quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Refrota 17 autoriza o financiamento dos primeiros 100 ônibus urbanos

Fonte: Diário do Transporte


Linha financia qualquer modelo, desde que seja urbanoLinha financia qualquer modelo, desde que seja urbano
Anúncio foi feito pelo Ministério das Cidades. Confira padrão de carta-proposta para solicitação de financiamento
ADAMO BAZANI
A Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana – Semob, do Ministério das Cidades, autorizou nesta terça-feira, 17 de janeiro de 2017, o financiamento dos primeiros 100 ônibus pelo Refrota 2017, que é o programa que com recursos do FGTS financia a troca de ônibus urbanos no país. Estão disponíveis R$ 3 bilhões, dinheiro suficiente para renovar em torno de 10% dos veículos dos sistemas brasileiros. Os ônibus são para diferentes regiões.
O anúncio foi feito durante reunião entre o ministro Bruno Araújo e representantes do setor de transportes urbanos.
O Refrota faz parte do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana – Pró-Transporte, que financia com recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, estados, municípios e o Distrito Federal, além das próprias concessionárias de transportes públicos.
De acordo com a NTU – Associação Nacional de Transportes Urbanos, que reúne cerca de 500 empresas em todo país, hoje a frota de ônibus urbanos no Brasil gira em torno de 107 mil veículos operados por aproximadamente 1800 empresas, que geram 537 mil empregos diretos.
Diariamente, os ônibus urbanos no Brasil transportam em torno de 30 milhões de passageiros.
Em nota, o Ministério das Cidades informou que para dar efetividade ao Refrota, a pasta intensificou a interlocução com a Caixa Econômica, assegurando que os recursos do FGTS estejam acessíveis e eficientes nas mãos da indústria.
“Vocês construíram um produto que tem condições de decolar. Vamos estreitar nossa relação com o setor dos transportes urbanos, conhecer melhor esse arranjo e garantir um consumo qualificado”, comentou o vice-presidente da Caixa, Roberto Derziê, na nota.
No mesmo informativo, o presidente da Associação Nacional dos Transportes Urbanos, Otavio Cunha, disse que a produção de ônibus é uma importante geradora de empregos.
“Cada ônibus novo gera 5 empregos diretos. O Refrota nos traz grandes expectativas. Será uma melhora significativa para a mobilidade.”, ressaltou.
Uma próxima reunião para avaliação coletiva e monitoramento do Refrota está marcada para o dia 16 de março.
No início desta semana, o Diário do Transporte trouxe a instrução normativa com as principais regras do Refrota. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/01/17/ministerio-das-cidades-divulga-regras-de-adesao-ao-refrorta-2017/
O modelo de carta-consulta para solicitação do financiamento pode ser baixado aqui:
Pode ser financiado qualquer modelo de ônibus urbano zero quilômetro, como micros, mídis, convencionais, padron, trucado, articulado e biarticulado.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Ministério das Cidades divulga regras de adesão ao Refrorta 2017

Fonte: Diário do Transporte

Ônibus podem ser de qualquer modelo, desde que urbanosÔnibus podem ser de qualquer modelo, desde que urbanos
Instrução normativa permite com que pedidos do regime antigo do Pró-transporte sejam adequados ao atual modelo
ADAMO BAZANI
O Ministério das Cidades abriu de forma oficial a possibilidade de empresas de ônibus se inscreverem no Refrota 17, o programa que visa renovar até 10% da frota de ônibus urbanos e metropolitanos do País.
A linha possui R$ 3 bilhões disponíveis e é financiada com recursos do FGTS.
Inserida no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana – Pro-Transporte, esta linha de financiamento já pode ser procurada por operadores privados e está inserida no Plano Plurianual de Aplicação 2018-2020.
Uma das novidades é que os empresários que encaminharam propostas de financiamento no antigo regime do Pró-transporte podem adequá-las ao novo programa que, segundo o governo federal, traz mais vantagens em relação a juros menores e maior prazo para pagamento.
As novas regras também determinam que se a empresa de ônibus for selecionada e no período de seis meses não efetivar a adesão, todo processo é cancelado e deve ser reiniciado do zero.
É necessário apresentar carta consulta e linha é voltada para empresas de ônibus individuais concessionárias ou permissionárias, consórcios ou participantes de SPE – Sociedade de Propósito Específico.
Pode ser financiado qualquer modelo de ônibus urbano zero quilômetro, como micros, mídis, convencionais, padron, trucado, articulado e biarticulado.
Acompanhe instrução na íntegra:
MINISTÉRIO DAS CIDADES
GABINETE DO MINISTRO
DOU de 16/01/2017 (nº 11, Seção 1, pág. 30)
Estabelece procedimento específico para a seleção de propostas de operação de crédito para Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano de Passageiros (REFROTA17), apresentadas no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).
O MINISTRO DE ESTADO DAS CIDADES, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 6º da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, e o art. 66 do Regulamento Consolidado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, aprovado pelo Decreto nº 99.684, de 8 de novembro de 1990, com a redação dada pelo Decreto nº 1.522, de 13 de junho de 1995,
considerando o disposto na Resolução nº 567, de 25 de junho de 2008, do Conselho Curador do FGTS, que aprova o Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana – Pró-Transporte,
considerando a Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana,
considerando o disposto na Resolução nº 702, de 4 de outubro de 2012, do Conselho Curador do FGTS, que dispõe sobre as diretrizes gerais de aplicação dos recursos do FGTS,
considerando a Instrução Normativa nº 41, de 24 de outubro de 2012, que regulamenta, no âmbito do Ministério das Cidades, o Pró-Transporte, e
considerando a Instrução Normativa nº 8, de 20 de maio de 2015, que dispõe sobre calendário para enquadramento, hierarquização, seleção e contratação de propostas de operação de crédito apresentadas no âmbito do Pró-Transporte, referente Orçamento Plurianual 2015-2018, para execução de ações destinadas ao setor privado – não PAC, resolve:
Art. 1º – Divulgar abertura de processo de seleção e contratação de propostas de operação de crédito para Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano de Passageiros (REFROTA17), apresentadas no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte), exclusivamente para Aquisição de Ônibus, referente ao Orçamento FGTS 2017 e Plano Plurianual de Aplicação 2018-2020, nos termos do Anexo I.
  • 1º – Os mutuários do Pró-Transporte, setor privado, proponentes nesta seleção, são aqueles definidos no item 2 do Anexo I desta Instrução Normativa.
  • 2º – Poderão ser aproveitadas propostas encaminhadas no processo seletivo aberto pela Instrução Normativa nº 8, de 20 de maio de 2015, que se referirem à aquisição de ônibus, porém, o proponente deverá preencher nova Carta Consulta de acordo com modelo constante no Anexo II.
Art. 2º – O processo para obtenção do financiamento inicia na escolha pelo proponente do Agente Financeiro, previamente habilitado pelo Agente Operador do FGTS, e segue o procedimento a seguir descrito:
I – O proponente ao crédito encaminhará ao Agente Financeiro de sua escolha, previamente habilitado pelo Agente Operador do FGTS (Caixa Econômica Federal):
  1. a) Carta-Consulta, na forma estabelecida no Anexo II desta Instrução Normativa;
  2. b) Documentos solicitados pelo Agente Financeiro para a realização da análise da operação.
II – O Agente Financeiro procederá ao enquadramento prévio da proposta, e encaminhará, ao Gestor da Aplicação (Ministério das Cidades), manifestação conclusiva quanto ao aceite da operação de crédito.
III – O Gestor da Aplicação procederá ao enquadramento final da proposta no Programa, observadas as disponibilidades orçamentárias do exercício, considerando a manifestação do Agente Financeiro e as informações disponíveis na Carta-Consulta, podendo solicitar informações complementares para avaliação da proposta apresentada.
IV – O Gestor da Aplicação publicará, no Diário Oficial da União e no site do Ministério das Cidades, a(s) proposta(s) selecionada(s).
V – O Agente Operador/Agente Financeiro contratarão as propostas selecionadas pelo Gestor da Aplicação.
  • 1º – A inscrição de Cartas-Consultas ocorrerá em processo de fluxo contínuo, obedecendo ao período do Orçamento Plurianual.
Art. 3º – Os prazo de carência e amortização serão definidos pelo Agente Operador, de acordo com o subitem 7.2 da Instrução Normativa nº 41, de 24 de outubro de 2012.
Art. 4º – Ultrapassados seis meses da data de seleção sem que a contratação tenha sido efetivada, a seleção será considerada insubsistente e o proponente deverá reiniciar o processo para obtenção de financiamento com apresentação de nova carta-consulta, respeitando o limite estabelecido no Orçamento Plurianual de Aplicação 2018-2020.
Art. 5º – Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
BRUNO ARAÚJO

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Projetos querem tarifa de ônibus por quilômetro rodado e Bilhete Único em Curitiba

Fonte: Diário do Transporte


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Iniciativas que foram arquivadas no final do ano passado são colocadas novamente em discussão na Câmara Municipal.  Linha Metropolitana volta a circular
ADAMO BAZANI
Dois projetos de lei sobre os transportes públicos em Curitiba querem mudar a forma de cobrança de tarifas de ônibus na capital paranaense.
De autoria do vereador Bruno Pessuti, uma das propostas visa alterar o parágrafo único do artigo 27 da lei municipal 12.597/2008, que rege o transporte coletivo. Segundo o vereador, em nota enviada pela Câmara Municipal, até a licitação do sistema, homologada em 2010, as empresas eram remuneradas por quilômetro rodado. Pessuti argumenta que o sistema de bilhetagem eletrônica dos ônibus municipais de Curitiba, que contabiliza os passageiros transportados, não é transparente e teve diversas falhas apontadas na CPI do Transporte, da qual foi relator no ano passado.
“A própria planilha da Urbs calcula o custo do transporte coletivo conforme a quilometragem, e daí esse valor e a média de passageiros são utilizados para calcular a tarifa técnica. Mas o que está acontecendo é que o número de pessoas transportadas está caindo ano a ano, o que gera um aumento proporcional do preço da passagem”, explicou na nota. O vereador acrescentou que a alteração na lei 12.597/2008 não aumentaria as despesas do poder público.
BILHETE ÚNICO E VOLTA DA LINHA CIC COLOMBO:
O mesmo vereador também propõe em Curitiba a adoção do Bilhete Único.
Hoje a maior parte das integrações na cidade é feita dentro das estações-tubo ou terminais.
Há também transferências para os ônibus metropolitanos gerenciados pela Comec, órgão do governo do Estado, mas no ano retrasado ocorreu a desintegração financeira da RIT – Rede Integrada de Transporte diminuindo as conexões com os ônibus metropolitanos.
O prefeito Rafael Greca e o governador Beto Richa já anunciaram que devem retomar a integração financeira da RIT.
Nesta segunda-feira, 16 de janeiro de 2017, às 8h30, no Salão Brasil da Prefeitura, os dois anunciam a volta da linha de ônibus Colombo-CIC, que, segundo a prefeitura, vai beneficiar 30 mil passageiros da capital e Região Metropolitana.
“Com a volta do Colombo/CIC, os passageiros poderão percorrer os 26 km do trajeto sem precisar mudar de ônibus. A data de início do funcionamento dos ônibus será anunciada durante o evento.” – diz nota do executivo municipal.
MEDIDA PODERIA ATRAIR MAIS PASSAGEIROS, DIZ VEREADOR:
De acordo com a proposta do vereador, a adoção do Bilhete Único permitiria integrações em qualquer ponto da capital paranaense de maneira mais rápida e confiável e seria um incentivo ao uso dos transportes coletivos que registram queda de demanda na cidade e região metropolitana.
“É uma forma de bilhetagem que existe em diversas cidades do mundo. O usuário pode embarcar em tantos ônibus quanto forem necessários, dentro do período de tempo em que for válido. No diário, por exemplo, o prazo é de 24 horas”, sustenta na nota.
O texto do projeto inclui parágrafo único ao artigo 26 da lei municipal 12.597/2008. Esse artigo diz que a tarifa dos ônibus será fixada com base em planilha de custos e resultados do sistema de transporte, após proposta de preço fixada pela Urbs. “O parágrafo único, então, se aprovado o projeto de lei em plenário, estipularia que “a tarifa poderá ser única, variável, exclusiva ou temporal, independentemente do valor da tarifa técnica calculada”.
Pessuti entende que essa redação permitiria à Prefeitura de Curitiba implantar o “bilhete único”.
Os dois projetos chegaram a tramitar na casa no ano passado, mas foram arquivados em dezembro. Como o vereador conseguiu se reeleger, foram apresentados novamente.
TODOS ASSENTOS PREFERENCIAIS:
Outro projeto na área de transportes para Curitiba é do vereador Helio Wirbiski. O parlamentar sugere que todos os assentos dos ônibus se tornem preferenciais para pessoas idosas, gestantes, deficientes ou com crianças de colo.
Na visão do vereador, também nota da câmara, os bancos prioritários hoje nos veículo não estão em número suficiente para a demanda.
“Os idosos, por exemplo, estão mais propícios ao desequilíbrio, devido à fragilidade ocasionada pela idade, principalmente quando colocados em situação de risco, como freadas bruscas ou colisões, assim como as pessoas com deficiência e crianças … É de conhecimento da população que não são raros os casos em que jovens não cedem lugar para gestantes ou idosos por se acharem no direito a um assento por serem pagantes. Não se trata apenas de uma questão de direito, mas de respeito, de solidariedade ao outro que se encontra em desvantagem em relação aos que apresentam melhores condições físicas”, argumenta Wirbiski, de acordo com a nota.
Adamo Bazani, jornalista especializados em transportes

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Neobus testa articulado de 22 metros para o Rio de Janeiro

Fonte: Diário do Transporte

Modelo pode transportar 44 passageiros sentados e 165 em péModelo pode transportar 44 passageiros sentados e 165 em pé
Veículo com chassi Volvo vai circular no BRT
ADAMO BAZANI
O Mega BRT de 22 metros será testado no sistema de BRT da capital fluminense e deve fazer parte do dia a dia dos corredores de ônibus da cidade.
Nesta quinta-feira, 12 de janeiro de 2017, a Neobus informou que, em parceria com a Volvo, desenvolveu o modelo que vai passar por diversas situações habituais da operação, como explica em nota, o diretor da encarroçadora, Edson Tomielo.
“Esse ônibus passará por diversos testes de campo, pois é muito importante no desenvolvimento de um novo produto avaliar tanto o desempenho e combinação do chassi com a carroceria, quanto a sua utilização no dia a dia do operador” – disse.
Ainda na nota, a Neobus, que desde o ano passado é controlada pela Marcopolo, destaca algumas das características do modelo.
Com design externo diferenciado, o MEGA BRT possui maior área envidraçada e amplo salão de passageiros, com mais espaço interno, tanto em altura como em largura. O ônibus possui o novo chassi Volvo B 340M Euro 5 e capacidade de transportar 44 passageiros sentados e 165 em pé.
 O veículo conta com sistema de ar-condicionado Spheros CC670T, poltronas do tipo Urbana Injetada de 860 mm de largura com encosto de cabeça alto, espaço para cadeirante e 15 poltronas destinadas a idosos, gestantes ou pessoas com mobilidade reduzida/deficiências.
 Internamente, o Mega BRT tem sistema audiovisual com rádio MP3-CD com entrada USB e dois monitores LCD de 21,5 polegadas. Para aumentar a segurança, o motorista dispõe de sistema de monitoramento com nove câmeras, sirene de marcha à ré, sensor de estacionamento e sistema multiplex, além de faróis de neblina.   
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Justiça mantém multa de R$ 20 mil por ônibus sem ar-condicionado no Rio de Janeiro

Fonte: Diário do Transporte

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Recurso do município contra decisão foi rejeitado pelo TJ-RJ.
ADAMO BAZANI
O desembargador Alexandre Freitas Câmara, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou nesta segunda-feira, 09 de janeiro de 2017, mais um recurso da prefeitura contra uma decisão da 8ª Vara da Fazenda Pública da cidade que aumentou para R$ 20 mil a multa ao município para cada ônibus que circula sem ar condicionado.
Segundo nota no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o poder público e as empresas não cumpriram acordo para que todos os veículos tivessem os equipamentos. A meta deveria ter sido cumprida até dezembro.
Na decisão, o desembargador considerou que a impugnação da decisão em 1ª instância só poderia ser aplicada em caso excepcional. “Diante da ausência de risco iminente de dano, já que a execução da multa terá de aguardar o trânsito em julgado da decisão que a fixou, indefere-se o efeito suspensivo”, destacou o magistrado, segundo a nota.
Segundo o Rio Ônibus, entidade que representa as empresas da capital fluminense, as companhias cumprem um decreto de 2014 que determina que todo ônibus novo deve vir com ar-condicionado, mas que não diz nada em relação a toda frota circulante. De acordo com a entidade patronal, o contrato das empresas com a Prefeitura não previa todos os coletivos com ar condicionado e que a queda de passageiros e defasagem tarifária prejudicam os investimentos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Já está mais caro andar de ônibus em sete capitais e gestão Alckmin se recusa a receber notificação que barra aumento

Fonte: Diário do Transporte


Ônibus em Teresina, onde também houve aumentoÔnibus em Teresina, onde também houve aumento
Maior parte dos reajustes foi acima da inflação de um ano.
ADAMO BAZANI
Ao menos sete capitais aumentaram as tarifas de ônibus ou sistemas metroferroviários entre o final do ano passado e o início deste ano.
Os aumentos começaram na segunda quinzena de dezembro e algumas cidades registraram reajustes no início de janeiro. Na maior parte dos casos, o valor subiu bem acima da inflação acumulada para o período de um ano, estimada em 6,98%, de acordo com o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo.
O levantamento do Diário do Transporte não leva em consideração o reajuste das tarifas integradas entre ônibus municipais da capital paulista e o sistema de trilhos (Metrô e CPTM), cujo percentual é de 14,82%. Os reajustes das modalidades temporais integradas do Bilhete Único, entre 37% e 50%, também foram decretados pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Doria, que mantiveram em R$ 3,80 as tarifas unitárias de trem, metrô e ônibus do sistema SPTrans.
O aumento foi barrado por uma liminar da Justiça, mas o Governo do Estado de São Paulo vai recorrer.
Oficialmente a Secretaria de Transportes Metropolitanos diz que não houve notificação até o início desta tarde, por isso que praticou os reajustes no final de semana e manhã desta segunda-feira.
De acordo com denúncia jornal O Estado de São Paulo, o oficial de justiça João Carlos de Siqueira Maia foi até o Palácio dos Bandeirantes na sexta-feira, dia da decisão, para notificar o governador Geraldo Alckmin, que não o recebeu.
O assessor especial de Alckmin, Pedro Henrique Giocondo Guerra, de acordo com oficial, não quis assinar a notificação e informou que Alckmin estava fora do Palácio cumprindo agenda externa. No entanto, oficialmente a única agenda externa de Alckmin na sexta-feira foi às 10h30 numa escola no bairro Aricanduva, na zona leste da capital. Na parte da tarde, de acordo com agenda, às 16h, houve um encontro com presidente da Academia Paulista de Letras Jurídicas, Rui Altenfelder.
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Na Grande São Paulo, houve aumento de tarifas de ônibus em ao menos 11 cidades. Os passageiros devem se preparar já que outros municípios da região metropolitana devem em breve anunciar reajustes.
Capital onde o transporte público já aumentou:
– Campo Grande: de R$ 3,25 para R$ 3,55 nas linhas comuns – a partir de 22.12.2016
– Vitória: de R$ 2,75 para R$ 3,20 – a partir de 01.01.2017
– Distrito Federal: de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT; de R$ 3,00 para R$ 3,50 em linhas metropolitanas “curtas”; e de R$ 4 para R$ 5 nas demais linhas, integração com o metrô  e metrô unitário– a partir de 02.01.2017
– Salvador (ônibus): de R$ 3,30 para R$ 3,60 – a partir de 02.01.2017
– Salvador (metrô): R$ 3,30 para R$ 3,60 – a partir de 06.01.2017
– Belo Horizonte (municipal): de R$ 3,70 para R$ 4,05. Linhas suplementares de R$ 2,65 para R$ 2,85 e linhas auxiliares de vilas e favelas, de R$ 0,85 para R$ 0,90 – a partir de 03.01.2017
– Teresina: de R$ 2,75 para R$ 3,30 – a partir de 06.01.2017
– Florianópolis: de R$ 3,34 R$ 3,71 (com cartão eletrônico) e de  R$ 3,50 para R$ 3,90 – a partir de 08.01.2017
Os aumentos nas principais cidades da Grande São Paulo são os seguintes:
– Guarulhos: de R$ 3,80 para R$ 4,50 ou R$ 4,20 apenas para quem embarca com Cartão Cidadão– a partir de 29.12.16 (viações tiveram de suspender por cinco dias por determinação da Justiça porque não comunicaram os passageiros de maneira eficiente e com antecedência suficiente para o cidadão se programar. Em 30.12.2016, a Justiça teve outra decisão e suspendeu o aumento até decisão da Ação Popular contra o aumento. No dia 01.01.17, o novo prefeito Gustavo Henric Costa, Guti, cancelou o decreto do prefeito anterior, Sebastião Almeida que concedeu às empresas reajuste de 18,4% em 11 meses)
– Osasco: de R$ 3,80 para R$ 4,20 – a partir de 30.12.2016
– Araçariguama: de R$ 3,80 para R$ 4,20 – a partir de 30.12.2016
– Francisco Morato: de R$ 3,70 para R$ 4,10 – partir de 30.12.2016
– Carapicuíba: de R$ 3,80 para R$ 4,20 – partir de 30.12.2016
– Jandira: de R$ 3,70 para R$ 4,00 – a partir de 30.01.2016. A tarifa voltou para R$ 3,70 depois de prefeito Paulo Barufi revogar aumento promovido pelo antecessor Geraldo Teotônio da Silva, o Gê.
– Barueri: de R$ 3,80 para R$ 4,20 – a partir de 31.12.2016
– Itapevi: de R$ 3,80 para R$ 4,20 – a partir de 31.12.2016
– São Caetano do Sul: de R$ 3,70 para R$ 4,10 – a partir de 31.12.2016
– Mauá: de R$ 3,80 para R$ 4,20 e o vale-transporte de R$ 4,50 para R$ 5,00 – a partir de 31.12.2016 (por determinação judicial, o aumento foi adiado para 07/01/2017 – medida foi tomada pelo prefeito Donisete Braga, derrotado nas eleições e que não conseguiu continuar no cargo. Não houve comunicação adequada ao passageiro. No dia 04.01.17, o novo prefeito, Átila Jacomussi revogou o aumento.
– Cotia: de R$ 3,60 para R$ 4,00 – a partir de 02.02.2017
– Santo André: de R$ 3,80 para R$ 4,20 e o vale-transporte de R$ 4,50 para R$ 5,00 – a partir de 03.01.2017
– Corredor Metropolitano ABD (Metra): de R$ 4,00 para R$ 4,30. Acaba a integração gratuita com os ônibus da Benfica e MobiBrasil (Terminais Piraporinha e Diadema) e da capital paulista (Terminal São Mateus) – a partir de 22.01.17 – Haverá cobrança de integrações nos terminais que antes eram gratuitas. A transferência entre os trólebus do Corredor Metropolitano ABD para os ônibus municipais de cada cidade também terão cobrança no Terminal Piraporinha, Terminal Diadema (empresas MobiBrasil  e Benfica) e, no Terminal São Mateus (empresas do sistema SPTrans). A data inicial era 08.01 e 15.01. A transferência custará R$ 1,00. Continuam gratuitas as integrações entre as próprias linhas da concessionária de ônibus e trólebus Metra, como para as linhas 376 e 376 M, que vão de Diadema para a estação Berrini da CPTM  e Shopping Morumbi, respectivamente, e das linhas que vêm do Jabaquara para as linhas que vão para Santo André nos terminais Diadema, Piraporinha e São Bernardo do Campo e das linhas que chegam ao Terminal Santo André Oeste para a linha 284 que vai para São Mateus.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Aumento de veículos nas ruas diminui velocidade média dos ônibus de Belo Horizonte, mostra BHTrans

Fonte: Diário do Transporte

congestionamento Belo HorizonteExcesso de veículos prejudica desempenho do transporte público em Belo Horizonte - Paulo Komel / R7 MG
Os ganhos referentes à implantação de faixas e corredores são anulados porque quando os ônibus saem dos espaços exclusivos encontram o trânsito cada vez maior
ADAMO BAZANI
Com informações Estado de Minas
Relatório da BHTrans, empresa da prefeitura responsável pelo gerenciamento do trânsito e transportes de Belo Horizonte, mostra que mesmo com a implantação de faixas para ônibus e corredores como o BRT Move, 2016 teve a menor velocidade média no transporte coletivo desde 2009: 17,16 km/h no pico da manhã e 15,18 km/h no pico da tarde.
O dado leva em consideração todo sistema da capital mineira, incluindo as faixas, os corredores e as linhas onde os ônibus não recebem nenhuma prioridade no espaço público.
De acordo, com cruzamento de dados Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, o aumento da frota de veículos particulares nas ruas tem agravado a situação do transporte coletivo, reduzindo sua eficiência.
A queda da velocidade dos ônibus desde 2009 é acompanhada pelo crescimento da frota da capital mineira que, no período, subiu 43%, passando de 1.227.917 veículos para 1.714.233 veículos em 2016.
Acompanhe:
2009
– Velocidade dos ônibus:  19,31km/h (pico da manhã) –   16,28km/h  (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.227.917 automóveis
2010
– Velocidade dos ônibus:  18,89km/h (pico da manhã) –    16,05km/h (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.340.071 automóveis
2011
– Velocidade dos ônibus:  18,76km/h (pico da manhã) –   16,37km/h  (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.438.723 automóveis
2012
– Velocidade dos ônibus: 18,24km/h  (pico da manhã) –   16,14km/h  (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.519.438 automóveis
2013
– Velocidade dos ônibus: 17,62km/h  (pico da manhã) –  15,24km/h   (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.596.081 automóveis
2014
– Velocidade dos ônibus: 18,41km/h  (pico da manhã) –   15,93km/h  (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.664.487 automóveis
2015
– Velocidade dos ônibus: 18,11km/h  (pico da manhã) –    16,06km/h (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.714.223 automóveis
2016
– Velocidade dos ônibus:  17,16 km/h (pico da manhã) –  15,18 km/h   (pico da tarde)
– Frota de veículos totais: 1.758.994 automóveis
Se não fosse a ampliação da rede de corredores de ônibus, a situação do transporte coletivo na capital mineira seria ainda pior. Segundo a BHTrans, a implantação do Move reduziu o volume de ônibus em algumas regiões, o que contribuiu para o aumento da velocidade de cada coletivo, sem reduzir a oferta de transportes. Na região hospitalar, a queda da frota de ônibus circulante foi de 54%; no Hipercentro, de 32%; na Avenida Antônio Carlos, 27 %; e na Avenida Cristiano Machado, redução de 25%.
Ao repórter Paulo Henrique Lobato, de O Estado de Minas, os especialistas em transportes são unânimes em dizer que o BRT Move é uma ação importante, mas ainda insuficiente. Para os consultores, é necessário ter mais espaços exclusivos para os ônibus.
O consultor em mobilidade, Osias Baptista, disse ao jornal que, apesar das pistas exclusivas para ônibus, a maior parte das viagens dos coletivos é feita em faixas divididas com automóveis. “Não adianta ter ônibus maravilhosos parados nos congestionamentos. Tem de criar mais prioridade para o transporte público.”.
Já consultor Frederico Rodrigues disse que quando há aumento de frota de veículos circulantes, todos sentem, mas quem mais sofre é o cidadão que está no transporte público.
“Por ter rotas fixas, [o transporte coletivo] não podendo buscar caminhos alternativos… Não é nenhuma novidade, ou seja, [a solução é] melhorar as condições do transporte coletivo para que ele seja atraente em relação ao automóvel, reduzindo o número de veículos em circulação”.
ÔNIBUS MAIS CONFORTÁVEIS, MAS AINDA SE ATINGIR A META:
Os ônibus em Belo Horizonte estão mais confortáveis, no entanto ainda, não atingiram a meta de redução de lotação máxima, como revela o IOTC – Índice de Ocupação do Transporte Coletivo, dentro do relatório da BHTrans. A meta é que 90% das viagens ocorram com veículos abaixo dos níveis máximos de lotação, no entanto, o índice ainda não foi alcançado, mas melhora gradativamente desde 2014, quando o sistema de corredores de ônibus Move BRT foi implantado.
IOTC – Índice de Ocupação do Transporte Coletivo
2014:
76% pico da manhã – pico da tarde
2015:
pico da manhã – pico da tarde
2016:
pico da manhã – pico da tarde
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes