terça-feira, 15 de agosto de 2017

Empresa Pública de Maricá compra mais sete ônibus novos

Compra é para ampliar atendimento, diz prefeitura.
Promessa da prefeitura é ampliar linhas que não cobram tarifa
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro, anunciou a compra de sete novos ônibus para a EPT – Empresa Pública de Transportes, criada em dezembro de 2014 para fazer operar gratuitamente na cidade.
Segundo a prefeitura, o primeiro veículo já chegou à cidade e outros seis devem ser entregues até quarta-feira, 16.
Em nota, o poder público afirma que não se trata de renovação de frota, mas de ampliação dos serviços. Os veículos são apelidados de vermelhinhos
“O primeiro Vermelhinho chegou nesta segunda-feira (14). Os novos veículos vão possibilitar a diminuição dos intervalos das viagens nas linhas já existentes e, também, a criação de novos trajetos.”
A criação da companhia de ônibus rendeu diversas polêmicas. Várias decisões judiciais movidas pelas empresas que prestam serviços na cidade por meio de contrato, Empresa Nossa Senhora do Amparo e Viação Costa Leste, tiveram o pleito atendido e a EPT teve de parar de operar. A prefeitura recorreu, fez alterações nas linhas, e a EPT voltou a funcionar.
Diante da concorrência, a Viação Costa Leste suspendeu as operações em 13 de abril de 2016, e as linhas foram assumidas emergencialmente pela EPT.
Dias depois, a empresa privada voltou aos trabalhos na cidade.
A EPT também teve suspeitas de propaganda política. Em junho de 2016, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou que o logotipo EPT fosse retirado dos ônibus gratuitos por fazerem referência, segundo entendimento dos promotores, ao PT – Partido dos Trabalhadores, do qual faz parte o ex-prefeito que criou a companhia Washington Quaquá, que conseguiu eleger um sucessor do mesmo partido, Fabiano Horta, que contabilizou 96,12% dos votos válidos.
Ultimamente, as linhas de EPT receberam reclamações de passageiros pelo intervalo excessivo entre os veículos e também pela falta de limpeza. Muita terra, restos de alimentos e até insetos são encontrados diariamente pelos passageiros.
A falta de conservação dos ônibus também foi alvo de críticas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Gato Preto vai testar ônibus a gás natural em linha da Zona Oeste de São Paulo

Ônibus GNV já na garagem da Gato Preto e deve ser testado em linha da Capital Paulista
Combustível é apontado como alternativa para redução de poluentes, mas estudos internacionais colocam em dúvida benefícios ambientais
ADAMO BAZANI
Já está na garagem da Viação Gato Preto, operadora área 8, zona Sudoeste do sistema estrutural da capital paulista, um ônibus que pode ser movido a GNV – Gás Natural Veicular ou biometano, combustível obtido pelo processamento de gases gerados na decomposição do lixo.
Fontes ligadas à empresa de ônibus enfatizaram ao Diário do Transporte que trata-se de um teste.
Ainda não há data para a circulação com o veículo, mas o intuito da empresa é colocá-lo na linha 874C/10 (Parque Continental / Metrô Trianon-Masp).
IMG-20170812-WA0005 (1)
Cilindros ficam sobre carroceria
O veículo foi produzido pela Scania, com carroceria Marcopolo modelo Viale.
Em abril deste ano, em evento de 60 anos da montadora no Brasil, que teve cobertura do Diário do Transporte, o diretor de vendas de ônibus, Silvio Munhoz, confirmou à reportagem que havia interesse de empresas de São Paulo em conhecer o veículo, que foi demonstrado em outras cidades.
“O ônibus hoje moderno a GNV, que já temos condições de produzir em São Bernardo, custa em torno de 25% mais em comparação com o veículo diesel. A manutenção é em torno de 2% mais cara. No entanto, todos os testes e demonstrações feitas em diversas cidades brasileiras mostram que o custo operacional é quase 30% menor que o ônibus diesel, o que faz compensar todos esses investimentos. Em dois anos, ou dois anos e meio, um veículo desse tipo paga o investimento adicional feito no início. Para chegarmos a esse valor 25% maior, é levado em consideração o modelo com configuração de piso baixo exigida, pela SPTrans.” – disse Munhoz naquela ocasião
O modelo é apresentado à companhia de ônibus bem às vésperas do edital de licitação dos transportes da cidade que deve exigir das empresas operadoras cumprimento de metas de redução de poluição.
As metas farão parte do edital. Além disso, projetos na Câmara Municipal querem estipular novo cronograma de substituição da frota a diesel no lugar do artigo 50, da Lei de Mudanças Climáticas, de 2009, que na época que foi assinada previa a substituição de 10% ao ano dos ônibus até que em 2018 nenhum veículo de transporte coletivo dependesse somente de diesel. Atualmente, apenas 6% da frota dos 14,7 mil ônibus teriam condições de atender a esta lei.
Enquanto em São Paulo se discute como os ônibus podem ser menos poluidores e o GNV é apontado como alternativa, um estudo internacional da Federação Europeia de Transportes e Ambiente T&E, que reúne no continente, entidades que analisam os impactos da mobilidade de pessoas e dos deslocamentos de carga no meio ambiente, divulgado em março de 2016, lança dúvidas sobre a eficácia do Gás Natural Veicular para reduzir a poluição.
Com o título, “Veículos a Gás Natural – A Estrada para Lado Nenhum” , o trabalho que usou dados de 2015, diz que  “os veículos movidos a GNL (Gás Natural Liquefeito)não acrescentam nenhum benefício de redução da poluição em comparação com os veículos a gasolina. Enquanto os carros a GNL emitem menos óxidos de nitrogênio (NOx) do que os motores a gasóleo, a introdução de testes em condições de condução reais e limites de emissões mais apertados, irá reduzir rapidamente a vantagem do gás natural em veículos.”
Relembre:
IMG-20170812-WA0004
Ônibus tem 15 metros de comprimento e piso baixo, seguindo o padrão SPTrans
Por outro lado, especialistas e estudos defendem o gás natural como alternativa aos veículos.
O diretor da L’Avis Eco-Service, especialista em transporte sustentável, e membro fundador da Comissão de Meio Ambiente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, Olimpio Alvares, diz que o gás natural veicular em veículos de transporte coletivo permite reduções consideráveis, principalmente das emissões de material particulado fino, que é cancerígeno, e  de óxidos de nitrogênio.
Em artigo enviado ao Diário do Transporte após a divulgação do estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente T&E, Olímpio afirmou que o GNV deve ser considerado para ônibus.
“A proporção de redução da emissão de MP2,5 dos ônibus a gás é de 50% a menos em relação a um veículo equivalente de última geração a diesel Euro 5; e de 93% a menos, comparado a um ônibus a diesel Euro3.”
Se o uso for de biometano, gás originado na decomposição do lixo, os benefícios ambientais e econômicos serão maiores ainda, segundo o pesquisador.
“A operação de ônibus dedicados a queimar gás pode tornar-se 100% sustentável, caso essa seja feita direta ou indiretamente com biometano produzido do biogás renovável, zerando as emissões de GEE – gases de efeito estufa – do gás natural veicular (GNV) fóssil.”
Do ponto de vista econômico, Olimpio destacou que o gás natural é adequado para a realidade brasileira.
“No Brasil, são enormes as reservas disponíveis de gás natural. A pré-existência de uma rede para suprimento doméstico do gás natural ajuda a viabilizar o uso do GNV como alternativa financeiramente competitiva.”
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 12 de agosto de 2017

Ônibus Rodoviários de 15 metros agitam mercado

Expresso Nordeste foi uma das grandes empresas a optarem pelo modelo
Montadoras e encarroçadoras  dizem que há filas de encomendas
ADAMO BAZANI
Uma solicitação antiga dos transportadores de passageiros, que só entrou em prática neste ano, a ampliação do comprimento máximo total de ônibus rodoviários de 14 metros para 15 metros, tem sido também um alento para montadoras e encarroçadoras de ônibus em época de crise.
Como os veículos, em uma só viagem, conseguem levar até 16 passageiros a mais, praticamente com os mesmos custos do modelo de 14 metros, a rentabilidade dos donos de empresas de ônibus aumenta. O setor estava preocupado com o aumento dos “espaços não remunerados”,  com mais lugares para pessoas portadoras de deficiência e gratuidades, como a jovens de baixa renda e idosos, determinadas por lei federal.
Em reportagem feita pela jornalista Cleide Silva, de o Estado de São Paulo, alguns fabricantes se manifestaram. O Diário do Transporte também ouviu neste mês representantes de montadoras.
“Quando as leis vão ao encontro do que o setor precisa, há um ganho geral. Enquanto no segmento de ônibus urbanos, há entraves como definições de tarifas e dificuldades de se encontrar uma solução para o custeio das gratuidades, no setor de veículos rodoviários, o ônibus de 15 metros foi o atendimento de uma demanda antiga que pode aquecer o segmento, beneficiando os passageiros” – disse nesta semana o presidente da Volvo Bus Latin América, Fabiano Todeschini, durante lançamento de um veículo urbano novo, evento que teve cobertura do Diário do Transporte. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/08/08/volvo-lanca-novo-modelo-de-onibus-urbano-b8r/
Em outubro do ano passado, o Diário do Transporte divulgou em primeira mão os testes do primeiro modelo nacional de 15 metros. As montadoras já faziam a versão para o mercado externo. O veículo foi justamente um Volvo, com carroceria Marcopolo. Relembre:
Os chassis de 15 metros são fabricados pela Volvo, Mercedes-Benz e Scania.
A Mercedes-Benz apresentou o modelo oficialmente em abril, já com unidades vendidas para grandes empresas como Águia Branca, do Espírito Santo, e Garcia, do Paraná.
O evento teve cobertura do Diário do Transporte. Na ocasião, o diretor de Vendas e Marketing Ônibus da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, disse que a expectativa com o modelo era de expansão deste mercado de ônibus de categoria mais elevada.
“Os ônibus de dois andares 8 x 2, de 14 metros, respondiam por 3% de toda a produção de veículos rodoviários, em especial para turismo de alto luxo e algumas linhas regulares de grande distância. Com este um metro a mais, os ônibus com 4 eixos devem representar 15% do mercado, porque é uma configuração cuja relação custo benefício é maior”  – comenta o executivo. Relembre:
Pela atualização de O Estado de S.Paulo, a Mercedes-Benz já vendeu 24 ônibus de 15 metros, está negociando outros 80 e deve concluir o ano com mais de 200 unidades comercializadas.
A Scania vendeu 152 e deve entregar mais 50.
O preço de cada veículo de 15 metros se aproxima de R$ 1 milhão enquanto a versão de 14 metros custa em torno de R$ 900 mil.
Os empresários de ônibus acreditam que esta diferença de R$ 100 mil facilmente pode se pagar pela maior capacidade de cada veículo. Dependendo da configuração, é possível transportar 69 pessoas num ônibus de 15 metros de dois andares e 53 pessoas num veículo de 14 metros.
Se as montadoras têm registrado bons resultados com os ônibus de 15 metros, as encarroçadoras, consequentemente, também se benficiam.
Dos 541 ônibus rodoviários feitos pela Marcopolo para o mercado interno, segundo a reportagem, metade deste total corresponde a ônibus de 15 metros rodoviários.
A Comil é outra fabricante de carroceria que sente os impactos positivos da versão de 15 metros e já tem negociado lotes maiores, como fez com a Expresso Nordeste, do Paraná.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Mercedes-Benz apresenta novo modelo para o “Caminho da Escola”

Chassi LO916, recebeu adaptações para enfrentar tráfego difícil e atender às exigências do Caminho da Escola
Segundo empresa, modelo LO 916 off-road visa preencher lacuna de micro-ônibus de nove toneladas
ADAMO BAZANI
Desde quando foi lançado em 2007, o programa Caminho da Escola, destinado a facilitar o acesso à educação em áreas mais afastadas dos centros urbanos e com dificuldades de deslocamento, foi responsável pela venda de mais de 30 mil mini-ônibus, micro-ônibus e midi-bus escolares, representando hoje a segunda maior fatia de mercado da indústria de veículos de transporte coletivo no Brasil.
Enquanto os ônibus urbanos, em especial os de 17 toneladas, ocupam em torno de 50% do mercado, os escolares alcançaram 20%. Os cerca de 30% restantes são divididos entre micro-ônibus, fretamento e rodoviários.
Após um ano fraco, que foi 2016, por causa do processo de impeachment envolvendo a então presidente Dilma Rousseff, o Caminho da Escola, que compra o ônibus por meio de licitação pública, sofreu forte retração. Nos sete primeiros meses deste ano, entretanto, na comparação com o período de janeiro e julho de 2016, houve um crescimento de 313%, com 1644 veículos deste tipo vendidos no mercado nacional.
Apesar de toda essa expansão e quantidade de veículos vendida, ainda há necessidade de transporte escolar nas áreas de mais difícil acesso. São comuns em circulação nos dias atuais, ônibus como dos modelos Gabriela, Cisne, Alvorada,
alguns dos anos de 1970 e 1980, transportando sem segurança e conservação estudantes por esse Brasil afora. Isso sem contar quando esse transporte é feito em carrocerias de caminhões e picapes, sendo ainda mais perigoso.
Também há uma lacuna no segmento de micro-ônibus de 9 toneladas, configurado para o transporte de 44 alunos. E é justamente nesse segmento que a Mercedes-Benz investiu.
Por isso que lança o modelo LO 916 off-road categoria ORE – Ônibus Rural Escolar 2, de 44 assentos.
O Caminho da Escola entra na oitava fase. Até a atual, a sétima, a categoria era atendida por veículos de 15 toneladas.
Entretanto, com o surgimento da categoria ORE – Ônibus Rural Escolar 3, de 59 lugares, também de 15 toneladas, o ORE -2 deixou despertar tanto o interesse de gestores públicos.
Com o modelo de 9,4 toneladas, a Mercedes-Benz quer conquistar também a faixa do ORE -2.
Até setembro deve ser lançada a licitação para escolher as indústrias fornecedoras de ônibus para o programa
Com LO916 Rural, Mercedes-Benz quer oferecer um ônibus mais leve e competitivo, atendendo a mesma quantidade de estudantes que veículo de 15 toneladas
A Mercedes-Benz hoje atende, em parceria com a Caio ,a faixa ORE 3 de 10,8 metros,  15 toneladas e capacidade para 59 alunos. Trata-se do modelo Caio Foz – Mercedes-Benz OF 15-19 R.
As demais faixas, ORE 1 Micro, ORE 1 Micro 4X4, ORE -2 Médio são atendidas no programa pela MAN Volkswagen, Volare e Iveco.
Dos 30 mil ônibus para o Programa Caminho da Escola, a Mercedes-Benz vendeu até julho, 4003 unidades.
Com o novo modelo, de nove toneladas, a marca sediada em São Bernardo do Campo quer ampliar a participação no âmbito do programa.
Entre-eixos e itens de segurança e conforto são enfatizados pela marca
Entre as características do LO-916R, a Mercedes-Benz destaca o bloqueio automático de diferencial no eixo traseiro; pneu com maior banda, que dá mais estabilidade e auxilia na tração em vias de terra (235/70 R 17,5); freio a tambor com válvula ALB  – sensível à carga, rastreador com extração de dados, limitador de velocidade a 70 km/h, molas parabólicas na dianteira e traseira, além de rodas dianteiras e traseiras com molas parabólicas.  O entre-eixos é de 4,8 metros.
Apesar de o ônibus ser configurado para o Caminho da Escola, pode ser vendido também fora do âmbito do programa.
COMO FUNCIONA O CAMINHO DA ESCOLA:
O Programa Caminho da Escola, criado em 2007, utiliza recursos do FNDE – Fundo Nacional de Educação, do Ministério da Educação, e seleciona por meio de licitação os ônibus e barcos escolares, além de bicicletas, que serão destinados aos estados e municípios.
As especificações técnicas de cada categoria de ônibus são definidas após negociações entre Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, FNDE – Fundo Nacional de Educação, montadoras, encarroçadoras e outros órgãos técnicos.
Cada licitação é uma fase do “Caminho da Escola” e é escolhido apenas um fornecedor para cada categoria: ORE 1 Micro, ORE 1 Micro 4X4, ORE -2 Médio, ORE 3 Grande.
A escolha se dá pelo conjunto completo, ou seja, chassi e carroceria. Assim, para participarem da licitação, encarroçadoras e montadoras firmam parceria e, habitualmente, a proposta é feita pela fabricante do chassi, mas já com a carroceria.
A empresa que vencer em cada categoria terá o direito de vender os ônibus, mas a vitória na licitação não significa comercialização certa dos veículos. Depende da aprovação dos financiamentos e da participação dos estados e municípios.
Categorias são divididas de acordo com porte do ônibus e capacidade
Em linhas gerais, as características de cada categoria são:
Ônibus Rural Escolar – ORE 1: ônibus com comprimento total máximo de 7.000mm, capacidade de carga útil líquida de no mínimo 2.000kg, comportando transportar 23 (vinte e três) passageiros adultos sentados ou 29 (vinte e nove) estudantes sentados
Ônibus Rural Escolar – ORE 1 (4×4): ônibus com tração nos 04 (quatro) rodados (eixo traseiro e eixo dianteiro), com comprimento total máximo de 7.000mm, capacidade de carga útil líquida de no mínimo 1.500kg, comportando transportar 23 (vinte e três) estudantes sentados
Ônibus Rural Escolar – ORE 2: ônibus com comprimento total máximo de 9.000mm, capacidade de carga útil líquida de no mínimo 3.000kg, comportando transportar 31 (trinta e um) passageiros adultos sentados ou 44 (quarenta e quatro) estudantes sentados
Ônibus Rural Escolar – ORE 3: ônibus com comprimento total máximo de 11.000mm, capacidade de carga útil líquida de no mínimo 4.000kg, comportando transportar 44 (quarenta e quatro) passageiros adultos sentados ou 59 (cinquenta e nove) estudantes sentados.
Há três diferentes formas de estados e municípios participarem do programa Caminho da Escola:
– Convênio firmado com o FNDE, que responde por cerca de 80% da procura. É prestada assistência financeira do FNDE no âmbito do Plano de Ações Articuladas – PAR, conforme disponibilidade orçamentária consignada na Lei Orçamentária Anual.
– Linha de crédito do BNDES.
– Recursos próprios do estado ou prefeitura. Neste caso, a administração estadual ou municipal deverá aderir a uma ata de registro de preços em vigência no SIGARP – Sistema de Gerenciamento de Adesão de Registros de Preço.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Pássaro Marron e Litorânea compram 28 ônibus com tomadas USB individuais nas poltronas

Veículos expostos em frente ao Santuário Nacional de Aparecida, um dos principais destinos das empresas
Em breve, veículos estarão operando em linhas a partir do Vale do Paraíba e Norte
ADAMO BAZANI
As empresas de ônibus Pássaro Marron e Litorânea, pertencentes ao mesmo grupo, adquiriram 28 novos veículos para operarem em linhas a partir do Vale do Paraíba e Litoral Norte .
Deste total, 20 ônibus de modelo Marcopolo Paradiso 1050 da Geração 7 foram para Pássaro Marron e oito unidades do Paradiso 1200 foram destinados para a Litorânea.
De acordo com a empresa, pela primeira vez na frota, os veículos oferecem tomadas USB individuais em cada poltrona para recarregar notebooks, tablets, celulares e outros dispositivos móveis.
As poltronas são fabricadas com um material chamado neoprene, um tipo de borracha sintética que não acumula gordura de pele e couro cabeludo e tem limpeza mais fácil e rápida.
Há quatro níveis de inclinação em cada poltrona e os veículos oferecem wi-fi , internet  grátis 4G.
Todos os ônibus também são dotados de quatro bagageiros, cinto de segurança retrátil e ar-condicionado. Os veículos também possuem câmera de ré e outra câmera que exibe ao motorista uma ampla visão interna do salão do veículo.
Os banheiros foram desenhados pela encarroçadora Marcopolo e possuem layouts que racionalizam os espaços e oferecem mais conforto.
Pássaro Marron recebe 20 ônibus
Em nota, o diretor da Litorânea e da Pássaro Marron, Rodrigo Bongiovanni, diz que as empresas seguem com estes investrimentos as atuais tendências de tecnologia para conforto e segurança
“A evolução tecnológica proporciona facilidades e conforto para as pessoas. Com foco no cliente e acompanhando esta evolução, equipamos todas as poltronas com tomadas USB e carros com WIFI. A Pássaro Marron e Litorânea investiram em carros modernos oferecendo mais comodidade e garantindo assim uma melhor viagem”
Os ônibus são de chassi Mercedes Benz .
Os veículos foram levados para o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo,  um dos principais destinos da companhia, para serem benzidos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.