quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ESPECIAL: Busworld Latin America mostra o momento crítico do transporte em toda a América Latina

Fonte: Diário do Transporte



Evento na Colômbia teve modelos antigos, mas focou novidades tecnológicas e conjuntura da mobilidade na América LatinaEvento na Colômbia teve modelos antigos, mas focou novidades tecnológicas e conjuntura da mobilidade na América Latina

Apesar do potencial de crescimento e da demanda por transporte de massa, principais mercados apresentaram queda em 2016
JOSÉ CARLOS SECCO ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

O transporte coletivo urbano representa um dos temas mais delicados nas principais cidades da América Latina. Apesar de todo o potencial que existe na região para a utilização do ônibus como o principal meio de transporte de massa, a falta de investimentos em infraestrutura, a crise econômica e a cultura pelo transporte individual estão entre os maiores obstáculos para que a mobilidade urbana possa avançar com equilíbrio e sustentabilidade em toda a região.
Não somente na Colômbia, Brasil, México e Chile, os maiores mercados da América Latina, toda a indústria do ônibus aposta e investe há alguns anos no desenvolvimento e na oferta de novas tecnologias e produtos. Mas a demanda de mercado não está atendendo as promessas e, muito menos, as expectativas dos fabricantes e fornecedores de componentes.
No Brasil, a demanda por ônibus caiu 75% nos últimos três anos e não há perspectiva de retomada nas renovações de rodoviários e de urbanos. São necessárias medidas que estimulem os operadores e os fabricantes, como a queda dos juros, linhas de financiamento mais atraentes, reajuste de tarifas, estímulo e facilitação para a exportação ou ainda retomada de investimentos em obras para a mobilidade. Mesmo assim, o brasileiro somente irá adotar o transporte coletivo quando se sentir atraído e os benefícios que gera fizerem com que deixe de utilizar o transporte individual.
Na Colômbia, por exemplo, terminou neste dia 7 de dezembro, a primeira edição da Busworld Latin America, congresso e exposição internacional, as principais montadoras e fabricantes de ônibus apresentaram diversas novidades, mesmo com a queda de mais de 50% nas vendas. No segmento rodoviário, os negócios foram a metade dos registrados em 2015 e, no segmento urbano, praticamente não existiram.
Biarticulado da Scania foio um dos destaques: sustentabilidade e alta capacidade
















Biarticulado da Scania foio um dos destaques: sustentabilidade e alta capacidade
A Scania apresentou o primeiro biarticulado movido a gás do mundo que transporta até 250 pessoas, emite 70% menos e é 25% mais econômico que o diesel. A Mercedes-Benz aposta na tecnologia Bluetec5 e na força de sua rede local para pular de 3,5% de participação de mercado para 10% no final de 2017. A Otokar, maior fabricante de ônibus da Turquia e líder nos segmentos de mini e midibus na Europa, anuncia que pretende ingressar, em dois anos, no continente, começando pela Colômbia e depois México e Chile. E a Volvo, maior fornecedor para os sistemas BRT do país, ampliou para 15% sua presença no segmento rodoviário.
Tudo isso porque os operadores de transportes colombianos enfrentam uma das piores, senão a pior crise. Sem investimentos e com tarifas congeladas há quase cinco anos, a maioria não tem fôlego para investir em renovação de frota. Com isso, quase todos os projetos em andamento estão sendo revistos. Existem exceções, como a cidade de Cartagena, que introduziu um sistema exclusivamente com ônibus movidos a gás. Mas Bogotá, Medellín e Cali sofrem com a falta de sustentabilidade dos sistemas como um todo.
Transporte publico na Colômbia avançou, mas ainda muito deve ser feito























Transporte publico na Colômbia avançou, mas ainda muito deve ser feito
O mercado colombiano não deve passar, em 2016, de quatro mil unidades comercializadas. O segmento de micros e minis, representa 30% e é o mais forte, com veículos entre 7 e 10 toneladas de PBT. Os médios, entre 10 e 12 mil kg, representam outros 30% e os rodoviários e os pesados (para os sistemas trocais de BRT), os demais 40%.
Então, de onde virá a demanda para atender toda a expectativa desses fabricantes internacionais e aplicação dessas novas tecnologias? A resposta é que o ônibus é o modal mais eficiente em custo de implantação e desempenho para toda a América Latina e que a necessidade por transporte público de alto volume só tende a crescer.
Enquanto essas vendas não se concretizam, as empresas seguem investindo para colher esses frutos dessa demanda reprimida no futuro. A Scania iniciará, em Bogotá, no sistema Transmilenio, os testes com o novo biarticulado a gás, que tem capacidade para transportar 240 passageiros. A Mercedes-Benz também investe no gás natural e escolheu Medellín para introduzir o seu protótipo de ônibus GNV convencional, com carroceria Marcopolo Gran Viale, ambos com tecnologia Euro 6. E a Volvo investe nos híbridos e elétricos híbridos para manter sua posição de maior fornecedor de veículos para os sistemas BRTs do país. Em Bogotá, a fabricante sueca tem a segunda maior frota híbrida do mundo, com 337 ônibus, somente menos do que em Londres, onde são 700 veículos híbridos em operação.
Veículos de menor capacidade, entre minis, micros e médios respondem por 60% do mercado de ônibus na Colômbia























Veículos de menor capacidade, entre minis, micros e médios respondem por 60% do mercado de ônibus na Colômbia
Apesar de não ter apresentado na Busworld Latin America, a Volvo deverá trazer para a Colômbia o recém-lançado chassi de 30 metros e capacidade para 300 passageiros, e a tecnologia do ônibus convencional híbrido elétrico que está em operação em Curitiba. A companhia tem foco no custo por emissões e por passageiros para definir quais as melhores tecnologias e produtos para cada sistema e mercado em particular.
José Carlos Secco, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Justiça nega recurso de empresas de ônibus e mantém Bilhete Único Intermunicipal no Rio

Fonte: Diário do Transporte

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Segundo decisão, dívida está praticamente paga. Empresas podem receber multas de R$ 500 mil por dia
ADAMO BAZANI
O desembargador Alexandre Freitas Câmara, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou recurso das empresas de ônibus do estado e manteve o Bilhete Único Intermunicipal com desconto tarifário.
Caso as empresas de transportes se neguem a continuar com o abatimento na integração, vão receber multa diária de R$ 500 mil.
Na última sexta-feira, as concessionárias de metrô, barcas e ônibus chegaram anunciar que não iriam aceitar o bilhete com desconto a partir desta segunda. No domingo, a juíza Andreia Florencio Berto garantiu a continuidade do benefício.
A Fetranspor, que reúne as empresas de ônibus, entrou com recurso na segunda-feira dizendo que o contrato permite a suspensão dos benefícios em caso de atrasos nos repasses pelo poder público e que entre os dias 25 e 29 de novembro Estado do Rio de Janeiro deixou de depositar R$ 8 milhões que seriam devidos pelos subsídios.
No entanto, o desembargador afirmou que o estado já pagou “para os réus o valor de R$ 3.225.374.686,00”. Segundo Câmara, com esse pagamento, faltam apenas 0,26 % do total real a ser pago.
“Em uma situação como esta, evidentemente, não se pode trabalhar com números absolutos – que podem parecer impressionantes –, mas é imperioso que se levem em conta os percentuais”, destacou o juiz.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Liminar determina desconto pelo Bilhete Único Intermunicipal do Rio

Fonte: Diário do Transporte

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Empresas dizem que não foram notificadas
ÁDAMO BAZANI
A juíza Andréia Florêncio Berto, do Plantão Judiciário do TJ do Rio de Janeiro, determinou neste domingo que os ônibus intermunicipais, barcas, trens da Supervia e Metrô Rio continuem dando desconto na integração entre os diferentes modais.
Caso não cumpram a decisão, as operadoras de transportes podem ter de pagar multas de R$ 500 mil por dia.
As empresas dizem que não foram notificadas e que os validadores já foram adaptados para não mais conceder os descontos.
A Fetranspor, que reúne as empresas de ônibus, diz que a suspensão do desconto anunciada na última sexta-feira, ocorre porque o Governo do Estado do Rio de Janeiro deve os repasses para subsidiar as integrações.
A dúvida estaria em torno de R$ 6 milhões.
A decisão atende ação da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro.
Ádamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 3 de dezembro de 2016

Vendas de ônibus caem 32,32% no acumulado do ano, diz Fenabrave

Fonte: Diário do Transporte


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2016 será o terceiro ano consecutivo de queda no segmento de veículos de transportes coletivos
ADAMO BAZANI
O número de ônibus número de ônibus vendidos pelas fabricantes em território nacional acumula queda de 32,32% entre janeiro e novembro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores em balanço divulgado nesta semana.
Segundo os dados, foram comercializados 12.714 ônibus entre micros, urbanos e rodoviários neste período de 2016, ante 18.786 em 2015.
A crise econômica brasileira, as dificuldades de liberação de crédito e a situação das contas públicas, que interfere no andamento das obras de mobilidade e renovação da frota, estão entre as principais explicações para o quadro.
É o terceiro ano consecutivo de queda nas vendas de ônibus. Após 2012 com alta devido a antecipação de renovações por parte dos empresários que quiseram escapar da transição da norma Euro 3 para Euro 5 de restrição a emissões, que deixou mais caros os veículos, as baixas começaram a se intensificar.
Em relação a marcas e modelos, a Mercedes-Benz conseguiu quase 60% do mercado neste ano até agora, seguida da Volkswagen com 13,43% e da Marcopolo com 10,03%, lembrando que quando a Fenabrave leva em consideração a Marcopolo, não cita as carrocerias fixadas sobre os chassis, mas sim as vendas dos minionibus Volare, que são comercializados de maneira integral.
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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Canasvieiras adquire ônibus Marcopolo Viale BRT de 15 metros

A Marcopolo fez a entrega de seis ônibus do modelo Viale BRT para a Canasvieiras Transportes, uma das principais operadoras de Santa Catarina. Os veículos serão utilizados no transporte coletivo na região metropolitana e norte de Florianópolis.
Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo, a operadora tem um contínuo processo de renovação de frota e adquiriu os veículos para elevar ainda mais o padrão de qualidade do transporte na cidade e região. 
“Essa é a primeira compra de unidades do ônibus Viale BRT (15 metros) realizada pela Canasvieiras. O objetivo é proporcionar importantes benefícios e vantagens para os cidadãos, além de melhorar a mobilidade urbana com ônibus modernos e confortáveis”, explica o executivo.
Pelas suas dimensões, o Viale BRT desenvolvido para a operadora oferece menor custo operacional e mobilidade, principalmente em horários de pico. O veículo tem chassi Scania K 310 B 6X2 com 3º eixo-direcional, que facilita as manobras e curvas em vias estreitas, colaborando para tornar o trânsito mais fluente. Com capacidade para 49 passageiros sentados e 50 em pé, o modelo conta com sistema City Vent, com aparelhos que forçam a ventilação e a recirculação de ar no interior dos veículos, sem ar-condicionado.
“A Viação Canasvieiras é uma operadora que sempre busca novas soluções tecnológicas para privilegiar os passageiros. O ônibus de 15 metros de comprimento e motor traseiro oferece mais espaço e conforto para as pessoas. O Viale BRT pode substituir até mesmo um ônibus articulado em alguns horários”, revela Corso.
O Marcopolo Viale BRT oferece elevado padrão de conforto e segurança, associada à configuração das poltronas que proporciona maior área livre e facilita a circulação dos passageiros, tornando a viagem mais cômoda e confortável. 

FONTE: Marcopolo 

Novidades em ônibus: MAN anuncia investimentos de R$ 1,5 bilhão no Brasil até 2021

Fonte: Diário do Transporte

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De acordo com a empresa, dinheiro será aplicado em quatro anos para informatização, modernização de linhas e produção de novo modelos de ônibus e caminhões
ADAMO BAZANI
A MAN Latin America, dona da marca Volkswagen Caminhões e Ônibus, anunciou nesta quinta-feira, 1º de dezembro de 2016, um novo ciclo de investimentos entre os anos de 2017 e 2021, no valor de R$ 1,5 bilhão.
Os recursos irão para a linha de caminhões e ônibus Volkswagen desenvolvida no Brasil e distribuída a mais de 30 países da América Latina, África e Oriente Médio.
Segundo a empresa, entre os planos com o dinheiro estão criar novos modelos de veículos pesados a países emergentes e oferecer aos clientes da marca inovações de digitalização e conectividade.
Apesar de os investimentos serem feitos no desenvolvimento da linha brasileira, o mercado externo, principalmente Latino Americano, está entre os focos. A MAN quer ampliar participação na região, onde sofre concorrência de outras gigantes do setor.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira, pelo CEO da holding Volkswagen Truck & Bus, Andreas Renschler, e pelo presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, em Brasília, com a presença do presidente Michel Temer, do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão e do ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Marcos Pereira.
O Diário do Transporte esteve no jantar da MAN, em São Paulo, oferecido à imprensa para anunciar os investimentos.
“Neste pacote, teremos muitas novidades em relação aos segmentos de ônibus. A MAN vai atuar no Brasil com produtos de faixas onde nunca atuou. Serão desenvolvidos novos ônibus de novas categorias onde não atuávamos ainda” –disse ao Diário do Transporte, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, Ricardo Alouche. Na segunda-feira, você confere aqui no site quais podem ser as novidades numa entrevista em vídeo.
Segundo a MAN, os recursos virão prioritariamente dos resultados da própria operação. A empresa diz que “confia na recuperação dos mercados latino-americanos.”
Em sua terceira visita ao Brasil como CEO da Volkswagen Truck & Bus, Andreas Renschler, disse em nota que os países chamados emergentes são estratégicos para o grupo.
“Mais uma vez, acreditamos na força da economia brasileira e na importância dos mercados emergentes em nossa estratégia de nos tornarmos líderes globais em caminhões e ônibus. Por isso ontem estive na fábrica de Resende conversando com nossos colaboradores, e hoje me juntei a Roberto Cortes numa visita a autoridades brasileiras na capital do país”
A marca Volkswagen Caminhões e Ônibus completa no Brasil 35 anos. Somente na planta de Resende, no Rio de Janeiro, são 20 anos. De acordo com Roberto Cortes, os investimentos só serão possíveis por causa de medidas de contenção de custos adotados neste período de crise.
“Nosso quinto anúncio consecutivo de investimentos coincide com duas importantes comemorações: os 35 anos da marca Volkswagen Caminhões e Ônibus e os 20 anos da fábrica de Resende, onde mantemos o inovador processo produtivo do Consórcio Modular com sete empresas parceiras. Só foi possível confirmar mais esse ciclo virtuoso graças às medidas de economia tomadas em conjunto com nossos colaboradores, sindicato, fornecedores e concessionários. Assim podemos enfrentar a crise e trabalhar pela recuperação do mercado”
CICLOS DE INVESTIMENTOS:
Desde 1994, foram quatro ciclo de investimentos realizados pela Volkswagen, sendo que o quinto terá início em janeiro de 2017. Em quase todos eles, os lançamentos de novos produtos
Ciclos de investimento da MAN Latin America
1994-1999: construção da fábrica de Resende, lançamento de novos produtos
2000-2005: desenvolvimento dos caminhões Delivery e Constellation
2006-2011: lançamento dos caminhões MAN e tecnologia de emissões Euro 5
2012-2016: desenvolvimento de novos produtos, investimentos em manufatura
2017-2021: novos produtos e serviços, expansão internacional da marca VWCO
A empresa em números
35 anos de operações mundiais
20 anos da planta de Resende
13 anos consecutivos de liderança no mercado brasileiro de caminhões
12 anos de operações no México
11 anos de operações e sinergias na África do Sul
Resende em números
1 milhão de metros quadrados de área total
148 mil metros quadrados de área construída
100 mil metros quadrados no parque de fornecedores
50 mil metros quadrados no centro logístico
HISTÓRIA – ALGUNS MARCOS NOS 35 ANOS:

Ônibus da Volkswagen nos anos de 1990









De acordo com a MAN, em 35 anos foram produzidos mais de 870 mil caminhões e ônibus nas fábricas de São Bernardo do Campo (SP), São Paulo (SP) e Resende (RJ). A linha de produção de motores MAN D08 instalada na MWM em São Paulo se aproxima das 100 mil unidades.
Os primeiros modelos de caminhões foram o VW 11.130 e VW 13.130. O chassi 8.130 para micro-ônibus está entre os pioneiros para transporte coletivo.
A linha de produtos mais longeva e com maior volume é a dos caminhões Worker, com quase 430 mil unidades desde suas primeiras versões. Os produtos Constellation, lançados em 2006, já ultrapassam 200 mil veículos. A família de ônibus Volksbus acumula 137 mil chassis, e os caminhões leves Delivery se aproximam das 100 mil unidades.
Outro destaque salientado pela marca é o conceito modular na linha de montagem, pelo qual os fornecedores também atuam na planta de ônibus e caminhões.
A fábrica de Resende está celebrando duas décadas de sucesso, com mais de 730 mil veículos ali produzidos. Em sua inauguração, a fábrica estreou o inovador conceito de Consórcio Modular, sistema em que sete fornecedores dividem com a MAN Latin America a responsabilidade pela montagem tanto de caminhões quanto de chassis de ônibus. A empresa foi também a primeira da indústria automotiva a apostar e a atrair tecnologia de ponta para o Sul Fluminense, inaugurando o polo automotivo onde cinco grandes montadoras e dezenas de fornecedores já estão instalados.
“O grande desafio inicial foi fazer com que os parceiros acreditassem numa ideia revolucionária, que requeria uma participação ativa, investimentos e dedicação para a construção de um novo modelo de negócio e produção. Desde o início da nossa história, desenvolvemos produtos sob medida para atender a novos segmentos e nichos de mercado. Acompanhamos continuamente as necessidades dos nossos clientes, e o Consórcio Modular traz maior flexibilidade e eficiência a esse atendimento”, comenta Roberto Cortes.
Um novo caminhão ou chassi de ônibus pode sair pronto da linha de montagem a cada três minutos, após percorrer o percurso de produção. Esse ritmo é ditado pela demanda de mercado, ordem de pedidos dos clientes e escalonamento de veículos de alta e média complexidade feitos em uma mesma linha.
A empresa parceira Maxion entrega o chassi já numerado e com todos os seus subconjuntos prontos. A Meritor é responsável pela montagem do conjunto de suspensões e eixos, seguida pela Remon, que cuida das rodas e pneus. A Powertrain, joint-venture formada pela Cummins e pela MWM International, fornece motores, e monta conjuntos de transmissão e embreagem.
A Aethra fornece os estampados e monta as cabines, fazendo todo o processo de solda e acabamento em chapa. A Carese realiza os trabalhos de preparação de superfície e pintura. E finalmente a Continental instala seus componentes eletrônicos, revestimento interno e externo da cabine.
Além da fábrica de Resende, desde 2004 a montadora mantém uma linha de montagem no México, atualmente sediada na cidade de Querétaro e responsável pela produção dos caminhões e ônibus das marcas Volkswagen e MAN. Na África do Sul, um acordo comercial permite que a MAN Truck & Bus monte em sistema SKD os caminhões e ônibus Volkswagen com direção do lado direito – a marca está naquele país desde 2005, tendo iniciado operações em parceria com a Volkswagen Group South Africa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Greve de ônibus em Curitiba: Araucária não paga e linhas podem parar

Fonte: Diário do Transporte

Ônibus da Araucária operam na Capital, Campo Largo e ContendaÔnibus da Araucária operam na Capital, Campo Largo e Contenda
Segundo sindicato dos trabalhadores, empresa ainda não depositou primeira parcela do 13º
ADAMO BAZANI
Moradores de Curitiba e região metropolitana devem estar atentos porque parte dos transportes pode entrar em greve nesta quinta-feira, 1º de dezembro de 2016.
De acordo com o Sindimoc, que é o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região, a empresa Araucária Matriz não realizou até às 19h desta quarta-feira o pagamento da primeira parcela do 13º salário.
Por lei, o depósito deveria ter ocorrido nesta quarta-feira até este horário. Ao todo, a Araucária Matriz opera 33 linhas em Araucária, Campo Largo e Contenda até Curitiba. São 250 motoristas e cobradores.
De acordo ainda com a entidade sindical, outras cinco empresas que faltavam pagar, já realizaram os depósitos e devem operar normalmente nesta quinta.
Se houver pagamento até zero hora desta quinta, a empresa deve operar normalmente. Nova assembleia deve ser realizada na madrugada.
O indicativo de greve por causa dos atrasos foi aprovado no último dia 25.
As empresas alegam dificuldades financeiras por causa do que consideram cálculos errados na projeção de demanda por parte da Urbs – Urbanização de Curitiba S. A., gerenciadora do sistema.
As companhias alegam que a gerenciadora calculou uma demanda superior a real fazendo com que a remuneração com base no número de passageiros na prática fosse menor. Quanto mais passageiros, menor será o repasse por usuário.
As companhias de ônibus alegam prejuízos acumulados neste ano na ordem de R$ 40 milhões
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes