Volare Cinco é destaque no transporte receptivo

A Brocker, tradicional cliente Volare e principal empresa de receptivo de Gramado e da Serra Gaúcha, adquiriu duas unidades do Volare Cinco. Os novos veículos já começaram a ser utilizados no transporte diferenciado de turistas entre as cidades de Porto Alegre, Gramado e Canela.


O Volare Cinco foi escolhido pela operadora por ser um veículo compacto, ágil e com elevado padrão de conforto, segurança e ergonomia, além de maior espaço para bagagens e mobilidade interna para os passageiros. Segundo Fabio Bordin, diretor-executivo da Brocker Turismo, o Volare Cinco é um veículo extremamente confortável, tanto para o passageiro quanto para o motorista, com excelente dirigibilidade.

"Possuímos modelos Volare em nossa frota há bastante tempo e escolhemos o Cinco para oferecer aos nossos clientes um veículo com características e dimensões diferenciadas para atender suas necessidades com conforto e agilidade, além de também ser robusto e de extrema confiabilidade. Outras características importantes do Cinco são a maior altura interna e a porta de embarque que facilitam o acesso e a circulação das pessoas e também apostamos no forte conjunto de motor e câmbio e imaginamos que essa combinação proporcionará redução na manutenção", explica Bordin.

De dimensões compactas (comprimento de 6.700 mm, altura externa de 2.740 mm, largura de 2.010 mm, altura interna de 1.930 mm e largura interna de 1.908 mm), o Volare Cinco oferece configuração diferenciada, com muito mais espaço interno, conforto e segurança. É equipado com motorização Cummins ISF 2.8, com 150 cv de potência e torque de 360 Nm a 1.500 rpm, transmissão mecânica Eaton FSO 4505 C de cinco marchas e direção hidráulica. O modelo possui tração traseira, o que garante melhor resposta em terrenos íngremes ou em aplicações severas. O posicionamento do motor na frente possibilita fácil acesso aos componentes mecânicos e rapidez nos serviços técnicos.

O Volare Cinco tem três diferentes configurações, entre 13 e 20 passageiros, e também incorpora conceitos de automóveis. Tecnicamente, se enquadra na classificação M3 do Contran, de micro-ônibus, com PBT de cinco toneladas, que estabelece os requisitos de segurança para veículos de transporte público coletivo de passageiros e transporte de passageiros tipos micro-ônibus e ônibus.

Foto: Gelson Mello da Costa.