sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

BNDES anuncia incentivo para ônibus não poluentes

Fonte: Diário do Transporte

Ônibus elétricos terão participação de TJLP maior que nos financiamentos de ônibus a dieselÔnibus elétricos terão participação de TJLP maior que nos financiamentos de ônibus a diesel
Vantagens maiores devem estar em vigor a partir de 2018. Finame tem prazo ampliado para 10 anos já em 2017
ADAMO BAZANI
O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou nesta quinta-feira, 5 de janeiro de 2017, mudanças nas linhas de financiamento e novas políticas operacionais. O banco de fomento criou um departamento de monitoramento e avaliação que vai apresentar as metas que os empreendimentos financiados pelos bancos terão de cumprir, como prazos, retornos à comunidade e viabilidade. Ônibus não poluentes ganharão prioridade, mas só a partir de 2018 a vantagem será mais significativa, com a redução dos incentivos sobre ônibus diesel. Na prática, a transferência de vantagens dos coletivos a diesel vai financiar as condições para a compra de trólebus, ônibus elétricos, ônibus híbridos, ônibus a etanol, ônibus com células de hidrogênio, ônibus a gás natural veicular, ônibus a etanol, entre outros. (Veja mais abaixo)
Além disso, a participação da TJP – Taxa de Juros de Longo Prazo hoje em 7,5% ao ano será definida em cada projeto ou bem, de acordo com os benefícios econômicos, sociais e ambientais dos projetos e bens.
A participação máxima da TJLP nos financiamentos será de 80 %. A cobertura de até 30% será para expansão de capacidade produtiva, de 60% para desenvolvimento territorial de estados, municípios, saúde, educação e cultura (no atendimento privado), difusão de tecnologia e conhecimento e produção de alimentos e biocombustíveis. Já a cobertura de 80% vai para a inovação, meio ambiente, Micro e Pequenas Empresas, além de educação, saúde, segurança e assistência social (no atendimento público), modernização da administração pública entre outros. Alguns setores terão ampliação da parte da TJLP nos financiamentos, como transporte de biocombustíveis, cuja TJLP incidirá em 80% do financiamento, hoje está em 70% da linha. A mobilidade urbana, em especial, sistemas sobre trilhos e BRT (corredores modernos de ônibus) continua com 80% da TJLP no valor total. Outros segmentos terão redução da participação da TJLP como energia termoelétrica e gás natural, que passa dos atuais 70% para 50%. Veja as tabelas:
linhas-finem
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FINAME MAIS LONGO E ÔNIBUS NÃO POLUENTES:
Dentro das mudanças anunciadas nesta quinta-feira, o prazo do financiamento pelo Finame passa dos atuais cinco anos para 10 anos e conta agora com três linhas: aquisição de bens de capital (o que inclui o ônibus e caminhões), produção e modernização. Ou seja, o Finame poderá ser pago durante toda a vida útil do ônibus, que hoje em média, é de 10 anos nos principais sistemas.
O Finame Leasing foi extinto.
Em nota ao Diário do Transporte, o BNDES informa que haverá uma tabela gradativa para deixar o financiamento de ônibus não poluentes (ou menos poluentes) mais atrativo do que os ônibus a diesel. Para isso, haverá alteração gradual da participação da TJLP. Neste ano, haverá condições semelhantes e, em 2018, os financiamentos para trólebus, ônibus elétricos, híbridos, a biodiesel, gás natural, etanol, entre outros, serão mais vantajosos que os destinados a ônibus a diesel, isso porque,  a cobertura pela TJLP será maior nos veículos que poluem menos. Quanto maior a participação da TJLP, menor será o custo do financiamento. Acompanhe
Para aquisição de bens de capital por grande empresa, a condição padrão passa a ser de participação máxima de 60% em TJLP. Para estas empresas, as condições incentivadas (participação máxima de 80% de TJLP) serão destinadas, exclusivamente, para bens com maior eficiência energética, incluindo ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos.
No caso da aquisição, por grandes empresas, de ônibus e caminhões movidos a diesel, o banco irá diminuir sua participação gradualmente, de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, para, no máximo, 40% em 2018 e, no máximo, 30% em TJLP em 2019. O objetivo é incentivar o aumento da frota de caminhões e ônibus menos poluentes e com combustíveis mais limpos, como, por exemplo, os veículos elétricos e híbridos.
A mesma medida vale para as MPMEs, mas com condições de redução gradual de participação no financiamento em TJLP diferentes. O Banco reduzirá  a aquisição de ônibus e caminhões movidos a diesel de, no máximo, 80% em TJLP em 2017, para, no máximo, 70% em TJLP em 2018 e, no máximo em 60% em TJLP em 2019. Os veículos com tecnologia limpa manterão a participação máxima de 80% em TJLP.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Vendas de ônibus fecham 2016 com queda de 32,92%, diz Fenabrave

Fonte: Diário do Transporte



Ônibus rodoviário. Mercedes lidera também o segmento de caminhõesÔnibus rodoviário. Mercedes lidera também o segmento de caminhões
Resultado é reflexo da crise econômica e da falta de investimentos em mobilidade urbana
ADAMO BAZANI
A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou nesta quarta-feira, 4 de janeiro de 2017, balanço sobre a venda de veículos em todo o país.
Segundo os dados, o Brasil retrocedeu mais de 20% em relação à comercialização de automóveis. A queda em todo o ano de 2016 somou 20,19% em comparação a 2015, contando carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus. Foram neste ano 2.050.327 unidades vendidas.
Já a venda de veículos comerciais pesados, considerados uns dos termômetros das atividades econômicas e também das projeções de investimentos, foi ainda menor.
A comercialização de caminhões caiu 29,92%, somando 50.292 mil unidades. Na comparação anual de dezembro de 2015 e dezembro de 2016, a queda foi de 20,29%.
As vendas de ônibus mostram um cenário ainda pior. A queda acumulada, ainda de acordo com a Fenabrave, foi de 32,92% em 2016, quando foram comercializados 13.646 mil veículos de transporte coletivo, em relação a 2015. Na comparação entre os meses de dezembro dos dois anos, a queda nas vendas de ônibus foi de 40,42%
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São vários os fatores relacionados à crise econômica que justificam essa redução drástica no número de vendas de ônibus: o desaquecimento econômico e também as dificuldades para crédito na hora de o empresário comprar frota nova.
A crise econômica também afeta a arrecadação do poder público, seja nas esferas municipais, estaduais e Federal, o que também resulta em redução de investimentos em mobilidade urbana e demanda por ônibus novos.
A queda nas vendas de ônibus tem se acentuado desde 2014 e já ultrapassa 70% no acumulado deste período,
PARTICIPAÇÃO DE MERCADO:
A Fenabrave também divulgou a participação das fabricantes de veículos pesados no acumulado de 2016. De acordo com os dados, a Mercedes-Benz lidera tanto os segmentos de ônibus como o de caminhões, seguida da Volkswagen. No entanto, a concentração no mercado de ônibus é maior.
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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

2017: o que esperar dos transportes públicos?

Fonte: Diário do Transporte

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Algumas medidas como incentivo à renovação da frota são positivas. No entanto, mobilidade ainda continua com insegurança em relação à qualidade e investimentos.  Passageiro ainda se sente vítima de descaso
ADAMO BAZANI
Sempre quando o ano acaba e inicia o outro, há o nascimento de esperanças em relação à vida pessoal, à família, à comunidade, ao país e a toda humanidade.
No setor de mobilidade urbana, que todos os dias está presente na vida de milhões de pessoas em todo o mundo, não é diferente. No caso específico do Brasil, todos os envolvidos no setor, desde empresários, fornecedores, fabricantes e, principalmente, os passageiros, devem estar atentos às discussões, medidas promessas, e, por que não dizer, às estagnações que a mobilidade pode continuar sofrendo.
Como aspecto positivo, está o Refrota 2017.  É um programa de financiamento de ônibus urbanos novos, com recursos do FGTS, que deixará à disposição dos operadores, R$ 3 bilhões para compra de ônibus zero quilômetro. Qualificar a frota é importante para o bem-estar das pessoas, para a eficiência dos serviços e para o meio ambiente. Ônibus novos poluem menos, embora que há poucas iniciativas públicas para incentivar a tração limpa.
Mas só frota não basta. É necessário ter políticas públicas que de fato incentivem os investimentos em mobilidade urbana. Desonerações do setor são importantes para que se faça Justiça. Não é simplesmente para reduzir tarifas ou para aumentar a margem de lucro dos empresários de ônibus e sim para que haja um equilíbrio social tributário. Hoje o passageiro de ônibus, de forma embutida na tarifa, paga proporcionalmente mais impostos, por exemplo, do que um passageiro de avião ou quem faz uma compra de produtos até de alto valor numa loja de luxo. Isso tem de ser corrigido e existem poucas ações nesse sentido.
Os financiamentos de gratuidades também têm sido muito superficialmente debatidos.
Na proposta que quer ampliar até 2019 o prazo para que as cidades com 20 mil habitantes ou mais elaborem seus planos de mobilidade urbana (este prazo acabou em abril 2015), há uma emenda neste sentido. No entanto, é preciso saber qual será o ritmo dos trabalhos no Congresso Nacional, muitas vezes focado mais em discussões envolvendo quedas de braços pela disputa de poder do que para o bem-estar da população em geral.
Nos aspectos regionais, também há muita coisa a ser feita e há muitas indefinições.
Todos os estados, Distrito Federal e municípios brasileiros encontram-se em situação financeira complicada. Alguns mais e outros menos, porém, a situação não é nada fácil. Isso interfere diretamente no nível de investimentos e também na questão da tarifa.
Em Curitiba, por exemplo, o prefeito Rafael Greca anunciou que deve haver aumento de tarifa e também, junto com governador do Paraná, Beto Richa, disse que haverá reintegração do sistema Metropolitano com o Municipal da capital paranaense. Esse processo, no entanto, deve ser feito com muita cautela e observância de todos os agentes envolvidos no setor para que novamente decisões políticas não sobreponham-se às áreas técnicas e ao interesse da população.
A desintegração foi uma medida política e os problemas em relação aos custos do sistema já tinham sido alertados pelas empresas operadoras pelo menos dez anos antes. Na época da desintegração, a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., responsável pela gestão do sistema da capital, disse que o peso nos custos era das linhas metropolitanas. No entanto, um estudo da Fipe – Fundação Instituto Pesquisas Econômicas da USP, comprovou o contrário . As linhas metropolitanas como um todo traziam receitas ao sistema, mas o que falou mais alto até então? O prefeito Gustavo Fruet e o governador Beto Richa eram rivais políticos, então, após farpas, houve desintegração.
Em São Paulo, a capital paulista tem grandes desafios, além do trânsito e da falta de corredores de ônibus e expansão do metrô. Sobrou para a nova gestão terminar o bilionário processo de licitação dos transportes (R$ 166,1 bilhões em 20 anos de contrato) que deveria ter ocorrido em 2013. É a esperança para uma mudança mais estrutural no sistema.  Além disso, o prefeito João Doria prometeu congelamento da tarifa de ônibus, sem, no entanto, deixar claras as fontes e recursos para isso. Os números são contraditórios. Antes de assumir, Doria disse que o congelamento aumentaria em R$ 550 milhões os custos nos subsídios. A Câmara Municipal apresentou um estudo que mostra a necessidade de R$ 769 milhões. Os técnicos da gestão anterior que elaboraram uma peça orçamentária para 2017, mostraram a necessidade de mais um R$ 1,25 bilhão. O Orçamento é de R$ 1,75 bilhão para subsídios, valor que já contaria com aumento da passagem.
Para não ficar feio diante da promessa de seu afilhado político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu fazer uma alquimia nas tarifas do Metrô e da CPTM. Ele estipulou então congelamento das tarifas básicas em R$ 3,80. No entanto, a integração com os ônibus municipais subiu mais de duas vezes mais que a inflação acumulada do período e as tarifas dos bilhetes únicos temporais de 30% a 50%.  É fato que estas modalidades não tinham reajuste há mais de três anos, só que nesse período, a inflação não foi de 30% a 50%. Portanto, cria-se um precedente perigoso de prática tarifária, pela qual os passageiros pagantes subsidiam outros passageiros pagantes. Já vivemos o erro de o passageiro pagante subsidiar sozinho o passageiro gratuito na maior parte dos sistemas. Agora mais essa, é uma incerteza.
Ainda em São Paulo há dúvidas sobre a licitação das linhas metropolitanas de responsabilidade da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, principalmente na vasta região do ABC Paulista, onde o processo se arrasta sem nenhuma definição desde 2006 por contestações dos empresários.
No Rio de Janeiro, a situação também não é das mais certas. O secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell e o prefeito Marcelo Crivella influenciaram na decisão do prefeito Eduardo Paes que deixou o cargo em 31 de dezembro, para não aumentar as tarifas de ônibus em 01º  de janeiro, o que gerou insatisfação por parte das empresas operadoras que dizem que haverá um desequilíbrio no sistema.
Crivella também decretou a suspensão do processo de racionalização das linhas de ônibus, reduções de trajetos inclusive que geraram reclamações, e quer incluir o metrô no Bilhete Único Carioca voltado para os ônibus. Todas as propostas também devem ser analisadas.
A falta de comunicação das empresas de ônibus e do poder público para com usuário também indica que o ano de 2017 ainda não trouxe uma evolução de paradigmas no setor.
A maior parte dos passageiros, chamados nas ações de marketing pelas empresas de clientes, foi pega desprevenida, já que alguns aumentos ocorreram um dia depois da decretação nos respectivos diários oficiais. Foi o que ocorreu em Guarulhos, na grande São Paulo, a segunda maior cidade do Estado. A pressa para aumentar a tarifa foi tão grande que acabou revertendo a situação contra as próprias empresas de ônibus que iam se beneficiar destes aumentos.
A tarifa básica subiria em 11 meses, 18,4% indo de R$ 3,80 para R$ 4,50 e, com Cartão Cidadão, o valor iria para R$ 4,20. O IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial, registrou índice de 6,98%. Não houve comunicação no prazo correto para o passageiro (cliente) se programar. O resultado? Uma ação popular aceita pela Justiça suspendeu o aumento da tarifa por cinco dias, depois em uma nova decisão, a Justiça suspendeu o aumento por tempo indeterminado e o prefeito Gustavo Henric Costa, Guti, anunciou a suspensão do decreto assinado até que ele tenha acesso às planilhas do sistema.
Em Mauá, na grande São Paulo, história parecida de Guarulhos. O aumento foi feito no apagar das luzes da administração de um partido que não conseguiu permanecer no comando da cidade. Houve ação popular, que resultou na postergação do reajuste. Na cidade do ABC Paulista, também é polêmico o decreto do prefeito derrotado nas urnas, Donisete Braga, que determinou a tarifa do vale-transporte em R$ 5 enquanto a tarifa básica será de R$  4,20. A mesma decisão foi tomada pelo colega também derrotado nas urnas da vizinha Santo André.
Claro que no fundo ninguém quer aumento da tarifa de ônibus, mas também ninguém pode ser contra, afinal as empresas têm sua elevação dos custos e precisam ter uma segurança política jurídica e econômica.
O que se pede são aumentos justos e o mínimo de consideração ao cliente/passageiro, que é o que mantém de fato o sistema. Pelo menos avisar com certa antecedência suficiente para que este cliente se prepare e não seja passageiro – passe do transporte público para o individual.  Este equívoco de trato para com o passageiro não ocorreu somente em Guarulhos e em Mauá. É que nestas cidades houve contestações judiciais e os casos ganharam destaque na imprensa independente.
O que se espera para 2017 é o melhor, claro, mas todos precisam fazer suas respectivas partes. Não adianta ficar um responsabilizando o outro pela postura política em torno dos serviços e decisões. A torcida é para que a menos 2017 não seja uma nova versão de 2016.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Crivella deve acabar com isenção às empresas de ônibus

Fonte: Diário do Transporte

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Renúncia fiscal hoje custa ao município R$ 60 milhões por ano. Não houve cumprimento da meta de ar-condicionado e redução da tarifa
ADAMO BAZANI
Em seu discurso de posse, o prefeito Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro, disse que vai rever regras de pagamento do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano e também renúncias fiscais e isenções concedidas a diversos setores, entre eles as empresas de ônibus.
Desde 2010, as empresas de ônibus pagam um valor simbólico de ISS – Imposto sobre Serviços de 0,01%. Antes desta data, a alíquota era de 2%. O benefício custa aos cofres públicos em renúncia fiscal em torno de R$ 60 milhões por ano.
A vantagem foi criada para reduzir impactos dos custos das companhias de ônibus na tarifa e, consequentemente, permitir aumentos menores. Crivella disse que a população está insatisfeita e acabou ligando a isenção ao não cumprimento da meta por parte das empresas que deveriam operar com 100% da frota dotada de ar condicionado até o final de 2016.
“Esses benefícios dados para os ônibus foi uma contrapartida para instalar ar-condicionado. As pessoas reclamam. É preciso conferir se esses subsídios estão gerando emprego, gerando arrecadação.” – disse Crivella durante a posse.
TARIFAS DE ÔNIBUS E RACIONALIZAÇÃO:
Antes mesmo de assumir, Marcelo Crivella e sua equipe já estavam interferindo no setor de transportes.
Por causa da postura de vice-prefeito de Crivella e também secretário de transportes, Fernando Mac Dowell, o até então Eduardo Paes desistiu na semana passada de aumentar a tarifa dos ônibus municipais.
De acordo com as empresas, por contrato o reajuste deveria ter ocorrido neste dia 1º de janeiro. As companhias criticaram a decisão de Paes e também o posicionamento da equipe de Marcelo Crivella.
Já neste domingo, o novo prefeito do Rio de Janeiro publicou em edição extraordinária do Diário Oficial do Município, 78 decretos, dois deles diretamente relacionados aos transportes.
Um decreto suspende o processo de racionalização das linhas municipais que, segundo Marcelo Crivella e equipe, deveria ser melhor debatido com a população e outro obriga a secretaria de transportes apresentar estudos para incluir o metrô no Bilhete Único Carioca.
SECRETÁRIO É TÉCNICO E TEM EXPERIÊNCIA EM TRANSPORTES
O vice de Crivella e secretário é doutor em engenharia do transporte pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem experiência no setor.
Mac Dowell trabalhou no GEIPOT que foi o Grupo Executivo de Integração de Política de Transportes, onde respondia diretamente ao então presidente militar Ernesto Geisel (1974 – 1979).
Também chefiou a implementação do metrô carioca nos anos de 1980 , sendo presidente da companhia do metropolitano.
O vice de Crivella chegou a ser também diretor do Departamento de Estradas e Rodagem na gestão do governador Wellington Moreira Franco entre 1987 e 1991.
O engenheiro também atuou em projetos de transportes na gestão do ex-governador Leonel Brizola.
Sua indicação para vice de Crivella se deu pelo ex governador Anthony Garotinho, o que rendeu críticas à campanha do bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.
Oficialmente Crivella e Garotinho negam a indicação, mas o site do PRB, partido do religioso, publicou em agosto logo depois da convenção partidária uma nota noticiando a indicação.
O material foi tirado do ar.
Mac Dowell disse durante a campanha que foi convidado pela filha de Anthony Garotinho, a deputada Federal Clarissa Garotinho.
Ela por sua vez havia dito que o pai tinha outros nomes em mente. Segundo Classira, a escolha por parte do bispo gerou uma “briga em família”.
O GEIPOT:
O GEIPOT, que era vinculado ao Ministério dos Transportes, representou ao longo da história grandes avanços técnicos para a gestão de mobilidade urbana.
Até hoje parte das planilhas utilizadas para calcular os custos e determinar as tarifas tem como base o modelo criado e aperfeiçoado ao longo do tempo pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes, primeiro nome oficial do grupo.
Numa nota do Ministério dos Transportes, há uma retrospectiva da autarquia:
O GEIPOT foi criado pelo Decreto nº 57.003, de 11 de outubro de 1965, com a denominação de Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes e com sua direção superior formada pelo Ministro da Viação e Obras Públicas, Ministro de Estado da Fazenda, Ministro Extraordinário para o Planejamento e Coordenação Econômica e pelo Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, conforme foi sugerido pelo Acordo de Assistência Técnica firmado naquele ano entre o governo brasileiro e o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).
O Decreto-Lei nº 516, de 7 de abril de 1969, transformou esse grupo interministerial em Grupo de Estudos para Integração da Política de Transportes, subordinando-o ao Ministro de Estado dos Transportes. Essa subordinação foi mantida pela posterior Lei nº 5.908, de 20 de agosto de 1973, que transformou esse Grupo de Estudos em Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes, preservando a sigla GEIPOT.
Os objetivos do GEIPOT, estabelecidos por lei, foram o de prestar apoio técnico e administrativo aos órgãos do Poder Executivo que tenham atribuições de formular, orientar, coordenar e executar a política nacional de transportes nos seus diversos modais, bem como promover, executar e coordenar atividades de estudos e pesquisas necessários ao planejamento de transportes no País.
Portanto, durante 36 anos, o GEIPOT assessorou o Poder Executivo sob a orientação e aprovação do Ministério dos Transportes, no planejamento, na formulação e na avaliação das políticas públicas do setor, o que lhe permitiu constituir um corpo técnico altamente qualificado, com visão global do processo decisório do Estado, e um valioso acervo de informações e conhecimentos, transformando-o em centro de referência internacional para os estudos de transportes no Brasil.
Com a reestruturação do Setor Transportes no ano de 2001, o GEIPOT colaborou no acompanhamento e na realização de análises técnicas do projeto de Lei nº 1615/99, consolidado na Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, que criou o Conselho Nacional de Integração de Política de Transportes Terrestres (CONIT), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Com a instalação das Agências reguladoras e do DNIT, o GEIPOT entrou em processo de liquidação, de acordo com o Decreto n° 4.135, de 20.2.2002, publicado no Diário Oficial da União do dia 21 subseqüente.
O processo de liquidação, com prazo inicialmente previsto para durar 180 dias, foi posteriormente prorrogado, por iguais períodos.
O GEIPOT foi extinto pela Medida Provisória nº 427, de 9 de maio de 2008 (convertida na Lei nº 11.772/2008),  oportunidade em que foi instituída a inventariança, cujos procedimentos estão disciplinados no Decreto nº 6.485, de 17 de junho de 2008.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

domingo, 1 de janeiro de 2017

HISTÓRIA: Viação Cidade do Aço comemora 65 anos revivendo pintura que marcou a trajetória da empresa

Fonte: Diário do Transporte


Pintura foi uma das mais marcantes das estradas do Rio de Janeiro, sendo elaborada por verdadeiros artistas das latariasPintura foi uma das mais marcantes das estradas do Rio de Janeiro, sendo elaborada por verdadeiros artistas das latarias

ADAMO BAZANI
Uma das mais tradicionais companhias de ônibus do Estado do Rio de Janeiro, a Viação Cidade do Aço, completou 65 anos de atividade, algo que merece destaque, principalmente num país onde as instabilidades econômicas, políticas e até mesmo geográficas e sociais ameaçam constantemente a longevidade das empresas.
Fundada em 1951 por Geraldo Ozório Rodrigues, com apenas quatro veículos, a Viação Cidade do Aço fazia inicialmente linhas entre Barra Mansa e Volta Redonda. No entanto, com crescimento populacional e melhorias, mesmo que lentas, da infraestrutura de cidades e estradas, a companhia foi expandido negócios e acompanhou e contribuiu para o desenvolvimento da região.
Em 1972, o controle acionário da companhia foi transferido para os irmãos Ariel, Abelmar e Aldemir Curvello e ao mesmo tempo a administração passou a ser feita por Joel Fernandes Rodrigues.
Nesta época também, a empresa se destacou com o novo layout que chamou atenção nas principais rodovias por onde passava: o vermelho predominante e o preto e o branco em listras traziam impacto especial e conferiu identidade aos ônibus.
O projeto visual foi desenvolvido pelos arquitetos João de Deus Cardoso e Carlos Antonio Ferro. João de Deus pode ser considerado uma grife na elaboração de pinturas de ônibus. Ele elaborou layouts marcantes como para a empresa ABC Esplanada – Rio, com um rosto enorme de mulher nos ônibus e desenvolveu a identidade de gigantes do setor em suas épocas, como São Geraldo, Itapemirim, Caruearense, Real Recife, Borborema, Dedo de Deus, Cidade do Aço e urbanas como Viação São Camilo (Santo André). Relembre a história neste link: https://diariodotransporte.com.br/2014/02/22/esplanada-abc-rio-e-a-arte-de-joao-de-deus-cardoso/
E para comemorar esta data especial, a Viação Cidade do Aço pintou um moderno veículo Marcopolo Paradiso com o desenho antigo que marcou a história dos transportes rodoviários.
Quem conta é Fernando Ezidio, apaixonado pela história dos transportes e desenhos, que aproveitou também a oportunidade para criar um desenho fictício da pintura histórica num veículo urbano.  Ezidio também mostra o desenho de um Monobloco O-364, este sim que rodou pela Viação Cidade do Aço com pintura original.
Acompanhe o trabalho dele e os relatos:
Temos grandes nomes e layouts simplesmente sensacionais idealizados a 30, 40 anos e que até hoje fazem sucesso !
Felizmente as empresas estão buscando resgatar esses momentos importantes da sua história e a mais recente empresa a nos brindar com seu layout clássico é ninguém mais, ninguém menos que a Viação Cidade do Aço !
Idealizado por João de Deus Cardoso e Carlos Antônio Ferro por anos cruzou e marcou as estradas por onde passou, com suas cores marcantes e formas que destacavam ao longe que lá vinha mais um Cidade do Aço !
Em comemoração aos 65 anos o clássico layout foi resgatado, para nossa alegria !
O modelo escolhido foi o Paradiso G7 1050 da Marcopolo, sobre  chassi Scania K-340. Tive a oportunidade de vê-lo bem de perto, no dia da apresentação da empresa para os busólogos:  fui até um dos pontos de encontro pra rever os amigos que compareceram ao evento e pra conhecer o “bichão”…
Uma emoção a mais ! O carro ficou simplesmente sensacional !
Em companhia do meu grande amigo Claudio Paz, percorremos alguns quilômetros, acompanhando o carro e nos impressionamos como o layout se destaca na estrada – conseguíamos percebê-lo mesmo à distância !
Bem, voltando para o nosso ‘mundo dos desenhos’…
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Por que não uma representação desse layout em carros urbanos ?
Sei que tal combinação não existiu; mas não resisti a curiosidade e preparei uma versão num Torino e o resultado particularmente me agradou tanto quanto nos rodoviários…
Bem, essa é a história e, principalmente, ações como essas que particularmente me motivam. Parabéns à Cidade do Aço pelo importante resgate histórico.
Em anexo uma foto do carro comemorativo, o desenho do Torino e, para relembrar, o layout clássico representado num Monobloco MB O-364.
…aproveitando a oportunidade…
A Cidade do Aço possui o Plano B:  um programa de visita para busólogos.
Para se cadastrar basta enviar um e-mail para marketing@cidadedoaco.com.br, informando nome completo, endereço, RG e idade.
HISTÓRIA:
No site, a Viação Cidade do Aço relaciona os principais eventos de sua história. Vale a pena conferir – http://www.cidadedoaco.com.br/web/pt/empresa/historico/
1951
Fundada por Geraldo Ozório Rodrigues, a Viação Cidade do Aço passou a operar em julho de 1951. Com uma frota de apenas quatro veículos, fazia somente itinerários entre Barra Mansa e Volta Redonda.
1953
Com ônibus do tipo luxo, passou a realizar viagens de Barra Mansa e Volta Redonda para o Rio de Janeiro.
1967
Neste ano, entraram em operação os novos veículos Mercedes-Benz para viagens longas de turismo e também foram inauguradas as novas instalações na Av. Francisco Vilela, em Barra Mansa.
1972
O controle acionário da Viação Cidade do Aço foi transferido para os irmãos Ariel, Abelmar e Aldemir Curvello e ao mesmo tempo a administração passou a ser feita por Joel Fernandes Rodrigues.
A Viação Cidade do Aço também venceu o concurso de pintura de frota da Editora Transporte Moderno, com o projeto visual do arquiteto João de Deus Cardoso, representando a “Corrida do Aço”.
Comemorando 20 anos de fundação, também ganhou um novo logotipo, idealizado pelos arquitetos João de Deus Cardoso e Carlos Antonio Ferro.
1973
Com a entrada da Evanil Transportes e Turismo para o Grupo Cidade do Aço, os serviços foram estendidos até a Baixada Fluminense, operando linhas que fazem itinerários entre Nova Iguaçu e o centro do Rio de Janeiro. A Evanil também liga Nova Iguaçu a Volta Redonda, Barra Mansa e Resende.
1979
Começou a funcionar o setor de Recursos Humanos, voltado para o treinamento e capacitação dos colaboradores.
Foi o primeiro ano em que os motoristas da Viação Cidade do Aço conquistaram o título “Motorista Padrão” (também foram eleitos em: 1980, 1981 e 1983), em concurso patrocinado pelo Departamento de Transportes Rodoviários.
1982
Para comemorar 30 anos, a empresa renovou sua frota e adquiriu veículos mais confortáveis.
1993
Com a criação de um novo projeto visual, também desenvolvido por João de Deus Cardoso, a Viação Cidade do Aço ganhou novamente o concurso de pintura de frota da Editora Transporte Moderno. Com o objetivo de modernizar os ônibus sem perder a tradição, a pintura foi inspirada no projeto anterior e privilegiava cores claras, com menor absorção térmica para aumentar o conforto dos clientes.
1994
A empresa deu início a implantação da Gestão pela Qualidade Total (GQT).
1995
Foi inaugurado o novo Parque Rodoviário da empresa, localizado na Rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa.
Neste ano, também foram criados o Informativo VCA, jornal destinado aos colaboradores da empresa, e o concurso para escolha da logomarca da qualidade.
1996
A Viação Cidade do Aço iniciou a implantação do Programa 5S, filosofia que visa oferecer um serviço de qualidade.
1997
A empresa começou a oferecer o Serviço Executivo Non-Stop. No mesmo ano, foi eleita pela Associação Comercial Industrial e Agro Pastoril de Barra Mansa como a melhor prestadora de serviço rodoviário.
1998
O Projeto ISO 9002 de busca da certificação foi lançado nesse ano. O Jornal de Bordo Qualidade em Movimento, destinado aos clientes, também começou a ser distribuído.
1999
A empresa recebeu a certificação da Norma de Qualidade ISO 9002. Também foi implantado o Telecurso 1º Grau para os colaboradores e lançado o Serviço de Atendimento ao Consumidor (0800).
2000
Neste ano muitas novidades aconteceram: a Assessoria de Comunicação e Marketing e o Programa de Visitas foram criados, foi lançado o I Concurso de Desenho Infanto-Juvenil para os filhos de colaboradores e o Jornal Mural, destinado a democratização da informação em todas as garagens, começou a ser produzido.
2001
A empresa começou a operar a linha Barra do Piraí x Nova Iguaçu. A Viação Cidade do Aço completou 50 anos e foi homenageada pelas empresas Scania e Busscar. Além disso, também recebeu uma homenagem pela entrega do 34.000º ônibus rodoviário produzido pela indústria.
2002
Sob a regência do maestro Nicolau Martins (Projeto Volta Redonda – Cidade da Música), começou a ser realizado o famoso Concerto de Natal, com o objetivo de levar música popular e canções natalinas aos seus clientes e usuários das rodoviárias.
2003
Além de realizar o Segundo Concerto de Natal, com um coral de violinos, formado pelos alunos do Projeto “Do Aço ao Clássico”, a empresa participou da Campanha Natal sem Fome, organizada pela ONG Ação da Cidadania, fundada pelo sociólogo Betinho.
Oito novos ônibus também passaram a fazer parte da frota da empresa.
2004
A Viação Cidade do Aço adquiriu 16 novos ônibus rodoviários.
Aconteceu o Terceiro Concerto de Natal, realizado nas rodovias Novo Rio, Volta Redonda, Barra Mansa e Resende, com um show de corais de sopro de flauta, clarinete, saxofone, trompete e trombone.
2005
Em um ano de muitas atividades, a empresa inaugurou agência própria para venda de passagens em Barra do Piraí, incorporou a linha Piraí-Pinheiral aos seus serviços, criou o Sistema de Venda de Passagens para Estudantes Universitários e recebeu a recomendação da recertificação ISO 9001:2000.
Além de doar um Fagote ao Projeto Volta Redonda: Cidade da Música, também realizou o Quarto Concerto de Natal da Viação Cidade do Aço com 200 jovens músicos da Banda de Concertos de Volta Redonda, integrante do Projeto “Do Aço ao Clássico”.
2006
A Viação Cidade do Aço inaugurou a Sala VIP, em Volta Redonda. E um novo Sistema de Venda de Passagens, interligando agências e permitindo aos clientes comprar passagens de ida e volta, foi implementado.
A empresa ganhou, do publicitário Jorge Paulo Garcia Sarmento, o seu Mascote. E em um grande evento na garagem de Barra Mansa, foi realizado o primeiro Balanço Social. Neste ano, um Xylophone foi doado ao Projeto Volta Redonda: Cidade da Música.
2007
Em parceria com o Projeto Volta Redonda: Cidade da Música, a empresa fez a doação de um Tímpano. Também recebeu o Prêmio Qualidade Brasil, realizou o 6º Encontro da Qualidade, com o tema “Rodeio de Conceitos”. No mesmo ano, entrou em operação o CTO (Centro Técnico Operacional), aconteceu o VI Concerto de Natal e o Diretor recebeu a Medalha Tiradentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
2008
Além de ganhar um novo projeto visual e reformar a agência na Rodoviária Novo Rio, a Viação Cidade do Aço começou a operar a linha Resende x Barra da Tijuca, começou a participar do Programa Jovem Aprendiz e realizou mais um Balanço Social. Para apresentar seus 32 novos ônibus, a empresa fez uma carreata pelas cidades de Barra Mansa e Volta Redonda. Nesse ano, também transportou a delegação dos países que participaram da Copa do Mundo de Futebol de Salão. E em parceria com o Projeto Volta Redonda: Cidade da Música, fez a doação de um novo Tímpano.
2009
O ano começou com a conquista da certificação ISO 9000. E mais novidades surgiram: a empresa passou a ligar Nova Iguaçu a Barra da Tijuca, os colaboradores ganham novo uniforme e o Encontro da Qualidade teve como tema “Festival de Valores”.
Além de realizar o VII Concerto de Natal, transportou membros do Comitê Olímpico Internacional (COI).
2010
Neste ano, toda a frota da empresa foi equipada com GPS, Itaguaí ganhou alojamento para os motoristas e o Centro de Informações do Tráfego (CIT) foi criado.
O colaborador Laudinel Ribeiro, de Cruzeiro, ganhou o Prêmio Alberto Moreira 2010. E muitos outros reconhecimentos vieram. A Viação Cidade do Aço participou do Challenge Bibendum e conquistou medalha pelo consumo de combustível e menor índice de ruído. Também esteve presente no Programa do CCC (Centro de Conhecimento Científico – Instituto de Desenvolvimento Humano e Social) e doou cartilhas de conscientização para a não utilização de drogas, destinadas ao público infantil. Recebeu o Prêmio Melhores do Ano na categoria Prestação de Serviços. E ganhou o Diploma de Parceria com o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro (CPOR/RJ) como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados.
O Concerto de Natal contou com a participação do violinista Vicente Lima e do tecladista Rodrigo Nicheli.
2011
Completando 60 anos, lançou um selo comemorativo para toda a frota, mudou a identidade visual e criou o Manual de Identidade Visual. Instalou, para teste, uma rede Wi-Fi em um dos ônibus executivos e começou a realizar a venda de passagens on-line.
Além de reestruturar o Programa 5S, contratou as primeiras mulheres cobradoras e foi recomendada a uma recertificação, refente à NBR ISO 9001:2008.
Também participou da Feira de Negócios do Sul Fluminense (FLUMISUL). A Viação Cidade do Aço recebeu da Prefeitura Municipal de Barra Mansa um Certificado de Mérito Empresarial, em reconhecimento aos seus 60 anos de serviços prestados. E, para ajudar as vítimas das chuvas da Região Serrana, no Rio de Janeiro, seus colaboradores realizaram arrecadação e doação de mantimentos.
2012
Finalizando as comemorações dos seus 60 anos, a Viação Cidade do Aço distribuiu carta e caneta comemorativa a todos os colaboradores. Além de adquirir vinte novos ônibus (14 rodoviários e 6 urbanos) e instalar rede de Wi-Fi em todos os ônibus executivos, iniciou o curso de Reciclagem para Motoristas, contratou as primeiras mulheres motoristas e ajudantes de eletricista e, em parceria com a Prefeitura Municipal de Barra Mansa, fez o replantio de árvores.
2013
Ano em que completou 62 anos, a Viação Cidade do Aço investiu na aquisição de novos 31 ônibus, sendo 14 convencionais, 16 executivos (4ª Geração) e 1 urbano com motor dianteiro, além de 4 sprinters para o setor de fretamento. Os novos ônibus executivos trouxeram modernidade e mais conforto para os clientes.
Os funcionários também ganharam uma surpresa: um novo uniforme passou a fazer parte do dia a dia das colaboradoras dos setores administrativo e tráfego, assim como o setor de manutenção passou por testes para um novo uniforme. O Programa 5S ganhou forças com o “Resgate” dos padrões de qualidade. E a empresa começou um Programa de Visita de Busólogos, chamado Plano B.
2014
A Viação Cidade do Aço venceu o Prêmio Alberto Moreira, um dos eventos mais importantes de valorização e reconhecimento dos profissionais do setor de transporte rodoviário do estado do Rio de Janeiro. A empresa contou com cinco representantes na final, sendo que quatro destes foram vencedores. São eles:
  • Adriano Basílio Marques – Manutenção – 1º Lugar
  • Norma Sacchi de Souza – Administrativo – 1º Lugar
  • Antônio Carlos de Souza – Operacional – 2º Lugar
  • Mauro Antônio de Souza – Motorista – 2º Lugar
  • Milton Rezende da Silva – Cobrador – Finalista
Buscando estimular hábitos alimentares mais saudáveis nos colaboradores e prevenir fatores de risco de doenças cardiovasculares e osteomusculares, a Viação Cidade do Aço lançou o Programa Dietaço. O acompanhamento dos colaboradores, inicialmente motoristas da Garagem de Barra Mansa, foi realizado através de balança antropométrica, aparelho de glicemia, lanceta e tira de teste.
O ano reservou ainda uma homenagem ao colaborador Milton Carlos Medeiros com o Prêmio Rodoviário Sindpass Revelação 2014.
2015
Os encontros “Café com Ideias” reuniram diretor e colaboradores para trocas de sugestões destinadas ao crescimento da empresa. Além disso, o Programa Dietaço ganhou mais adesão dos motoristas de Barra Mansa. A Viação Cidade do Aço também lançou o Projeto COLETIVO a fim da cooperação mútua para reduzir custos. O slogan da iniciativa é: Pessoas, ideias, ações e bons resultados.
A empresa ganhou um novo canal de comunicação com o cliente: a página oficial no Facebook. Dessa forma, os interessados podem acessar notícias, descobrir dicas e conferir novidades do transporte rodoviário.
O colaborador João Brito Fiuza recebeu o Prêmio Rodoviário Revelação 2015, do Sindpass.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Marcelo Crivella suspende racionalização de linhas de ônibus no Rio de Janeiro

Fonte: Diário do Transporte

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Este é um dos primeiros atos do prefeito que assumiu o executivo fluminense
ADAMO BAZANI
Neste domingo, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, que assumiu hoje, publicou 78 decretos em edição extraordinária do diário oficial do município.
Dois deles dizem respeito diretamente aos transportes coletivos.
No decreto de número 42723, Crivella suspendeu o processo de racionalização das linhas de ônibus municipais.
A racionalização foi criada a partir da expansão dos BRT – corredores de ônibus e se intensificou em 2015.
Marcada por muita polêmica, a extinção das linhas foi apontada como uma das causas de diminuição do número de passageiros no transporte coletivo. Em outubro de 2015, as linhas municipais sofreram transformações radicais. Foram extintas 51 linhas, criadas outras 25 no lugar e 26 tiveram trajetos encurtados. Diversos passageiros deixaram de utilizar os ônibus e preferiram caminhar um pouco mais até o metrô e o trem.
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No decreto Marcelo Crivella determina que o secretário de Transportes e vice-prefeito Fernando Mac Dowell finalize em 60 dias  diagnóstico do sistema e promover uma reestruturação com previsão de participação Popular.
Além disso, Crivella determinou estudos para que a Secretaria Municipal de Transportes inclua o metrô no Bilhete Único Carioca hoje podemos ser utilizado apenas nos ônibus.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes