segunda-feira, 21 de março de 2016

Itapemirim tem 60 dias para escapar da falência

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Itapemirim
Ônibus da Itapemirim, em Guarulhos
Falência também será decretada se credores não aceitarem plano. Neste caso, manifestação é em 180 dias. Empresa já foi a maior do País no segmento de transportes rodoviários
ADAMO BAZANI
A 13ª Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória, no Espírito Santo, aceitou na última sexta-feira, 18 de março de 2016, o pedido de recuperação judicial da Itapemirim e de outras empresas do grupo e deu 60 dias para que um plano de recuperação fosse apresentado. Se isso não ocorrer, a justiça vai decretar a falência da Itapemirim.
Estão incluídas neste plano de recuperação as seguintes companhias: Viação Itapemirim, Transportadora Itapemirim, ITA – Itapemirim Transportes, Imobiliária Bianca, Cola Comercial e Distribuidora e Flecha Turismo Comércio e Indústria.
No plano de recuperação, a Itapemirim deve apresentar maneiras de como vai quitar os seus débitos de R$ 336 milhões e 490 mil e como proporcionar viabilidade e crescimento das companhias.
Deste total, R$ 42 milhões e 700 mil são referentes a encargos trabalhistas.
Após apresentar o plano dentro de 60 dias, os credores terão 180 dias para se manifestar. Caso não aceitem as propostas, a Itapemirim também pode ter falência decretada por este motivo.
A Itapemirim chegou a operar em 70% do território nacional e nos anos de 1980 produziu os próprios ônibus.
O grupo vem realizando demissões desde 2014, mas as dispensas se intensificaram entre o segundo semestre de 2015 e o início deste ano. Todas as empresas do grupo empregam 1 mil 900 pessoas no país.
De acordo com o sindicato que representa os rodoviários no sul do Espírito Santo, somente no estado, a Itapemirim demitiu desde o último dia 18 de fevereiro 150 trabalhadores.
A Itapemirim afirma que o processo de recuperação judicial é para evitar a falência e pede um voto de confiança aos funcionários, mas diz que a situação só será resolvida em médio prazo.
A empresa alega que é vítima da crise econômica que aumentou os custos de operação e diminuiu o lucro e a demanda das linhas.
No entanto, fontes do setor afirmam que a empresa tem sido também vítima de erros administrativos e desacordos entre integrantes da família Cola.
Um destes desentendimentos é entre Camilo Cola, e a filha, Ana Maria Cola, sobre o inventário do patriarca. A disputa está na justiça.
Pessoas ligadas ao quadro de funcionários da companhia ainda alegam que a transferência de ônibus e linhas para outra empresa, a Kaissara, teria sido uma manobra para diminuir o impacto da crise pela qual passa o grupo da Itapemirim.
No dia 4 de junho de 2015, a Itapemirim vendeu 68 linhas interestaduais para a Viação Kaissara entre as quais, trajetos de grande demanda, como São Paulo / Rio de Janeiro, São Paulo / Rio de Janeiro (via ABC Paulista), São Paulo / Curitiba, Rio de Janeiro / Curitiba, Salvador/ Rio de Janeiro, Brasília / Belo Horizonte, Rio de Janeiro / Curitiba.
Em torno de 40% da frota que era operada pela Itapemirim foram assumidos pela Kaissara.
Com a transferência, a Itapemirim manteve 50 itinerários, o que corresponde a 40% de sua atuação anterior.
Kaissara e Itapemirim ainda ocupam as mesmas estruturas, o que leva até mesmo funcionários afirmarem que ainda se trata de um mesmo grupo empresarial. A afirmação, entretanto, é negada por um dos diretores da Kaissara, Fernando Santos, que em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus afirmou que não há sócios em comum entre as duas empresas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 19 de março de 2016

HISTÓRIA: Scania 113 e o famoso Boi Bandido

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

onibus
A Série 3 da Scania foi uma das mais importantes da marca. Modelo conhecido popularmente como “Boi Bandido” era tão forte que possuía oito marchas, saindo tranquilamente já em segunda.
Série 3 da Scania representou inovações no mercado, possibilitando evolução no segmento de transportes de passageiros
ADAMO BAZANI
Para quem admira ou atua na área de transportes há alguns anos, o ronco é inesquecível! Saudosistas ou não, todos que viveram os transportes a partir dos anos de 1990, sejam passageiros, operadores ou frotistas, têm na memória o possante barulho dos motores da Série 3, da Scania.
Seja pelo nível de ruído ou pelo som característico, até mesmo quem não entendia quase nada de ônibus sabia quando um Scania se aproximava.
É claro que o setor de transportes não pode parar no tempo. Atualmente, com cidades e rodovias tomadas por um número maior de automóveis, o nível de ruído é uma das preocupações cada vez mais importantes para o conforto de motoristas, passageiros e das demais pessoas por onde os veículos de transporte coletivo passam, mas há quem garanta que o ronco forte do motor chega a ser apaixonante.
A série 3 da Scania, a 113 foi lançada em 1991, trazendo inovações como  maior gama de chassis com diferentes distâncias entre-eixos, transmissão traseira reforçada, caixas de câmbio renovadas e motores com maior potência e torque,  respeitando as legislações ambientais da época. Os motores de ônibus da série 3 da Scania tinham potências que variavam de 203 cavalos a 362 cavalos. Um ganho significativo em relação a série 2,  a 112, também emblemática, cujas potências variavam de 202 cv a 331 cv.
Os números podem parecer modestos diante dos modelos hoje da Scania, que possuem potências entre 250 cavalos e 440 cavalos. Mas tanto a série 2 como a série 3, representaram um importante avanço para indústria de transportes coletivos, em especial no segmento de ônibus pesados.
Já na Série 3, o chassis de ônibus da Scania tinham uma nova lógica de nomenclatura já adotada parcialmente pela série 2 dos anos 1980, quando as letras antes e depois do 113 representavam configurações diferentes. Em resumo, as letras K e L na frente do 113 significam que o motor é traseiro e as letras S e F que o motor é dianteiro. Já as letras após o número têm outros significados. A letra L quer dizer que a direção é à esquerda, que é o padrão usado no Brasil. É importante ressaltar que os 113 foram usados em outros países. Já a letra C significa ônibus convencional e a A articulado. A letra T remete a três eixos. A letra H indicava “suspensão alta” ou “fora de estrada”
Exemplos:
K113 CL – ônibus de motor traseiro convencional dois eixos. (203 cv / 303 cv / 320 cv / 354 cv / 362 cv)
k113cl


K113 TL – ônibus de motor traseiro convencional de três eixos. (303 cv / 320 cv / 354 cv / 362 cv)
k113tl


L113 CL – ônibus de motor traseiro “inclinado”, configuração que otimizava espaço interno.  (220 cv / 303 cv / 354 cv)
l113cl


S113 CL – ônibus de motor dianteiro com balanço dianteiro curto – porta dianteira depois da roda. (203 cv / 303 cv)
s113
s113cl


S113 AL – ônibus articulado de motor dianteiro com balanço dianteiro curto – porta dianteira atrás da roda.  (310 vc)
s113al



F113HL – ônibus de motor dianteiro convencional, suspensão alta. (203 cv / 220 vc / 303 cv 310 cv)
f113cl
A FORÇA DO BOI BANDIDO:
Popularmente, o boi bandido é o mais forte do rebanho, o qual não é qualquer um que consegue controlar.  O apelido recebido pelo Scania 113 calhou bem.
Tanto na versão de dois eixos, mas principalmente na de três eixos, o veículo possuía oito marchas para frente.  O segredo não era apenas a potência, mas o torque elevado.
Na manopla do câmbio, existia uma tecla que quando acionada para baixo permitia o engate da 1ª à 4ª marcha. Para cima, o motorista acionava da 5ª à 8ª marcha.
O motor tinha um arranque tão forte que os motoristas costumavam sair em segunda marcha na maioria das vezes.
Veja o vídeo que mostra a operação do “Boi  Bandido”:

O ronco do “Boi Bandido”

Faça uma viagem e ouça o som de um ônibus urbano Scania F113HL:

Ônibus Scania K113 CL com “pente” na turbina:

Motor Scania 113 funcionando fora do chassi:

Motor de L113 em funcionamento num ônibus urbano:

Motor K113 em funcionamento:

Em 1998, a série 3 da Scania era descontinuada, no entanto, foi uma das mais importantes não apenas para Scania, mas para evolução dos transportes e cabe aqui aoBlog Ponto de Ônibus deixar esse registro.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Após polêmica, Viação Cometa retira do ar campanha sobre transporte pirata com ônibus histórico da empresa

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Flecha Azul
Flecha Azul foi marco nas estradas brasileiras e até hoje a imagem do veículo é relacionada à Viação Cometa.
Com o objetivo ou não, a polêmica da postagem acabou levantando também discussões sobre o transporte pirata, não apenas criticando a concorrência desleal para com as empresas de ônibus regulares e a falta de segurança para passageiros e demais motoristas nas estradas, com ônibus antigos e muitas vezes mal conservados.
Alguns internautas chegaram a comentar sobre o que o setor de transporte rodoviário pode fazer para evitar a pirataria, seja através de um melhor atendimento para o passageiro e promoções nas tarifas.
Outra questão também levantada pelos internautas é que os transportadores piratas só têm acesso aos veículos por causa de uma cultura dos empresários que vendem os ônibus para qualquer interessasdo.
Em diversos países, inclusive da América Latina, os empresários de ônibus usam os veículos até o final da vida e depois não repassam para outros operadores.
Em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus, no dia 8 de setembro de 2015, por exemplo, o diretor de serviços da Scania no Brasil Fábio Souza disse que a cultura dos empresários nos outros países da América Latina tem algumas diferenças em relação aos do Brasil.
Ele atuou pela marca no México e disse que dentro do período de dez anos, os ônibus são usados pelos frotistas em diferentes aplicações, mas depois não são repassados para os alternativos, virando sucata.
“No México, por exemplo, há muitas necessidades semelhantes com as do Brasil. Mas também há um perfil diferente do frotista de lá. O mercado é muito mais fechado. São cinco ou seis grupos empresariais de ônibus rodoviários, advindos de famílias. Há uma espécie de acordo de cavalheiros nas regiões de operação e para fechar ainda mais o mercado, não dando brechas para alternativos, quando o ônibus completa dez anos de uso, ele vira sucata, é desmontado ou fica encostado na garagem. Não se vende ônibus com mais desta idade por lá. O que ocorre é nestes dez anos o ônibus, vai mudando dentro de categorias de serviços criadas pelos próprios grupos empresariais.” – contou. – Veja a matéria completa em:https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2015/09/08/segmentar-para-servir-bem/
O Flecha Azul foi um dos veículos que mais fizeram sucesso na história da Cometa, quando ainda era sob a direção da família Mascioli, do fundador Tito Mascioli.
O modelo foi produzido pela CMA – Companhia Manufatureira Auxiliar, de propriedade da Cometa, entre os anos de 1982 e 1999. O modelo foi uma continuidade dos “Dinossauros”, feitos pela Ciferal desde os anos de 1970 e projetado por uma parceira com a Cometa. Os Dinossauros por sua vez foram inspirados no GMPD 4104, o Morubixaba, cujas unidades foram adquiridas pela Cometa em 1954, trazendo um diferencial competitivo, em especial para a linha Rio – São Paulo.
Em alusão aos 65 anos da Cometa, comemorados em 2013, a empresa restaurou um Flecha Azul, realizando viagens especiais.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 18 de março de 2016

Volvo apresenta ônibus híbrido articulado em Curitiba

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

híbrido
Ônibus possui sistema que reduz velocidade em áreas de pedestres
Testes começam na próxima semana na linha Interbairros II e fazem parte de cooperação internacional
ADAMO BAZANI
A Volvo e a prefeitura de Curitiba, no Paraná, apresentaram nesta sexta-feira, 18 de março de 2016, um ônibus elétrico híbrido articulado que vai ser testado a partir da próxima semana com passageiros na linha Interbairros II.
Os testes vão durar aproximadamente seis meses. O veículo éd equipado com wi-fi e ar-condicionado. Além disso, conta com um sistema que permite definir e limitar a velocidade do veículo em locais com alto fluxo de pedestres. Mesmo que o motorista tente acelerar, na região determinada por programa de computador e informada pelo GPS, o ônibus não passará da velocidade programada.
O HibriPlus, como é chamado pela montadora, faz parte de um acordo entre a administração de Curitiba e a Suécia para o desenvolvimento sustentável na capital paranaense. O entendimento envolve a prefeitura de Curitiba e a Volvo dentro do “Smart City Concept in Curitiba” para a modernização da mobilidade sustentável.
No haverá custos para cidade durante os testes.
h-vovl
Configuração permite lotação de 154 passageiros Foto: Everson Bressan/SMCS
É a segunda fase do desenvolvimento do projeto de eletromobilidade da Volvo na América do Sul. Ainda neste ano, deve ter início a terceira fase, também em Curitiba, que contará com modelo de ônibus que opera em 70% do tempo no modo elétrico.
A primeira fase do projeto foi o início da produção e comercialização do híbrido convencional no Brasil, em 2012.
O modelo apresentado nesta sexta-feira tem capacidade para 154 passageiros.
Segundo a prefeitura de Curitiba,  “a Interbairros II é uma linha circular que transporta por dia 34,5 mil passageiros e faz um trajeto de 42,7 quilômetros passando por 17 bairros – Campina do Siqueira, Batel, Água Verde, Portão, Novo Mundo, Xaxim, Hauer, Jardim das Américas, Jardim Botânico, Tarumã, Hugo Lange, Cabral, São Lourenço, Bom Retiro, Pilarzinho, Vista Alegre e Mercês.  A operação do novo ônibus, como o restante da frota, será monitorada no Centro de Controle Operacional (CCO) da Urbs (Urbanização de Curitiba As. – gerenciadora do sistema).”
O ônibus híbrido articulado será seguido por um veículo, também articulado movido a diesel, circulando nas mesmas condições de operação.
O objetivo é comparar o desempenho e as emissões dos dois ônibus.
O conjunto de dados será monitorado pelo sistema de gerenciamento de frotas da Volvo, que vai oferecer em informações como o consumo de combustível, emissão de poluentes, horas rodadas, velocidade média e aproveitamento das frenagens para recarga da bateria e do motor elétrico.
Em nota, a Volvo explica que o modelo, desenvolvido na Suécia, tem tecnologia de emissões Euro 6 já adotada na Europa. Confira:
Redução de emissões
 O híbrido articulado possui tecnologia de emissões Euro 6. Isso significa que a tecnologia de emissões Euro 6, somada à tecnologia híbrida, emite até 39% menos CO2 e 50% menos material particulado (fumaça) e NOx (óxidos nocivos à saúde) que os veículos similares Euro 5 movidos à diesel.
O modelo é equipado com dois motores, um elétrico e outro a diesel, que funcionam em paralelo ou de forma independente.  O veículo opera em modo 100% elétrico durante as arrancadas e quando está parado nos semáforos ou pontos de embarque e desembarque, momento em que não há emissão de poluentes e ruído.
 A bateria do motor elétrico é recarregada durante as frenagens do veículo. Cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar a bateria.  Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado.
 Tecnologia consolidada
 A tecnologia híbrida Volvo já está consolidada mundialmente. De 2010, quando começarem a ser produzidos em escala comercial, até hoje, mais de dois mil ônibus já foram vendidos. Os híbridos circulam em 21 países e cidades como Londres, Edimburgo, Viena, Estolcomo, Gotemburgo e Bogotá.  O modelo articulado pode ser visto em circulando em cidades como: Budapeste, na Hungria; Hamburgo, na Alemanha; e Sundsvall, na Suécia.
 Smart City Concept
 O “Smart city concepts in Curitiba” é um projeto no formato triple helix, ou seja, com a atuação conjunta do município, universidades e instituições privadas, para a promoção de soluções inovadoras que ajudem a melhorar a qualidade da vida urbana.
O PRIMEIRO HÍBRIDO DO BRASIL:
híbrido
Primeiro ônibus híbrido (elétrico/diesel) a circular no Brasil em 1999.
O primeiro ônibus elétrico híbrido no Brasil começou a operar em 1999 no Corredor Metropolitano ABD, entre as zonas Leste e sul de São Paulo, passando pelo ABC Paulista .
A tecnologia foi desenvolvida pela empresa brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo. Inicialmente a Volvo deveria ser parceira, tanto é que é unidade foi desenvolvida sobre o veículo de chassi B10M, da marca, mas depois acabou saindo do projeto e a Mercedes-Benz se tornou parceira da empresa brasileira.
O ônibus contou com motor elétrico da WEG e, diferentemente do modelo da Volvo, que é híbrido paralelo, o modelo desenvolvido em São Bernardo do Campo é híbrido em série, ou seja, o motor a combustão não serve para movimentar o veículo e sim apenas para gerar energia para o motor elétrico. A Moura ficou responsável pelo fornecimento de baterias de chumbo-ácido.
A Eletra diz que o motor a diesel menor que as versões convencionais usados para a tração do veículo garante uma redução de até 95% na emissão de materiais particulados.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 17 de março de 2016

Mercedes-Benz anuncia vendas acumuladas de mil ônibus superarticulados no Brasil

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

onibus
São Paulo reúne em torno de 800 dos mil superarticulados comercializados pela Mercedes-Benz
Veículo foi lançado em outubro de 2012 e está presente em sistemas de alta capacidade
ADAMO BAZANI
A Mercedes-Benz divulgou agora há pouco que comercializou em todo país mil unidades do ônibus superarticulado de 23 metros de comprimento e quatro eixos desde a apresentação do modelo ao mercado.
O veículo foi lançado em outubro de 2012 como uma solução intermediária entre os ônibus articulados de 18,6 metros e os biarticulados de 28 metros.
São duas versões: O 500 UDA Low Entry (piso baixo) e O 500 MDA (piso alto). Dependendo da configuração interna, cada ônibus pode transportar 200 passageiros.
O milésimo ônibus irá circular na cidade de São Paulo, que reúne a maior frota deste modelo em todo o país, de acordo com o diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa, em nota à imprensa especializada, como oBlog Ponto de Ônibus. Ele também conta que o modelo é indicado para o sistema projetado pelos editais de licitação de São Paulo, que ainda depende do TCM – Tribunal de Contas do Município, para ser continuada:
“A cidade possui mais de 80% dos superarticulados vendidos pela Mercedes-Benz no mercado brasileiro. Aliás, estes ônibus atendem, desde já, às diretrizes da reorganização do sistema de transporte coletivo urbano da cidade de São Paulo. No que se refere aos veículos, haverá uma maior demanda por ônibus de grande porte, como o nosso superarticulado, modelo já amplamente aprovado na capital paulista”.
O executivo também contou que o Rio de Janeiro vai receber mais unidades do veículo.
“Em 2016 serão 100 unidades do veículo para atender principalmente o grande volume de pessoas e importantes eventos que acontecerão na cidade”
Segundo a Mercedes-Benz, a marca detém a maior parte do mercado de segmento urbano.
“a Mercedes-Benz está presente de forma absoluta nos sistemas de transporte coletivo urbano no País, com cerca de 70% de participação, seja em corredores e faixas exclusivas ou em linhas alimentadoras e distribuidoras. Dos superarticulados aos veículos do tipo padron, básicos e micro, os ônibus da marca proporcionam conforto e segurança aos passageiros e motoristas. Ao mesmo tempo, oferecem reduzido custo operacional, robustez e resistência, assegurando rentabilidade para os clientes e eficiência para os gestores do transporte. Os ônibus superarticulados da Mercedes-Benz circulam hoje, de forma intensa, nos principais sistemas BRT do Brasil. Entre eles, o Expresso Tiradentes, de São Paulo; a Transoeste e a Transcarioca, no Rio de Janeiro.”
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 16 de março de 2016

MAN/ Volkswagen apresenta micro-ônibus com piso baixo 8-160 OD

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

onibus
Primeiras unidades serão vendidas para o Caminho da Escola, mas modelo também é para transporte público urbano.
Primeiras unidades serão entregues para o programa Caminho da Escola
ADAMO BAZANI
A fabricante MAN Latin America apresentou o primeiro micro-ônibus Volksbus 8.160 OD com piso baixo. O veículo também conta com suspensão pneumática.
As primeiras unidades já estão encomendadas para o programa Caminho da Escola, do governo federal, e devem ser entregues ao longo deste ano. Ao todo devem ser 250 veículos.
Diferentemente de outros modelos utilizados no programa, os veículos serão destinados não para vias rurais, mas para áreas urbanas de difícil circulação.
De acordo com a MAN, mesmo tendo piso baixo, o veículo pode trafegar nas zonas urbanas de acesso mais difícil por características como comprimento máximo, o ângulo de ataque e de saída, ou seja, o desenho de inclinação na frente e atrás possibilitando enfrentar áreas íngremes, valetas e desníveis.
O chassi pode receber carrocerias com, no máximo, 7,7 metros de comprimento e o entre-eixos é de 5 metros. O motor é o Cummins ISF de 3,8 litros e o sistema utiliza o fluido Arla 32 para cumprir a atual legislação de redução de emissões. A transmissão é ZF S5 420, de 5 marchas.
O chassi também é indicado, segundo a MAN, para linhas alimentadoras e distribuidoras de baixa demanda, como sistemas locais e serviços de cooperativas.
Dependendo da configuração, o micro-ônibus pode ter portas em ambos os lados e acomodação de até três boxes para cadeiras de rodas.
Continua no mercado outro chassi de pequeno porte da marca com piso baixo, o 9.160 OD, também com suspensão pneumática.
O modelo foi inicialmente desenvolvido para o programa Caminho da Escola e depois utilizado em transporte urbano. O motor, a transmissão e o sistema de redução de poluição são os mesmos que os usados no irmão menor e mais novo 8-160 OD.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

MP-RJ pede suspensão do edital de licitação para linhas intermunicipais

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou à 5ª Vara De Fazenda Pública a suspensão da publicação do edital de licitação para as linhas intermunicipais do estado. Entre as alegações do promotor de Justiça Alberto Flores Camargo, está a não formulação de um projeto básico que deveria ser discutido em audiências públicas.
“As audiências públicas para foram realizadas sem que estivesse plenamente formulado o Estudo da Fundação Getúlio Vargas mencionado no Ofício nº 861/2014 – PRES/DETRO/RJ que o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro – Detro-RJ encaminhou a este Juízo e sem que existisse um projeto básico para a licitação que se pretendia discutir, menos ainda uma minuta de edital que pudesse servir de norte para os debates”, afirmou o promotor na ação.
Objetivos da concessão
De acordo com a publicação em Diário Oficial, o objetivo da concessão seria o de melhorar a qualidade do transporte de passageiros, estabelecer um contrato com regras claras, direitos e deveres bem especificados, garantia aos usuários de melhores serviços e, ao poder público, de melhores instrumentos de fiscalização e controle do sistema.
O projeto prevê a licitação para empresas ou consórcios por 20 anos e maior integração com os demais modais, racionalizando os trajetos e melhorando o serviço aos usuários. As empresas ou consórcios interessados em participar da licitação deverão cumprir as exigências de qualificação técnica estabelecidas pelo governo do estado e a concorrência será definida pelo maior valor de outorga.
O prazo da concessão do edital é de 20 anos. É permitida a prorrogação por no máximo mesmo período, desde que comprovada a prestação adequada do serviço concedido e caso haja interesse do Detro.

Resposta do Detro
Por meio de nota, o Detro informou que não foi notificado sobre decisão da 5ª Vara de Fazenda Pública referente à possível suspensão da publicação do edital. O Detro esclarece que, durante os meses de outubro e novembro de 2015, foram realizadas pelo Governo do Estado 12 audiências públicas, abrangendo todas as regiões do estado do Rio. As audiências contaram com a participação de 1.129 pessoas, entre usuários dos ônibus intermunicipais, administradores públicos, entidades patronais e laborais.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/03/mp-rj-pede-suspensao-do-edital-de-licitacao-para-linhas-intermunicipais.html