segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Buser, o “Uber do ônibus”, volta e primeiras viagens começam em março de 2018

Empresa diz que viagens podem sair com valores menos da metade em relação às linhas regulares - FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA
 No ano passado, sistema de aplicativo foi impedido de funcionar por Justiça após ação de empresas de ônibus
 ADAMO BAZANI
 O polêmico Buser, que se intitula de Uber do Ônibus, anunciou nesta quarta-feira, 07 de fevereiro de 2018, que deve voltar a funcionar em março.
O aplicativo de fretamento coletivo de ônibus deve ser liberado em 19 de fevereiro, segundo a empresa.
Em julho do ano passado, o sistema pelo qual passageiros reservam seus assentos pelo aplicativo de celular em viagens por ônibus de caráter de fretamento, não conseguiu realizar seu primeiro trajeto, quando 23ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte atendeu pedido de tutela de urgência elaborado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Minas Gerais e proibiu a atividade. Relembre em:
Na ocasião, a empresa oferecia as mesmas rotas de linhas regulares em Minas Gerais, mas com passagens até pela metade do preço.
Segundo a Buser, depois da liberação, que ainda será pleiteada na Justiça, o intuito é oferecer rotas mais baratas novamente e as viagens, neste primeiro momento, devem ocorrer em Belo Horizonte, Ipatinga e Juiz de Fora.
A empresa promete até o final do ano, operar em todo o Brasil.
“Nossa proposta é utilizar a frota ociosa que geralmente atende grandes empresas nos horários de entrada e saída de funcionários nos dias de semana, e no restante do tempo fica na garagem”, disse, na nota desta quarta-feira, um dos fundadores do aplicativo, Marcelo Abritta.
A Buser também afirmou que agora conta com aportes financeiros realizados por fundos internacionais, como Canary, Yellow Ventures e Fundação Estudar Alumni Partners
Na nota, Abritta ainda diz que o preço da viagem depende da lotação do ônibus que, se sair com todos os assentos ocupados, poderá ter passagens com menos da metade do valor das linhas regulares e dá um exemplo.
“Hoje uma família que viaja de Belo Horizonte para Ipatinga gasta mais de R$ 70 por trecho. Com a Buser, se o ônibus partir lotado, o custo será de menos de R$ 30. “
Ainda na nota, a Buser explica como deve ser o sistema.
Para viajar, o usuário precisa baixar o app pelo site da empresa (www.buser.com.br), cadastrar seus dados e definir parâmetros da viagem, como origem, destino e data, e o aplicativo mostra quais são as opções mais baratas. Após atingir um número mínimo de passageiros, a viagem é “confirmada” e os horários de saída e chegada e ponto de encontro são definidos pela própria BUSER para garantir organização e segurança. Os primeiros a baixar o app ganham cupom de R$10 reais e, além disso, recebem outros R$ 10 toda vez que um amigo indicado passe a utilizar a ferramenta.
A Buser também afirmou que as companhias que vão fretar os ônibus têm os veículos auditados, licenciados e com autorização de tráfego.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 10 de fevereiro de 2018

RENOVAÇÃO - Viação Motta Renova Frota com Ônibus Marcopolo

Tradicional Empresa de Transportes Rodoviários, a Viação Motta adquiriu 20 Ônibus Marcopolo, dentro do programa de renovação da empresa.

São 12 veículos do modelo Paradiso G7 1600 LD com 44 poltronas Semi Leito e descansa pés e 8 do modelo Paradiso G7 1800 DD, com capacidade para 56 passageiros sendo 44 poltronas Semi Leito no piso superior e 12 poltronas Leito no piso inferior.

O chassi de ambos são Mercedes-Benz 0500 RSD contando com geladeira, bebedouro, sistema de ar-condicionado com saídas individuais e preparação para equipamentos audiovisuais e eletrônicos(TV, USB, etc...), além de iluminação do salão de passageiros toda em LED, com luzes indiretas, que criam um ambiente de conforto e sofisticação.


A Viação Motta, hoje, opera em 61 linhas, cobrindo percursos entre 79 municípios nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, percorrendo anualmente cerca de 20 milhões de quilômetros.


Com imagens de Gelson Mello da Costa e informações da Marcopolo
Fonte: Nosso Transporte SP

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Tarifa de ônibus em São Bernardo Campo sobe para R$ 4,40 em 13 de fevereiro de 2018

Ônibus novo que deve compor a frota de São Bernardo do Campo Clique na Foto para ampliar. Foto: Adamo Bazani
Orlando Morando chegou a falar em cálculos de R$ 4,80 pela gerenciadora do município
ADAMO BAZANI
Na próxima terça-feira, 13 de fevereiro de 2018, a tarifa de ônibus de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, sobe dos atuais R$ 4,20 para R$ 4,40 para os passageiros que pagam com dinheiro ou com o Cartão Legal, modalidade comum.
Já a tarifa da modalidade Vale-Transporte, paga pelos empregadores aos funcionários, passa a ser de R$ 4,75.
O decreto com os reajustes foi publicado nesta sexta-feira pelo prefeito Orlando Morando que ontem, após reunião do consórcio de prefeitos do ABC, chegou a falar que a ETCSBC – Empresa de Transporte Coletivo de São Bernardo Campo, gerenciadora do sistema, havia apresentado uma planilha de tarifa em torno de R$ 4,80.
Relembre:
No decreto, a prefeitura diz que a queda da demanda de passageiros, investimentos, aumentos dos salários dos funcionários do sistema operado pela concessionária SBC Trans e os reajustes do óleo diesel pressionaram o reajuste.
Considerando a necessidade de se ajustar a tarifa do transporte coletivo municipal, em razão do aumento das despesas que compõem os principais custos operacionais desse serviço público, em especial: i) óleo diesel que sofreu aumento da ordem de 14,8% com impacto em 2,47% na tarifa técnica vigente; ii) o aumento salarial e benefícios dos operadores na ordem de 5,3% com impacto na tarifa técnica em 2,43%; iii) os investimentos em frota e soluções tecnológicas relativas à informação e comunicação aos usuários e ao controle operacional, com impacto na tarifa técnica em 0,80%; Considerando a significativa queda da demanda pagante na ordem de 8,6%, e, ao mesmo tempo, o aumento da demanda não pagante na ordem de 11%, ao longo do ano de 2017 comparativamente com o ano de 2016, resultando assim na redução dos usuários que participam do pagamento do serviço municipal de transporte coletivo;
ÔNIBUS NOVOS:
Veículo possui acessibilidade por elevador
A operadora da cidade, SBC Trans, coloca em circulação dez ônibus zero quilômetro que foram apresentados nesta semana pelo prefeito Orlando Morando.
Ao todo serão 20 veículos convencionais de 13,2 metros de comprimento com capacidade para 81 passageiros cada, sendo 41 sentados e 40 em pé.
Os ônibus possuem carregadores para celulares e notebook, monitores de TV a bordo, sistema de circulação de ar com resfriamento do ambiente, wi-fi e elevadores para cumprir as normas de acessibilidade.
Os veículos são de carroceria Caio Apache Vip IV e chassi Volkswagen 17-260 OD (motor dianteiro) que devem substituir os ônibus Scania de 15 metros.
Ainda neste ano, a operadora deve adquirir ônibus articulados para os corredores que estão sendo abertos na cidade.
No ano passado, a SBC Trans colocou 55 ônibus midi (micrões) zero quilômetro, Apache Vip IV OF 1519, no lugar de micro-ônibus, segundo a empresa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

“Quebra de asa”, um perigo nas rodovias

Uma das manobras mais criticadas pelos carreteiros nas estradas é a tal da “quebra de asa”, que acontece por iniciativa do motorista – uma brincadeira perigosa  e insensata –  ou pelo desequilíbrio involuntário do caminhão em razão de outros fatores, como irregularidade da pista ou da velocidade acima do limite de segurança. Motoristas que realizam a “quebra de asa” podem responder pelo crime de direção perigosa, podendo até provocar algum acidente com outro veículo.
Qualquer pessoa de bom-senso entende que ao balançar a carroceria de um lado para o outro, contorcer o veículo, seu implemento e tirar os pneus do solo é uma manobra extremamente perigosa, pois coloca em risco a vida do motorista e dos demais usuários da rodovia. Além do grande potencial para tirar vidas humanas, causa prejuízo material com danos no veículo e não raramente a perda da carga.
As imagens postadas na Internet mostram o quanto essa ocorrência é perigosa, Comentários postados sobre os inúmeros vídeos que podem ser vistos na Internet e normalmente são acompanhadas de pesadas críticas de motoristas de caminhão que normalmente destacam a ameaça à segurança e os danos causados à carreta.
Alguns deles são a trinca do pino rei e desalinhamento, danos à suspensão e desgaste excessivo do ombro dos pneus, embora o pior mesmo são os acidentes, como tombamento ou capotamento do caminhão.
Fonte: O Carreteiro

Marcopolo inicia 2018 com entregas na África


A Marcopolo inicia 2018 com novos negócios para a África e faz a entrega de 34 unidades do ônibus rodoviário do modelo Viaggio 1050 para a empresa Macon, um dos maiores operadores de transporte coletivo de Angola. 

Os veículos começarão a ser utilizados em rotas intermunicipais daquele país e fazem parte do programa de renovação de frota da operadora angolana. Desde 2015, a fabricante de Caxias do Sul realiza, com sucesso, um forte trabalho para ampliar a sua presença no mercado internacional, principalmente por intermédio das exportações a partir das unidades brasileiras.

"Continuamos atuando forte em todo o mercado africano. E a despeito de 2017 ter sido um ano de economia desfavorável em Angola, a Macon manteve o investimento na renovação de sua frota, o que demonstra a sua fidelização, pois nos últimos anos tem adquirido mais veículos", enfatiza Ricardo Portolan, gerente executivo de negócios internacionais Região Oriente Médio e África, da Marcopolo.

Os ônibus Marcopolo Viaggio 1050 fornecidos à Macon são equipados com 46 poltronas do tipo Executivo reclináveis com revestimento em couro ecológico e cinto de segurança retrátil. Para ampliar o conforto dos passageiros, o veículo conta com vidros colados, sistemas de ar-condicionado e audiovisual com DVD e monitores.

Com carroceria montada em chassi Volkswagen 18.320, os ônibus têm 12.500 mm de comprimento e possuem câmbio automatizado, câmera de ré e internet sem fio (Wi-Fi). Desenvolvido para oferecer o mais elevado padrão disponível no mercado de ônibus intermunicipais, o Marcopolo Viaggio proporciona mais conforto aos usuários, menor custo operacional e fácil manutenção, com componentes e peças disponíveis em toda a rede Marcopolo.

Forte presença na África e Oriente Médio

O foco nas exportações permitiu que a Marcopolo ampliasse a sua presença nos mercados da África e do Oriente Médio. "Em 2017, as exportações de ônibus fabricados no Brasil para países da região, como África do Sul, Angola, Benin, Burkina Faso, Camarões, Catar, Costa do Marfim e Togo cresceram. Continuamos buscando negócios em novos mercados e enviamos, somente no último trimestre, mais de 200 unidades, entre modelos rodoviários e urbanos", acrescenta Portolan.

Foto: Douglas de Souza Melo.

Secco Consultoria de Comunicação.

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Volare Cinco é destaque no transporte receptivo

A Brocker, tradicional cliente Volare e principal empresa de receptivo de Gramado e da Serra Gaúcha, adquiriu duas unidades do Volare Cinco. Os novos veículos já começaram a ser utilizados no transporte diferenciado de turistas entre as cidades de Porto Alegre, Gramado e Canela.


O Volare Cinco foi escolhido pela operadora por ser um veículo compacto, ágil e com elevado padrão de conforto, segurança e ergonomia, além de maior espaço para bagagens e mobilidade interna para os passageiros. Segundo Fabio Bordin, diretor-executivo da Brocker Turismo, o Volare Cinco é um veículo extremamente confortável, tanto para o passageiro quanto para o motorista, com excelente dirigibilidade.

"Possuímos modelos Volare em nossa frota há bastante tempo e escolhemos o Cinco para oferecer aos nossos clientes um veículo com características e dimensões diferenciadas para atender suas necessidades com conforto e agilidade, além de também ser robusto e de extrema confiabilidade. Outras características importantes do Cinco são a maior altura interna e a porta de embarque que facilitam o acesso e a circulação das pessoas e também apostamos no forte conjunto de motor e câmbio e imaginamos que essa combinação proporcionará redução na manutenção", explica Bordin.

De dimensões compactas (comprimento de 6.700 mm, altura externa de 2.740 mm, largura de 2.010 mm, altura interna de 1.930 mm e largura interna de 1.908 mm), o Volare Cinco oferece configuração diferenciada, com muito mais espaço interno, conforto e segurança. É equipado com motorização Cummins ISF 2.8, com 150 cv de potência e torque de 360 Nm a 1.500 rpm, transmissão mecânica Eaton FSO 4505 C de cinco marchas e direção hidráulica. O modelo possui tração traseira, o que garante melhor resposta em terrenos íngremes ou em aplicações severas. O posicionamento do motor na frente possibilita fácil acesso aos componentes mecânicos e rapidez nos serviços técnicos.

O Volare Cinco tem três diferentes configurações, entre 13 e 20 passageiros, e também incorpora conceitos de automóveis. Tecnicamente, se enquadra na classificação M3 do Contran, de micro-ônibus, com PBT de cinco toneladas, que estabelece os requisitos de segurança para veículos de transporte público coletivo de passageiros e transporte de passageiros tipos micro-ônibus e ônibus.

Foto: Gelson Mello da Costa.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Apostando em crescimento de 15%, Mercedes-Benz destaca segmentos de ônibus escolares e rodoviários e o sistema da Capital Paulista


Ônibus rodoviário no pátio da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo. Segmento deve alavancar vendas da fabricante. Adamo Bazani Clique na Foto para Ampliar
Para diretor de vendas, Walter Barbosa, lei de emissões na cidade de São Paulo “chegou a um consenso razoável”, mas “é possível entender que há um direcionamento para os ônibus elétricos” e só com o tempo dará para saber se toda a frota elétrica será sustentável economicamente e operacionalmente
ADAMO BAZANI
Em época de recuperação gradativa da crise econômica brasileira e de eleições federais e estaduais, os segmentos relacionados à produção de ônibus no Brasil devem registrar expressivas altas em unidades fabricadas (volume), mas sempre com a ressalva que o crescimento se dá sobre uma base de comparação reduzida, já que nos últimos três anos, o setor registrou quedas consideráveis de maneira consecutiva.
O maior crescimento deve ocorrer no primeiro semestre, antes da realização das eleições.
A avaliação é de Mercedes-Benz que concentra em torno de 60% do mercado de ônibus de oito toneladas para cima.
Diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, conversa com repórter Adamo Bazani sobre o setor
“No ano passado, o mercado total de ônibus fechou em 11.440 unidades, o que dá 5% acima de 2016. Neste ano [2018], nós estamos estimando um crescimento de 15% a 20% no segmento de ônibus, o que deve atingir um patamar na casa de 13 mil a 14 mil unidades, basicamente impulsionado pelos segmentos de ônibus escolares e de ônibus rodoviários. No caso do escolar, a Mercedes-Benz participou de uma grande licitação do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e venceu um lote chamado ORE 2 – Ônibus Rural Escolar, que é um veículo lançado no ano passado, de porte médio, de nove toneladas e nove metros com bloqueio de diferencial, pneus especiais para operar em condições mais extremas com capacidade para transportar 44 alunos. Vencemos a licitação para fornecermos até 1,6 mil unidades” – disse na manhã  desta segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018,ao Diário do Transporte, o diretor de vendas e marketing ônibus da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, na sede da fabricante, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
ESCOLARES:
Ônibus com os padrões do Programa Caminho da Escola. Mercedes-Benz vence nova licitação para fornecer 1,6 mil unidades
Entre dezembro e janeiro, o FNDE realizou uma licitação que envolve 5,6 mil ônibus para o Programa Caminho da Escola.
Além dos 1,6 mil da categoria ORE -2 Médio que devem ser fornecidos pela Mercedes-Benz, haverá a aquisição por meio desta licitação de 1,6 mil da categoria ORE-1 (29 alunos – 7,4 metros, de 7 a 8 toneladas); 800 unidades do ORE-1 4×4 (24 alunos   – 7,4 metros, de 7 a 8 toneladas) e 1,6 mil ônibus da categoria ORE 3 (59 alunos – 10,8 metros, 15 toneladas).
Este montante deve ser entregue ao longo do ano, com possibilidade de unidades fornecidas até meados de 2019. A quantidade de 5,6 mil representa um limite de ônibus, havendo a possibilidade de não se alcançar este limite. Depende dos cadastramentos dos estados e municípios e liberação de verbas pelo FNDE.
Além disso, por ser ano eleitoral, há uma regra que a transferência de recursos do Governo Federal para estados e municípios só pode ser feita até o último dia de junho.
As montadoras e encarroçadoras podem até entregar os ônibus entre julho e dezembro, mas só receberão o pagamento depois das eleições.
O executivo ainda destacou a vitória de marca em uma licitação da Seplag/MG – Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minais Gerais para o fornecimento 905 micro-ônibus nove toneladas, do modelo LO-915 para transportes de pacientes a serviço da Secretaria de Saúde.
Como noticiou o Diário do Transporte no último dia 22 de janeiro, estes micro-ônibus em Minas Gerais terão carrocerias Mascarello.
Relembre:
PREVISÃO PARA A MERCEDES-BENZ:
Walter Barbosa disse ainda que especificamente para a Mercedes-Benz, o crescimento no setor de ônibus em 2018 deve seguir a média do mercado geral e ficar entre 15% e 20%, mas que em 2017, a empresa registou alta bem acima do registado na média do setor.
“No ano passado, o mercado [de ônibus] cresceu 5% e a Mercedes-Benz praticamente 40% em volume” – comentou.
ÔNIBUS RODOVIÁRIOS:
Em relação aos ônibus rodoviários, a Mercedes-Benz também acredita que o primeiro semestre de 2018 será mais promissor que o segundo.
Um dos motivos para isso é a entrada em vigor no mês de julho da exigência de plataformas elevatórias para ônibus rodoviários com o objetivo de melhorar a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência. Para escapar dos preços maiores que devem ter os ônibus com estes dispositivos, os empresários devem correr e antecipar as compras.
A recente regularização do mercado de ônibus de linhas interestaduais e internacionais da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, com autorizações individuais de operação por linha, com novas regras de limite de idade dos veículos, ainda vai ter efeitos na indústria. Para o sistema da ANTT, a projeção da marca é de em torno de mil ônibus novos.
O sistema da Artesp, que inclui os ônibus rodoviários intermunicipais e os suburbanos do Estado de São Paulo, deve corresponder a 600 ônibus novos, isso se a licitação de fato sair.
As entregas de propostas estão previstas para o dia 15 de março, mas as empresas de ônibus não concordam com alguns termos do edital, em especial, a divisão do sistema em cinco lotes, sem a possibilidade de um mesmo grupo empresarial poder operar em mais de uma região. Relembre:
O rodoviário de 15 metros, lançado de forma oficial em 2017, também deve continuar sendo destaque.
Walter Barbosa explicou que os ônibus de dois andares de quatro eixos até 2016, quando o comprimento máximo permitido era de 14 metros, correspondiam até 3% das vendas da categoria para a marca. Em 2017, com a versão um metro maior, este número saltou para 15%.
No ano de 2018, o rodoviário de 15 metros, dois andares e quatro eixos, deve ocupar de 15% a 20% do segmento.
As empresas têm visto vantagens no modelo porque dependendo do tipo da linha operada, o custo por passageiro num ônibus 8×2 pode ser muito semelhante ao 6×2 (três eixos), mas com lucratividade maior.
Na versão 8×2 de 15 metros é possível transportar mais pessoas por veículo, com mais de uma categoria (por exemplo, leito-cama embaixo e executivo no segundo andar), além de qualificar a imagem da empresa, já que estes ônibus são mais bonitos e imponentes.
ÔNIBUS URBANOS:
O executivo da Mercedes-Benz também vê estimativas positivas para o segmento de ônibus urbanos ainda para o primeiro semestre. As eleições são o motivo.
As disputas serão para cargos federais e estaduais e, majoritariamente, os transportes urbanos são municipais.
Entretanto, a imagem de um partido político é muito influenciada pelas administrações municipais. Se a cidade não é bem administrada, os partidos têm mais dificuldades de eleger deputados, governadores e presidentes.
Isso sem contar que alguns prefeitos têm os nomes cogitados para disputar o comando de estados.
Os transportes urbanos são majoritariamente municipais, mas operados pela iniciativa privada.
Quem compra o ônibus é o empresário, mas quem tem ganho de imagem com isso é a prefeitura. Por isso que nos ônibus urbanos em grande parte da cidade está maior o nome da prefeitura que da empresa de ônibus.
A lógica das padronizações de pintura muitas vezes passa mais pela preocupação com a imagem do gestor público do que para organização do sistema.
GRANDES GRUPOS:
Ônibus da Breda, do Grupo Comporte. Conglomerado de empresas comprou mil ônibus em dezembro
A Mercedes-Benz informou nesta manhã que vendas de ônibus para grandes grupos empresariais também têm movimentado as linhas de produção entre o final de 2017 e o início deste ano.
Somente o Grupo Comporte, da família de Constantino Oliveira, que possui diversas empresas, adquiriu em dezembro, em torno de mil ônibus, entre urbanos e rodoviários.
“O Grupo Comporte tomou uma decisão de compra importante. Acredito também que teve a previsibilidade de um ano antecipado para o primeiro semestre. Destes mil ônibus para o Grupo Comporte, são aproximadamente 700 urbanos e o restante, rodoviários. O Grupo assim pode se programar com antecedência, inclusive com encarroçadores, que precisam ter estes veículos até final de abril, para que passam entregar às empresas até final de junho” – diz Walter Barbosa, que ainda comentou que hoje o negócio de ônibus no Brasil está cada vez mais concentrado em grandes operadores.
“Se pegar todo o mercado de ônibus, praticamente 60% a 70% são grandes operadores. Os cerca de 30% do volume de veículos comparados são por pequenos empresários que adquirem torno de 5 veículos por pedido”.
Walter diz que por maior que seja a capacidade de negociação e volume do grande operador, a marca tem uma rede que pode atender todos os tipos de compradores de ônibus.
“A Mercedes-Benz se estruturou bastante na venda de ônibus. É uma empresa dedicada ao mercado de ônibus. Evidente que eu particularmente não consigo estar presente em todos os clientes, mas temos um time preparado para todos os tipos de clientes. Dos 150 concessionários, hoje nós temos 25 que são 100% ônibus” – explica.
LICITAÇÃO DOS ÔNIBUS EM SÃO PAULO:
O maior sistema de ônibus da América Latina está em licitação: o da capital paulista.
Depois de quase cinco anos de atrasos por uma sucessão de motivos, a prefeitura diz que neste ano pretende finalizar o certame que envolve em torno de 14 mil ônibus e nove milhões de passageiros por dia.
O prazo de consulta pública, pela qual é possível enviar sugestões às minutas para formular os editais definitivos foi prorrogado para 5 de março. Relembre a matéria e saiba dos detalhes da licitação dos ônibus em São Paulo neste link:
Walter Barbosa diz que independentemente de licitação, a capital paulista, por causa da renovação da frota que vai atingir a idade máxima permitida, deve receber neste ano em torno de 1600 a 1800 ônibus novos.
Sobre o sistema da capital paulista ainda, Walter Barbosa destacou que a nova lei que determina redução de emissões de poluição pelos ônibus da cidade é um avanço em relação à determinação de 2009, que não foi cumprida.
Em 2009, a lei 14.933, chamada de Lei de Mudanças Climáticas, determinava troca de 10% da frota por ano até que em 2018, nenhum ônibus da cidade dependesse de combustíveis fósseis para se movimentar.
A lei não foi cumprida e, depois de quase um ano de discussões, a Câmara aprovou em 2017 um alteração no artigo 50 da lei 14.933 determinando não modelos de ônibus menos poluentes, mas metas de redução de poluição.
O prefeito João Doria vetou a inspeção veicular no projeto, mas sancionou o cronograma dos ônibus.
Relembre:
As reduções de emissões de poluição pelos ônibus de São Paulo devem ser de acordo com o tipo de poluente em prazos de 10 anos e 20 anos.
Em 10 anos, as reduções de CO2 (gás carbônico) devem ser de 50% e 100% em 20 anos. Já as reduções de MP (materiais particulados) devem ser de 90% em 10 anos e de 95% em 20 anos. As emissões de Óxidos de Nitrogênio devem ser de 80% em 10 anos e 95% em 20 anos.
Walter Barbosa diz que é positivo o fato de neste primeiro momento não haver exigência de tipos de ônibus (tecnologia), mas que as metas acabam sendo direcionadas para o ônibus elétrico com bateria, um modelo que ainda o mercado não tem segurança e experiência operacional em larga escala, segundo ele. Além disso, há poucos modelos disponíveis homologados de fato.
“Obviamente existe um ‘direcionamento’, ou é possível se entender um direcionamento a caminho dos ônibus elétricos, mas, antes de mais nada, é bom destaca que a aprovação desta lei é importante para ‘startar’, o país precisa crescer, precisa evoluir, mas gradativamente a gente precisa avaliar se isso [a frota 100% elétrica] é sustentável ou não. Porque não adianta colocar 100% da frota de veículos elétricos e isso não ser algo sustentável. Até lá, 2037, acho que vai ser possível medir e aprimorar este modelo de negócio” – explica Walter.
O diretor do setor de ônibus da Mercedes-Benz ainda disse ao Diário do Transporte que mais trólebus poderiam trazer vantagens para sistemas como de São Paulo, em corredores exclusivos.
“O trólebus é uma opção muito interessante, até porque é emissão zero e não precisa carregar [as baterias]. A desvantagem obviamente é o custo da instalação de toda a rede [de fios, subestações e postes], que normalmente é feita pelo poder público, mas, por outro lado, eu acho uma boa opção em corredor. Como o corredor não tem problema de manobrabilidade, o trólebus poderia funcionar bem e com baixo custo” – diz Walter Barbosa
A licitação prevê a colocação de mais 50 trólebus no sistema de São Paulo, mas sem aumento da rede, apenas aproveitamento de uma capacidade que não é usada.
Os projetos de novos corredores da cidade não preveem estrutura para trólebus.
A preocupação com a estrutura e como se daria a operação com ônibus elétricos com baterias também é presente entre os operadores, os empresários.
O presidente do SPUrbanuss, Francisco Christovam, em encontro com jornalistas em 17 de janeiro de 2018,que teve a participação do Diário do Transporte, disse que ainda não está claro como seria a estrutura necessária para recarga das baterias dos ônibus nas garagens da capital, que normalmente reúnem grandes frotas que não podem ficar muito tempo paradas.
“As reduções de particulados [materiais particulados] e NOx não são difíceis de alcançar. O que nos preocupa é como alcançar a redução do gás carbônico. Essas metas levam à eletrificação de toda a frota, mas, além da questão de remuneração, ou seja, ligada ao custo, não entendemos que hoje haja disponibilidade e confiabilidade tecnológica. Como todos os ônibus vão ser elétricos? Temos garagens de 400 ônibus. Como vai recarregar as baterias ao mesmo tempo de todos estes ônibus? Vai ter impactos na rede das casas e estabelecimentos perto das garagens? Quem conhece minimamente operação de ônibus, sabe que a frota passa umas três horas só na garagem, sai de madrugada e volta na outra madrugada. O tempo de recarga é de três a quatro horas, que é o tempo que o ônibus também precisa passar por uma checagem de manutenção, limpeza, verificação de pneus… E o espaço que vai ser ocupado dentro da garagem por estas estações de carregamento de bateria? São repostas que ainda não recebemos concretamente de ninguém e não há exemplo no Brasil de operação semelhante em grande escala” – disse Christovam que ainda comentou no encontro que até agora o modelo de ônibus elétrico apresentado por Doria, em 14 julho de 2017, como parte integrante da frota, não recebeu ainda homologação para circular comercialmente com passageiros.
Na ocasião, Doria prometeu que o ônibus elétrico de fabricação da chinesa BYD, na planta de Campinas, interior de São Paulo, circularia até o dia 31 de julho de 2017 e que no início de 2018, 60 unidades estariam prestando serviços.
Mas atualmente, o ônibus apresentado por Doria nem está mais em testes na Ambiental Transportes, empresa da capital que deveria operar esta frota. Depois de ser testado recentemente no Aeroporto Internacional de São Paulo, na cidade de Guarulhos, a unidade está na garagem da Expandir, da zona Leste da capital.
Relembre:
OUÇA A ENTREVISTA COM WALTER BARBOSA NA ÍNTEGRA:
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BOM PRINCÍPIO:
Entre os veículos comerciais da Mercedes-Benz, os destaques do início do ano foram os ônibus, que venderam mais que os caminhões.
Entre janeiro e dezembro, dos 6 mil 212 veículos comerciais vendidos ou negociados, cujos os compradores já autorizaram divulgação, 3 mil 985 foram ônibus; 1 mil 154 comerciais leves (em especial a Sprinter) e 1073 caminhões.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes