segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Contran estabelece padrões para faixa elevada de pedestres em todo o País

“Lombofaixas” não podem ficar rentes a esquinas e em vias para transporte coletivo. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte)/Clique para ampliar
De acordo com resolução, travessia elevada não pode ser implantada em corredores e faixas de ônibus. Onde tiver faixa elevada, a velocidade dos veículos deve ser limitada a 30 km/h, com redução gradativa do máximo permitido na via até o local da travessia.
ADAMO BAZANI
Motivos de dúvidas entre gestores públicos, motoristas, operadores de transportes e população em geral, as faixas elevadas para pedestres ganharam a partir desta segunda-feira, 10 de setembro de 2018, novas padronizações que devem ser seguidas em todo o País.
O Contran – Conselho Nacional de Trânsito publicou hoje a resolução 738 que estabelece não somente as dimensões das faixas, que são essenciais para a segurança de quem anda a pé, mas também onde podem e não podem ser colocadas as travessias elevadas.
Por exemplo, o Contran não permite, por esta resolução, que a faixa elevada seja implantada em via com faixa ou pista exclusiva para ônibus e em “obras de arte”, como viadutos e pontes, por exemplo, a não ser que haja estudos técnicos que comprovem a necessidade da travessia.
A resolução também diz que a as travessias elevadas não podem ser colocadas sem que nas proximidades haja outras intervenções para a redução de velocidade dos veículos, como lombadas, obstáculos e radares.
“A faixa elevada para travessia de pedestres não deve ser utilizada como dispositivo isolado, mas em conjunto com outras medidas que garantam que os veículos se aproximem numa velocidade segura da travessia, tais como: o controle da velocidade por equipamentos, alterações geométricas, a diminuição da largura da via, a imposição de circulação com trajetória sinuosa e outras.”
Onde tiver faixa elevada, a velocidade dos veículos deve ser limitada a 30 km/h, com redução gradativa do máximo permitido na via até o local da travessia, ou seja, não pode pular de 70 km/h para 30 km/h de repente.
Já as dimensões exigidas pela resolução são altura igual a da calçada, desde que não ultrapasse a 15 cm. A calçada deve ser rebaixada se for mais alta que isso.
A largura da faixa elevada deve ser de, no mínimo, 5 m e, no máximo, 7 m. Já a pintura das faixas deve ocupar entre 4 m e 6 m da plataforma das faixas.
A inclinação da rampa da travessia elevada deve ser de 5% e 10% de acordo com a largura.
A calçada junto à faixa elevada deve obrigatoriamente ter piso tátil.
As faixas elevadas também devem contar com iluminação pública.
Veja em que condições não pode ter travessia elevada:
Art. 5° Não pode ser implantada travessia elevada para pedestres em via ou trecho de via em que seja observada qualquer uma das seguintes condições:
– isoladamente, sem outras medidas conjuntas que garantam que os veículos se aproximem com uma velocidade segura da travessia;
– com declividade longitudinal superior a 6%;
– em via rural, exceto quando apresentar características de via urbana;
– em via arterial, exceto quando justificado por estudos de engenharia;
– em via com faixa ou pista exclusiva para ônibus;
– em trecho de pista com mais de duas faixas de circulação, exceto em locais justificados por estudos de engenharia;
– em pista não pavimentada ou inexistência de calçadas;
– em curva ou situação com interferências visuais que impossibilitem visibilidade do dispositivo à distância;
– em locais desprovidos de iluminação pública ou específica;
– em obra de arte e nos 25 metros anteriores e posteriores a estas;
– defronte ao portão de entrada e/ou saída de escolares;
– defronte a guia rebaixada para entrada e saída de veículos.
– em esquinas a menos de 12m do alinhamento do bordo da via transversal, exceto quando justificado por estudo de engenharia.
As entidades que dão atendimento a pessoas com deficiência visual devem ser comunicadas pelos órgãos locais de trânsito caso haja a implantação de uma travessia elevada nas proximidades de suas sedes ou filiais.
O órgão ou entidade executivo de trânsito com circunscrição sobre a via deve realizar consulta prévia junto a instituições que dão atendimento a deficientes visuais, no caso de implantação de travessia elevada em suas proximidades.
A resolução já está em vigor.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

domingo, 9 de setembro de 2018

Marcopolo é presença na renovação da Guanabara, Viação Fortaleza e Via Urbana

Por Fortalbus
A encarroçadora Marcopolo está sendo responsável pela renovação de um novo lote de ônibus 2018 para as empresas Expresso Guanabara, Viação Fortaleza e Viação Urbana. Juntas essas adquiriram neste momento 33 ônibus Marcopolo dos modelos Torino e Paradiso 1200, todos com chassis Mercedes-Benz. Como é sabido, essas empresas tem programas contínuos para a modernização de suas frotas com forte presença da marca Marcopolo em seus veículos.

Esse novo lote de 10 ônibus Paradiso G7 1200 adquiridos pela Expresso Guanabara têm 14 metros de comprimento, capacidade para transportar 46 passageiros sentados e possuem chassi Mercedes-Benz O500 RSD 2436, destinados para o serviço "Genesis", o Executivo da Empresa. Eles são equipados com poltronas semileito 1060 Super Soft com espuma viscoelástica no encosto de cabeça, sistemas de ar-condicionado, de áudio e vídeo, toalete, geladeira e internet a bordo.


Para as empresas que atuam no transporte urbano da capital cearense, as operadoras optaram pela aquisição do modelo Torino com chassi Mercedes-Benz OF-1724L, sendo 18 unidades para a Viação Fortaleza e 05 veículos para a Via Urbana.


Os veículos são equipados com sistema de ar-condicionado, poltronas City com apoio de cabeça, sistema de campainha com acionamento de chamada de parada por botão e fio, poltronas preferenciais para idosos, gestantes e/ou deficientes, elevador automático e área reservada para cadeirantes, além de diversas inovações tecnológicas que ampliam os padrões de conforto, segurança e bem-estar dos usuários.

Fonte: Fortalbus

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Cidade de São Paulo recebe mais 55 ônibus novos nos próximos dias

Veículos devem começar a operar nas zonas Leste e Oeste
ADAMO BAZANI
Mais 55 ônibus zero quilômetro devem entrar em operação na cidade de São Paulo nos próximos dias.
A encarroçadora Caio já concluiu a produção de lotes de veículos para as empresas Allibus Transportes, que atende ao subsistema local (linhas de bairro) na zona Leste, Transunião Transportes S.A, também do subsistema local da zona Leste, e Viação Gato Preto, do subsistema estrutural (linhas maiores), a partir da zona Oeste.
De acordo com o representante de vendas da Caio em São Paulo, Gildo Vendramini, em contato com o Diário do Transporte, as unidades já estão sendo entregues nas garagens.

Para a Allibus Transportes, são 15 unidades do modelo Apache Vip IV, de tamanho midi, com chassi Mercedes-Benz
Allibus deve inserir ônibus maiores que micros em algumas linhas servidas somente por veículos pequenos
Já a Transunião recebe 20 ônibus convencionais com chassi Volkswagen também modelo Caio Apache Vip IV.
Ônibus da Transunião com capacidade maior de passageiros.
A Gato Preto terá em circulação 20 ônibus padrons, com piso baixo e motor traseiro, com carroceria Millennium IV e chassi Scania, para operação nas áreas 01 (verde) e 08 (laranja).
Viação Gato Preto comprou veículos para as duas áreas onde atua na cidade de São Paulo
Todos os veículos possuem wi-fi e ar-condicionado.
A prefeitura de São Paulo diz que desde janeiro do ano passado, já foram colocados em circulação pelas empresas operadoras pouco mais de dois mil ônibus novos.
As renovações ocorrem mesmo diante da indefinição da licitação do sistema de linhas municipais, atrasada há cinco anos.
Como o mostrou o Diário do Transporte em primeira mão, nesta semana, o TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo, que suspendeu a licitação em junho deste ano, terminou as análises das respostas da SMT – Secretaria de Municipal de Mobilidade e Transportes ao órgão e concluiu que a maior parte dos problemas apontados não foi resolvida pela gestão Bruno Covas.
Segundo o tribunal de contas, de 51 irregularidades apontadas, 36 não foram corrigidas pela prefeitura. Quanto às improbidades, 12 das 20 apontadas permanecem.
Um dos principais aspectos questionados pelo TCM é sobre a remuneração às empresas, que segundo a auditoria da equipe do conselheiro-relator, Edson Simões, está majorada para o tempo de contrato de 20 anos. Por causa desta situação, ainda de acordo com o relatório, a cidade ao final dos 20 anos de contrato pode ter um prejuízo de R$ 3,76 bilhões.
“O estudo de viabilidade não justifica o prazo de 20 anos, pois todos os investimentos podem ser amortizados em menos tempo, contrariando o princípio constitucional da motivação e o artigo 11 da Lei Municipal nº 13.241/2001 (subitem 3.4.2.1). Considerando a adoção de uma TIR de 9,85%, como a adotada no presente caso, o prazo estipulado da concessão (20 anos), encontra-se demasiadamente alto, tendo em vista que as simulações do estudo de viabilidade para os prazos de 15 e 10 anos não justificam a escolha pelo maior deles, estando assim em infringência ao artigo 11 da Lei Municipal nº 13.241/01 (subitem 3.4.2.2)”
“Ao aplicar a Taxa Interna de Retorno (TIR) de 6,44% a.a. em termos reais aos fluxos de caixa, apuramos uma diferença de aproximadamente R$ 3,76 bilhões no valor total dos contratos ao longo de 20 anos, equivalente a aproximadamente R$ 2,08 bilhões a valor presente, descontados à taxa de 6,44% a.a. em termos reais, em infringência ao artigo 6º, parágrafo 1º, da Lei Federal nº 8.987/95 (subitem 3.20.6).”
A gestão Bruno Covas diz que vai prestar esclarecimentos ao TCM dentro do prazo de 15 dias estipulado pelo órgão de contas:
Mesmo com as renovações por parte das empresas, diante do quadro de indefinição do processo licitatório, a idade média da frota de ônibus da cidade de São Paulo é a mais alta dos últimos cinco anos.
Em julho, último dado disponível nos indicadores da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, a frota do subsistema local tem idade média de cinco anos e do subsistema estrutural está com média de seis anos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Frota brasileira de ônibus elétricos não passa de 300 veículos

O Brasil caminha lentamente para a eletrificação da frota de ônibus, mas há chances de que, nos próximos anos, a presença desse tipo de veículo aumente pelo menos na cidade de São Paulo. A nova licitação de ônibus urbanos, ainda a ser aprovada, estabelece que, num prazo de dez anos, a frota em circulação reduza as emissões atuais de CO² em 50% e chegue a zero em 20 anos.

A norma não impõe a tecnologia a ser adotada, portanto podem ser usados veículos híbridos (que rodam com eletricidade e diesel), gás natural ou os 100% elétricos, entre outras alternativas. A frota atual, quase toda movida a diesel, é de 14,4 mil ônibus.

O diretor da montadora chinesa BYD, Adalbeto Maluf, afirma que só veículos elétricos serão capazes de cumprir a meta de emissão zero. O grupo chinês tem uma fábrica em Campinas (SP) que produz ônibus elétricos e deve vender este ano cerca de 80 a 100 unidades. A capacidade atual da fábrica é de 300 unidades/ano.

O País tem no máximo 300 veículos de transporte urbano movidos a eletricidade, dos quais 200 são trólebus produzidos há vários anos pela Eletra, de São Bernardo do Campo (SP). Esse tipo de veículo depende de rede de energia – que é transferida ao veículo por duas hastes instaladas no teto.

A Eletra também produz modelos convencionais, mas apenas duas unidades estão rodando em testes, um deles no câmpus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), abastecido com energia solar. Outro está na frota da empresa Metra Transportes, em São Paulo. . 

A Volkswagen Caminhões e Ônibus também estuda a produção futura de ônibus elétricos. Em 2020, a empresa iniciará a produção comercial de caminhões elétricos em sua fábrica de Resende (RJ).
Com informações: Estadão

Fonte: Fortalbus

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Viamão vai receber 20 ônibus zero quilômetro pelo Refrota

Frota da Viamão deve ser renovada. Foto: Rafael Lopes de Freitas – Clique para Ampliar
Financiamento será de R$ 7,3 milhões
ADAMO BAZANI
O transporte público na cidade de Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, vai receber 20 ônibus zero quilômetro financiados pelo Refrota, uma linha do governo federal lançada no início do ano passado e que conta com recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
A seleção da proposta foi publicada nesta quarta-feira, 05 de setembro de 2018.
O valor liberado é de R$ 7,3 milhões (R$ 7.305.500,00) e o agente financeiro é o Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE.
A companhia operadora é a Empresa de Transporte Coletivo Viamão Ltda.
Os ônibus devem ficar prontos ainda neste semestre.
REFROTA:
O Refrota 17, anunciado oficialmente em dezembro de 2016, travou no início de 2017. Houve vários problemas. A Caixa Econômica Federal, a primeira instituição bancária a operar a linha, exigia para liberar o dinheiro, um seguro para ônibus urbanos, que não existe no mercado. Além disso, houve problemas de defasagem dos recursos liberados frente à variação dos preços dos veículos por causa da demora da liberação do dinheiro.
Foram reservados R$ 3 bilhões para a compra de 10 mil ônibus em 2017, mas apenas uma pequena parte do dinheiro foi usada por causa do atraso no início efetivo do programa.
Por enquanto, os principais financiamentos no âmbito do Refrota são:
– VIP Transportes Urbanos Ltda (São Paulo-SP):  R$ 84,84 milhões (R$ 41,4 milhões + R$ 43,4 milhões) – 112 ônibus (40 + 72) – Banco Mercedes-Benz
– Suzantur (Mauá-SP): R$ 30,3 milhões – 100 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Viação Ponte Coberta (Mesquita, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Seropédica e Nilópolis – RJ): R$ 21,8 milhões – 65 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda (Valinhos/SP): R$ 14,9 milhões – 45 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Viação Mauá S.A. (São Gonçalo/RJ): R$ 12 milhões – 35 ônibus – Banco Mercedes-Benz.
– Viação União (Duque de Caxias, Magé, Belford Roxo e Rio de Janeiro – RJ): R$ 11,2 milhões – 30 ônibus -Banco Mercedes-Benz
– Viação Vila Rica (Rio de Janeiro): R$ 10,83 milhões – 30 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Transporte Fabio’s Ltda (Duque de Caxias/RJ): R$ 10,68 milhões – 30 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Viação Garcia (Londrina-PR /Maringá-PR): R$  9,5 milhões – 30 ônibus – BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (crédito liberado em 11 de setembro de 2017)
– Viação Piracicabana (Brasília-DF): R$ 8,33 milhões – 25 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Empresa de Transporte Coletivo Viamão Ltda (Viamão-RS): R$ 7,3 milhões – 20 ônibus – Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE
– TURB – Transporte Urbano S.A. (Ribeirão Preto-SP): R$ 6,39 milhões – 22 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Mobibrasil Expresso S.A. (Recife-PE, São Lourenço da Mata-PE, Camaragibe-PE): R$ 5,37 milhões – 20 ônibus  Caixa – Econômica Federal
– Auto Ônibus Vera Cruz Ltda. (Duque de Caxias/RJ): R$ 5,34 milhões – 15 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Transcol – Empresa de Transportes Coletivos Ltda (Teresina-PI): R$ 5,2 milhões – 15 ônibus – Caixa Econômica Federal.
– TURB – Transporte Urbano S.A. (Ribeirão Preto-SP): R$ 4,04 milhões – 15 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Viação na Montanha Ltda (Campos do Jordão-SP): R$ 3,46 milhões  – 12 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Expresso Maringá do Vale S/A (São José dos Campos SP): R$ 2,86 milhões – 10 ônibus – Banco Mercedes-Benz
– Insular Transporte Coletivo Ltda. (Florianópolis-SC): R$ 2,67 milhões – 04 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Viação Cidade Sorriso de Toledo (Toledo/PR): R$ 2,21 milhões – 10 ônibus – BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul
– Transportes Coletivos Capivari Ltda (Tubarão-SC e Capivari de Baixo-SC): R$ 2,98 milhões – 07 ônibus – Caixa Econômica Federal
– SEI EMTRACOL – Empresa de Transportes Coletivos Ltda (Teresina-PI): R$ 2,29 milhões – 06 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Transporte Coletivo Estrela Ltda (Florianópolis-SC): R$ 1,99 milhão – 04 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Viação Santana Ltda(Teresina-PI): R$ 1,9 milhão – 05 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Transportes São Cristóvão Ltda (Teresina-PI): R$ 1,52 milhão – 04 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Transportes Coletivos Cidade Verde Ltda (Teresina-PI): R$ 1,52 milhão – 04 ônibus – Caixa Econômica Federal
– Transportes Therezina Ltda (Teresina-PI): R$ 1,14 milhão – 03 ônibus – Caixa Econômica Federal
Os valores podem variar de acordo com a data da apresentação da carta-consulta e com o tipo de ônibus.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Viação Cidade do Aço

Na última quarta-feira, 29 de agosto de 2018 o blog Vitor Otávio Bus registrou o modelo Marcopolo Paradiso G7 1200 da Viação Cidade do Aço com a pintura retrô da empresa, com o prefixo RJ 174.070 na rodoviária de Campo Grande, no Rio de Janeiro. O carro foi escalado para a linha Campo Grande - Barra Mansa.


sábado, 1 de setembro de 2018

Marcopolo investe mais de R$ 50 milhões em novo centro de fabricação

Um ano após um dos maiores incêndios que Caxias do Sul já viu, 70% do novo pavilhão da Marcopolo em Ana Rech já está pronto. Mais de 13 mil moldes foram perdidos, porque o prédio atingido concentrava a produção de itens de plástico de carrocerias de ônibus para outras plantas fabris da multinacional de origem caxiense. 

O orçamento para a nova fábrica no sítio de Ana Rech ultrapassa R$ 50 milhões. São cerca de R$ 20 milhões da obra e mais de R$ 30 milhões se somados os gastos com os novos moldes, cabines, maquinário e equipamentos. Além do reembolso do seguro, a direção da companhia investiu mais, pois resolveu ampliar o prédio em quase 4 mil metros quadrados na comparação com o antigo. 

A estrutura de quase 20 mil metros quadrados não será mais apenas uma unidade de plásticos, pois, desde o incêndio, as peças injetadas e acabamentos desse tipo foram distribuídos por outras unidades da Marcopolo em Caxias, Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além de empresas parceiras. 

No início, o objetivo de distribuir as áreas de plástico era promover uma força-tarefa para retomar a produção, mas a decisão de manter essa produção em unidades espalhadas também é estratégica. Busca reduzir o risco de manuseio de um produto inflamável e de evitar a concentração desse material em um mesmo local, no caso de um sinistro, como o que ocorreu em Caxias. O novo prédio está sendo construído para estar alinhado com a indústria 4.0.

— Estamos construindo um centro de fabricação muito mais moderno, maior, em linha com os novos processos de manufatura. Depois do susto, passamos a discutir essa oportunidade para reconstruir algo novo e em outro nível. Não é mais só a fabricação de plásticos — destaca Luciano Resner, diretor de engenharia da Marcopolo.

Mais de oito empresas diferentes trabalham para cumprir o cronograma que pretende entregar até dezembro o pavilhão, que já é avistado da BR-116. Mais de 600 pessoas trabalham no empreendimento, desde a montagem e concretagem até acabamentos finais.

Telhados, laterais e a maior parte da nova infraestrutura estão prontos. Faltam ainda o piso, cuja umidade tem atrasado a conclusão, e finalização das ligações elétricas e outras instalações.

A expectativa é de que a partir de janeiro comece a instalação de mobiliário, equipamentos e transferência dos processos. A previsão é de começar a operar a primeira fase em março, com a montagem de laterais dos ônibus. Até o primeiro semestre de 2019, a Marcopolo quer estar com 80% da nova unidade funcionando e 100% até o final do ano que vem.
Com informações: Zero Hora

Fonte: Fortalbus