sábado, 19 de agosto de 2017

Itinerário eletrônico: Tecnologia a vista

Fonte: Inbus Transport/Portal Ônibus Paraibanos
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
Vídeos: Kristofer Oiveira

Dos tradicionais tecidos de cor preta, pintados com tintas brancas, da manta de percalini serigrafada, a atual frota de ônibus conta hoje com uma tecnologia moderna na caixa de vista (local onde identifica o destino da linhas) - o itinerário eletrônico, facilitando num alcance visual  o embarque de passageiros nos coletivos.

É comum observarmos no cotidiano de nossas cidades e rodovias, e a começar pela caixa de vista - quer seja para identificar e mostrar nomes de bairros e vilas, cidades e localidades por onde o ônibus passará. O itinerário de ônibus é descrito como um importante item do veículo, pois é ele que mostra o local até onde o mesmo destinará, seja no processo convencional, ou no mais moderno: o do tipo eletrônico.

Dos tempos mais antigos, o itinerário era confeccionado num pano preto com dizeres pintados em branco, e enrolados num tubo sendo manipulado pelo operador (além, é claro, das placas indicativas pintadas, sem uma padronização adequada).

Com o avanço e aplicação de materiais mais modernos, o modelo convencional atualmente é produzido em material percalini (tecido, manta sintética) na cor preta (de largura de 900 mm e comprimento em torno de 1200 mm) sendo na altura (quando visível externamente) 200 mm, enrolados em dois cilindros dispostos paralelamente num mecanismo lateral, ainda acionados manualmente por uma pequena manivela (o mesmo acontecendo para o itinerário numérico).
Modelo convencional: lonado, fundo preto e letras brancas
Para a iluminação é comandado no painel de instrumentos do veículo por acionamento elétrico (com lâmpadas fluorescentes com capacidade de 20 watts - ainda: 1 reator básico de 24 volts e um inversor também de 24 volts) - isto para a configuração urbana.


Aos dizeres são confeccionados em normas padronizadas atendendo aos órgão gerenciadores de transporte nas localidades de atuação do veículo, sendo sua produção feita em processo serigráfico (com aplicação de tinta do tipo silk-screen) - tanto para os modelos rodoviários como urbanos.

Como observamos, as frotas atuais utilizam-se dos itinerários eletrônicos: que são aparelhos que tem a função programada, informando de forma "piscante" o local de destino dos ônibus - tanto nas rodovias como nas cidades.

Existem dois tipos de itinerários eletrônicos: o pioneiro flip dot (ponto que gira) acionados por sensores elétricos através de uma programação específica de um codificador (armazenando as mensagens através de um software baseado em windows) e também o modelo chamado de light dot (pontos luminosos) com led's, que é um diodo que emite uma onda de luz, através de comando elétrico instalado no ônibus monitorado por um chip - ambos procedentes e idealizados pelos americanos.
Ônibus com itinerário eletrônico do tipo flip dot

Também são apropriados para mensagens de caráter informativo como horário, via de acesso, dizeres associados a datas comemorativas entre outros.

Primeiro itinerário eletrônico é apresentado em 1975 pelos americanos

Originalmente, o itinerário eletrônico foi apresentado pela primeira vez nos Estados Unidos em uso no transporte coletivo urbanos (ônibus) numa conferência da APTA - American Public Transit Association ( Associação Americana de Transportes Públicos) em outubro de 1975. Caraterísticas técnicas: possuía 8 polegadas de altura e 12 caracteres.

Anteriormente, o registro descreve que a utilização deste tipo de display que emite luz através de comando eletrônico, é de um sistema aplicado numa estação de trem metropolitano de Nova York - no NYCTA, New York City Transit Authority, no início de 1974 apresentado pela idealizadora do projeto: a Luminator.
Itinerário eletrônico Luminator mod. GTI max (112 colunas) num ônibus da New Flyer (anos 80)
O principal objetivo do novo equipamento era de alertar os usuários daquela estação de embarque/desembarque e localização através de mensagens piscantes num painel eletrônico inserido nas plataformas. O primeiro itinerário eletrônico foi do tipo "flip dot" - fabricado pela empresa canadense F-P Eletronics, fornecidos somente à Luminator americana.

O modelo light dot também foi apresentado nos Estados Unidos na cidade americana de Atlanta pela MARTA  - Metropolitan Atlanta Rapid Transit Authority em maio de 1977 com 4.1 polegadas por altura / 104 mm e 15 caracteres - num ônibus Grumman da Marta, perfixo 864. Aos americanos, todo sistema de transporte público é padronizado com itinerário eletrônica.

Primeiro itinerário eletrônico americano do tipo led's (15 caracteres), Grumman, Atlanta , EUA em 1977

Visualização do itinerário eletrônico tem princípios da comunicação visual

Como um instrumento, o itinerário eletrônico segue instruções de normas de comunicação visual que compreende a cada polegada de altura tem que ser observada a 50 pés de altura que resultam no urbano uma letra com 165 mm.

Ônibus com display eletrônico, linha e destino juntos
Se comparados ao modelo convencional, o itinerário eletrônico apresenta melhor visibilidade, principalmente no período noturno, onde é observado a uma distância maior o destino e a linha do ônibus.

A mais de uma década no Brasil

O itinerário eletrônico foi apresentado aqui no Brasil fazem 20 anos pela encarroçadora Thamco numa exposição de ônibus realizada em 1993. A empresa carioca Breda Rio foi a primeira empresa do país a utilizar o novo sistema em ônibus em 1996.

O equipamento foi importado dos Estados Unidos pela empresa Danval e o modelo era o flip dot.

Caraterísticas do modelo light dot (FRT):

- Aplicação em ônibus urbanos e rodoviários, micro-ônibus e vans.

- Unidade de controle em formato ergonômico e de fácil utilização, com apresentação de roteiros e mensagens.

- Capacidade de armazenamento de 1.000 mensagens com até 45 caracteres cada.

- Mensagens de “Bom Dia”, “Boa Tarde” e “Boa Noite”, selecionadas automaticamente de acordo com o horário.

- Mensagens de emergência (“Assalto”, “Chame a Polícia”) acionadas sempre que o motorista identificar alguma ameaça a bordo.

- Mensagens institucionais pré-programadas.

- Programação simples, em ambiente Windows, por meio de software específico e de fácil utilização.

- Iluminação própria, sem lâmpadas.

- Disponíveis nas cores branco, verde e laranja.

- Alguns modelos possibilitam textos em duas linhas.

- Baixo consumo de energia, variando de 30 a 80 watts, dependendo do porte do painel. 

- Tensão de alimentação com variação de 10 a 30 Vdc.

E atualmente os itinerários eletrônicos não são utilizados somente na vista principal do ônibus. Nos veículos urbanos, os itinerários auxiliares dianteiros, laterais, traseiros e até mesmo os internos, podem ser eletrônicos.
Vista principal e auxiliar eletrônica
Itinerário interno
Itinerário traseiro
Lateral

As principais fabricantes de itinerário eletrônico do mercado nacional são:

Dimelthoz
FRT
Inova
Mobitec
Translux
SetBus
Lamix


Terceira comissão da Câmara aprova fretados em faixas de ônibus em São Paulo

Segundo vereadores e associações de empresas, fretados ajudam no trânsito
Prefeitura se manifestou contrária ao projeto
ADAMO BAZANI
A comissão da Câmara Municipal, que cuida dos assuntos relacionados ao trânsito e transportes na capital paulista, aprovou projeto de lei 1021/2017, de autoria do vereador Eduardo Tuma, que permite o tráfego de vans, micro-ônibus e ônibus de fretamento nas faixas de ônibus urbanos e metropolitanos, que deixaram de ser exclusivas com a liberação para os táxis desde setembro de 2014.
De acordo com o projeto, os veículos de fretamento são transporte coletivo, apesar de privados, e podem ajudar na diminuição da frota de automóveis particulares, melhorando o trânsito e a poluição no município.
A aprovação vem ao encontro de sugestão de entidades como Fresp e Transfretur, que reúnem empresas de fretamento.
Pela proposta, seriam liberadas vans que transportam a partir de nove pessoas, além de micro-ônibus.
Duas comissões da câmara já aprovaram o projeto de lei, a Comissão de Política Urbana Metropolitana e de Meio Ambiente e a Comissão de Administração Pública.
A tramitação continua na Câmara. Entretanto, de acordo com o parecer desta quarta-feira, 16, a prefeitura já se mostrou contrária à liberação dos veículos fretados nas faixas para ônibus urbanos e metropolitanos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

EXCLUSIVO: Compra de novos ônibus não poluentes está travada em São Paulo, mesmo após anúncio da prefeitura

Ônibus elétrico anunciado por Doria para começar a operar em 31 de julho não recebeu ainda autorização para operar no Brasil, segundo SPTrans.
Empresas de ônibus dizem que não receberam nenhum retorno concreto do poder público sobre investimentos. SPTrans alega que veículo elétrico apresentado por Doria não foi liberado no País
ADAMO BAZANI
A questão dos ônibus menos poluentes em São Paulo tem sido marcada mais por discursos do que por ações de fato.
Conforme o Diário do Transporte noticiou nesta quinta-feira, a audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo sobre um novo cronograma de substituição da frota de ônibus a diesel por modelos que emitem uma quantidade menor de poluentes foi marcada por polêmicas, informações desencontradas e números conflitantes sobre a poluição gerada pelos atuais veículos do transporte coletivo municipal. Relembre:
Enquanto toda a discussão ocorre ainda sem nenhuma definição, a compra de 60 ônibus elétricos que não emitem poluentes durante a operação está travada.
Diário do Transporte apurou que nada na prática avançou depois do anúncio feito pelo prefeito João Doria e pelo secretário de mobilidade e transportes, Sergio Avelleda, em 14 de julho, sobre a compra de 60 ônibus elétricos à bateria pela Ambiental Transportes Urbanos e a instalação de uma estação de recarga na garagem com energia elétrica gerada por energia solar.
Nem mesmo o único veículo apresentado naquele dia, um ônibus com carroceria Caio e chassi da empresa chinesa BYD, feito em Campinas (SP), está circulando. Assim, anunciado como o primeiro ônibus elétrico fabricado no Brasil para operar comercialmente em São Paulo, o veículo não opera, além de não ser o primeiro ônibus brasileiro com tração elétrica. A promessa era que o veículo ganharia as ruas em 31 de julho, inclusive gravada em vídeo pelo prefeito e divulgada em sua página no Facebook.  “Tecnologia chinesa já produzida aqui no interior de São Paulo, e a nossa capital passa a utilizar este ônibus, já na primeira experiência, a partir de 31 de julho. Autonomia de 300 quilômetros, carrega bateria em quatro horas, tem wi-fi, ar-condicionado, acessibilidade, conforto interno” – disse há mais de um mês, Doria sobre algumas das características do ônibus.
Relembre:
“As empresas de ônibus estão dispostas a investir em tecnologias não poluentes para a cidade de São Paulo, mas a SPTrans não autorizou a compra destes veículos e não sinalizou nada a respeito da remuneração dos investimentos e as especificações técnicas e operacionais. Não houve nenhum retorno por parte da SPTrans. As empresas de ônibus querem uma frota mais limpa, mas não podem agir sozinhas. São investimentos altos para comprar estes ônibus e adequar a infraestrutura da garagem, precisa  haver uma segurança e uma formalização a respeito da remuneração sobre estes investimentos” – disse ao Diário do Transporte, o presidente do SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo, Francisco Christovam. A entidade representa as companhias de ônibus do subsistema estrutural da cidade, correspondente às linhas que contam com os veículos de maior porte e passam pela região central.
A SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora dos serviços de táxi e ônibus na cidade, informou ao Diário do Transporte, por meio de nota, que o ônibus apresentado ainda não está liberado para  circular comercialmente no País porque não foi homologado
A SPTrans informa que está pendente, por parte da fabricante de carroceria do ônibus elétrico, a documentação necessária para liberação do veículo no país, conforme preveem as leis de trânsito vigentes.
 Sem tais documentos, não é possível emplacar o veículo, bem como a emissão dos seus documentos por parte do Detran-SP, que permitirão que ele opere regularmente na cidade de São Paulo.
Por este motivo que o modelo tem ainda placas de identificação verdes e não vermelhas, como nos demais ônibus.
A SPTrans foi questionada pelo Diário do Transporte sobre a informação das empresas de que não teria  havido ainda negociação quanto à infraestrutura, remuneração do investimento nos veículos e na estação de carregamento que capta energia solar e transforma em energia elétrica. Mas a gerenciadora não respondeu a estes pontos, assim como não se pronunciou sobre o questionamento a respeito de haver ou não previsão de ampliação da rede de trólebus.
GÁS NATURAL TAMBÉM NÃO FOI LIBERADO:
Outro veículo que é considerado menos poluente que um ônibus convencional movido a óleo diesel é uma unidade a gás natural que está na garagem da companhia Viação Gato Preto, da zona Sudoeste, da Capital Paulista.
O ônibus esteve em demonstração pela fabricante em outras cidades brasileiras, mas ainda não recebeu autorização da SPTrans para ser testado em São Paulo.
Confira:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nova planilha de custos dos transportes urbanos e metropolitanos no Brasil será lançada na segunda-feira

Ônibus mudaram, assim como linhas e tecnologia. Mas forma de calcular as tarifas continuam as mesmas.
Até agora, principais sistemas se baseiam em metodologia criada em 1980 e que passou por poucas atualizações, podendo ter provocado valores distorcidos nas tarifas
ADAMO BAZANI
Em 1980, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tinha 121,2milhões de habitantes. Hoje, a estimativa do IBGE é que este número já ultrapassou 208 milhões.
Em 1980, segundo o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, o Brasil tinha 9 milhões 900 mil 439 veículos, dos quais, 142.375 eram ônibus. Hoje, segundo o Denatran, são mais de 94 milhões, sendo que 601.552 são ônibus e 383.325 são micro-ônibus.
Em 1980, a moeda no Brasil era o Cruzeiro e a inflação acumulada foi de 110,24%, segundo o IBGE. Hoje, a moeda é o Real e, nos últimos 12 meses (julho de 2016 a julho de 2017), de acordo com o IBGE, o índice de inflação (divulgado em 09 de agosto) é de 2,71%.
É possível perceber que de 1980 até agora, muita coisa mudou na economia, na sociedade e na mobilidade. Entretanto, a planilha usada pela maioria dos municípios brasileiros para calcular as tarifas de ônibus, teve pouquíssimas alterações.
Esse fato pode ter gerado por décadas uma distorção no cálculo do quanto os passageiros pagam e no total que as empresas recebem como remuneração.
Nesta segunda-feira, 21 de agosto de 2017, a ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos apresenta, em São Paulo, uma nova planilha de custos dos serviços de ônibus no Brasil. O documento conta com uma nova metodologia e relaciona 36 itens básicos que causam impacto nos custos de prestação de serviços de transportes.
A maior parte dos municípios brasileiros hoje ainda elabora suas planilhas de tarifas de ônibus com base na planilha básica do Geipot – Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes, órgão criado na época da Ditadura Militar, em 11 de outubro de 1965 pelo  decreto nº 57.003. Pela lei nº 5.908, de 20 de agosto de 1973, ainda na Ditadura Militar, o Geipot foi transformado na Empresa Brasileira de Planejamento de Transporte, mantendo a mesma sigla.
No ano de 1980, ainda sob o militarismo, foi criada pelo Geipot um método para Cálculo de Tarifas de Ônibus Urbanos. Esta metodologia serviu de orientação para o corpo técnico de diversas prefeituras em todo o País. Somente em 1993, na gestão do presidente Itamar Franco, foi feita uma revisão mais aprofundada dos métodos. Outra atualização veio em 1996, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
De lá para cá, quase nada mudou nos cálculos das tarifas de ônibus.
De acordo com o presidente da ANTP, Ailton Brasiliense, em nota, “a nova metodologia vai dar a transparência que a sociedade sempre exigiu do setor, com informação precisa e detalhada sobre 36 itens e o impacto de cada um deles para o custo total do serviço”.
Uma das inovações da planilha que será apresentada, segundo a ANTP, é que a nova metodologia detalha a forma de remuneração do concessionário (remuneração pela prestação do serviço), que não estava explícito na metodologia antiga. O método permite ainda a definição de matriz de risco para os contratos de concessão do setor.
O lançamento ocorre Espaço Fit Eventos, localizado na Rua Peixoto Gomide, 282, Jardim Paulista, em São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Marcopolo exporta 32 ônibus Viaggio 900 para o Qatar


A Marcopolo fará a entrega de 32 novos ônibus Viaggio 900, que serão utilizados para o serviço de fretamento dos funcionários da Qatar Petroleum, uma das mais importantes empresas de petróleo de Doha, Catar, no Oriente Médio. O fornecimento será feito para QETCO, operador de transporte de serviços de fretamento naquele país.

“Estamos muito felizes por fechar mais este negócio no Catar, resultado de muito trabalho de toda a nossa equipe de exportação. Nossa meta é dar continuidade ao bem-sucedido projeto Conquest de exportação, que permitiu à Marcopolo reconquistar clientes e mercados nessa importante região”, explica Ricardo Portolan, gerente-executivo de Negócios Internacionais da Marcopolo.

Equipados com 49 poltronas do tipo Executiva, os ônibus Marcopolo Viaggio 900 proporcionam mais conforto para os passageiros e contam com vidros colados, sistema de ar-condicionado de alta capacidade e itinerário eletrônico. Com 12.500 mm de comprimento, o modelo é montado em chassi Scania K410 e equipado com computador de bordo e sistema multiplex.

Com moderno desenho, o modelo foi desenvolvido para oferecer o mais elevado padrão disponível no mercado de ônibus intermunicipais. O Marcopolo Viaggio 900 possui tecnologia de alto padrão, oferece grande conforto aos usuários e possui o menor custo operacional e fácil manutenção, com componentes e peças disponíveis em toda a rede Marcopolo.

Internamente, o Viaggio 900 conta com iluminação interna indireta mais forte e uniforme, sem perda do conforto visual. O projeto proporciona um ambiente aconchegante e ao mesmo tempo funcional, de acordo com a aplicação e o serviço.  O veículo possui ainda luzes de leitura em LEDs, saídas individuais de ventilação e teclas dos porta-focus.

Foto: Douglas de Souza Melo.

Secco Consultoria de Comunicação.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Trólebus voltam às ruas em Santos nesta quinta, diz CET. Serviços plenos, na segunda, explica Piracicabana

Veículos têm a vantagem de não poluírem, serem mais silenciosos e com tecnologia já certificada
Peça para compatibilizar VLT e ônibus elétricos teve de ser importada ao custo de R$ 75 mil. É a primeira cidade da América Latina a ter os dois meios de transportes não poluentes operando em cruzamento
ADAMO BAZANI
Os tradicionais trólebus de Santos, no Litoral Paulista, voltam às ruas nesta quinta-feira, 17 de agosto de 2017.
A informação é da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos, gerenciadora do sistema de transportes na cidade.
Os seis veículos elétricos pertencem à Viação Piracicabana, do Grupo Comporte. Ao Diário do Transporte, por telefone, o grupo informou que nesta quinta ocorrerão as primeiras operações, que devem ser integrais a partir de segunda-feira, dia 21, na linha 20, que liga a praça Mauá, no Centro, à praça da Independência, no Gonzaga.
Havendo algum problema técnico, as previsões podem ser alteradas. O início das operações pode ser gradual.
Os serviços de trólebus foram interrompidos há aproximadamente 15 meses para a ampliação do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos entre Santos e São Vicente, meio de transporte que também é elétrico e funciona conectado à rede de fiação aérea.
Em nota, ao Diário do Transporte, a CET informou que Santos se tornou a primeira cidade da América Latina a compatibilizar em cruzamento os dois sistemas de transportes. Para isso, teve ser importado um equipamento da República Tcheca ao custo de R$ 75 mil.
A partir de quinta-feira (17), os trólebus voltam a operar na cidade de Santos, na linha municipal 20. A frota de veículos desse tipo conta com seis exemplares.
No último final de semana foram concluídos os serviços, no cruzamento das avenidas Francisco Glicério x Ana Costa, que possibilitaram compatibilizar sistemas de VLT e trólebus no mesmo trecho – Santos é a primeira cidade da América Latina a realizar a experiência. A peça implementada no cruzamento, a fim de possibilitar a operação entre os dois modais, não existe no Brasil – foi adquirida da República Tcheca (pela EMTU) e custou 20 mil euros.
Nos últimos dias, os testes demonstraram que a operação dos trólebus está dentro dos padrões técnicos de confiabilidade e segurança. Também já foi realizada a inspeção em toda a rede aérea durante os períodos da madrugada. Os veículos foram substituídos por ônibus a diesel durante as obras do VLT naquele trecho, que teve início há pouco mais de um ano.
HISTÓRIA:
Trólebus na época da CSTC. Cidade teve várias linhas
Os primeiros trólebus em Santos começaram a operar em 12 de agosto de 1963. Chegaram inicialmente cinco veículos de um lote de 50 do modelo Fiat Alfa-Romeo Marelli Pistoiese, importados da Itália.
As unidades pertenciam ao poder público por meio do Serviço Municipal de Transportes Coletivos SMTC, que em 1976 foi substituído pela Companhia Santista de Transportes Coletivos – C.S.T.C., também uma empresa pública.
Os atuais seis trólebus operados pela Viação Piracicabana são fabricados pela Mafersa e foram comprados pela – C.S.T.C. em 1987, sendo destinados para a linha 20.
As linhas de trólebus começaram a ter redução significativa na cidade a partir dos anos 1990, quando a C.S.T.C. enfrentava problemas financeiros e de gestão.
De mais de dez linhas, o sistema foi reduzido apenas para o trajeto da linha 20.
Em 1998, com a extinção das operações da C.S.T.C., a Piracicabana assumiu os seis trólebus Mafersa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Justiça determina a redução de 20 centavos em tarifa de ônibus do Rio de Janeiro

Empresas devem ser notificadas
Decisão atende ação movida pelo Ministério Público do Estado, que considerou abusivo reajuste de 2015
ADAMO BAZANI
Em quanto as empresas de ônibus se queixam do congelamento das tarifas determinado pelo prefeito Marcelo Crivella e pelo vice e secretário de transportes, Fernando Mac Dowell, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a redução do valor da tarifa em 20 centavos.
Com isso, pela determinação judicial, o valor deve ser reduzido dos atuais R$ 3,80 para R$ 3,60.
A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pela maioria dos desembargadores (4 votos contra 1), deu provimento ao recurso de apelação proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro – MPRJ contra o acréscimo ao reajuste anual de tarifa de ônibus previsto no contrato de concessão aplicado em 2015.
A decisão obriga a prefeitura a reduzir o valor da tarifa ao estágio anterior ao aumento de 2015, mas com correção. Também são réus no processo o Consórcio Internorte de Transportes, Consórcio Intersul de Transportes, Consórcio Santa Cruz de Transportes e Consórcio Transcarioca de Transportes.
Prefeitura e empresas de ônibus podem recorrer, mas devem obedecer à determinação.
O Ministério Público alega que em 2015, o Município autorizou um novo reajuste da tarifa de ônibus, passando de R$ 3,00 a R$ 3,40, a partir de 1° de janeiro, um acréscimo de R$ 0,20 acima do reajuste de 6,23% contratual. Como justificativa do Decreto 39.707/2014, o Município invocou o artigo 3º, parágrafo único da Lei 5.211/10. A referida norma, no entanto, é apontada pelo MPRJ como inconstitucional, por esvaziar a previsão legal firmada pelo contrato de concessão assinado junto às empresas. Para o MPRJ, a Prefeitura implementou um aumento fora das balizas contratuais com a justificativa de subsidiar a instalação de ar-condicionado nos ônibus e gratuidades.
O valor de R$ 3,60 já é corrigido.
Em nota, o promotor de Justiça Rodrigo Terra disse que o reajuste se baseou em regras anteriores à licitação dos transportes e passou para os passageiros os custos totais de renovação de frota com ar-condicionado, mas a troca dos veículos foi parcial.
“A Municipalidade retrocede com a aprovação do aumento de tarifa em discussão, à época anterior à licitação das linhas de ônibus, em que não se cogitava de transparência da política tarifária e os reajustes pululavam à razão de até três vezes por ano e sempre a índices superiores aos da variação da inflação medida no período respectivo. Outro ponto importante a se salientar é que o Poder Concedente, com o presente aumento, repassou para os usuários, ainda que de forma parcial, os ônus relativos ao incremento da frota com instalação de aparelhos de ar condicionado, o que, efetivamente não ocorreu”,
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes