quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Expresso Guanabara compra 80 unidades do Paradiso 1200 da Marcopolo

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Ônibus
Ônibus Marcopolo Paradiso adquirido pela Expresso Guanabara. Veículos são de chassi Mercedes-Benz. Foto: Gelson Mello da Costa/Divulgação
Veículos são para linhas interestaduais
ADAMO BAZANI
A Marcopolo anunciou nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2015, que a Expresso Guanabara, empresa com sede em Fortaleza, comprou 80 unidades do modelo Paradiso 1200 Geração Sete.
Os veículos são para fazer rotas regulares interestaduais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.
Os ônibus têm 14 metros de comprimento, possuem três eixos, e capacidade para 46 passageiros. Com chassi Mercedes-Benz O 500 RSD 2436, os veículos possuem poltronas semileito 1060 Super Soft com espuma viscoelástica no encosto de cabeça, sistemas de ar-condicionado, de áudio e vídeo, toalete e geladeira.
Em nota, o diretor de operações comerciais da Marcopolo, Paulo Corso, diz que a transportadora tem ônibus com baixa idade-média.
“A Expresso Guanabara é uma das maiores empresas de transporte rodoviário do Brasil e mantém uma política de renovação constante da sua frota formada por cerca de 400 veículos com idade média de apenas dois anos. Isso garante mais conforto, segurança e elevado padrão de tecnologia para os seus usuários”. – disse Paulo Corso.
Segundo nota da fabricante, “a Expresso Guanabara entrou em operação em 1º de agosto de 1992 e hoje opera em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal, atendendo a mais de mil localidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil com cerca de 200 linhas. Realiza em torno de 400 viagens por dia e transporta, em média, 500 mil passageiros por mês, percorrendo quase 7 milhões de quilômetros em igual período.”
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Senado aprova “reoneração” para viações e fabricantes de ônibus

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus
Ônibus urbano. Setores relacionados aos transportes, como viações e produção de ônibus, vão pagar alíquota maior por causa do ajuste fiscal da equipe de Dilma.
Aumento da carga tributária faz parte do ajuste fiscal do Governo Dilma por causa da crise econômica, nas contas públicas e para agora abrir caminho para a “agenda positiva”.
ADAMO BAZANI
Sob a pressão do ponto de vista econômico por parte do Governo Federal para tentar contornar a crise e político para finalizar o ajuste fiscal e criar uma “Agenda Brasil Positiva”, o Senado aprovou no final da noite desta quarta-feira, dia 19 de agosto de 2015, o Projeto de Lei da Câmara – PLC 57/2015 que aumenta a carga tributária de 56 setores da economia.
Não foi o que o Governo Federal queria, já que o texto original do executivo propunha alíquotas maiores do que foram aprovadas para todos os setores, e nem o que as empresas produtivas e prestadoras de serviços esperavam. Empresários apontam para dificuldades futuras com mais impostos e até possibilidade de mais desemprego.
Entre os 56 setores, estão a prestação de serviços de transportes rodoviários (ônibus), metroviários e ferroviários de passageiros e a fabricação de ônibus.
No entanto, estas atividades vão ter a carga tributária elevada em menor percentual do que em relação aos outros setores. Isso porque, houve interferência da Câmara dos Deputados substituindo a proposta original da equipe de Dilma Rousseff. Pelo Governo Federal, os transportes também teriam a carga mais que dobrada.
Assim, a alíquota de contribuição social e previdenciária para a fabricação de ônibus passa do atual 1% sobre a receita bruta para 1,5%. O Governo Federal queria inicialmente que fosse de 1% para 2,5%. Também vão pagar 1,5% empresas jornalísticas, de rádio e de TV; setor de transporte de cargas; transporte aéreo e marítimo de passageiros; operadores de portos; no setor calçadista.
Já as empresas que operam ônibus, trens e metrô terão alíquota ampliada de 2% para 3%. O Governo Federal queria ampliar de 2% para 4,5%. Serviços de call centertambém pagarão 3%.
Apenas os setores de carnes, peixes, aves e derivados continuam pagando 1%. O Governo Federal queria 2,5% de tributação.
As demais atividades terão o aumento proposto originalmente pela equipe de Dilma. Os que pagavam 2% vão desembolsar 4,5% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta. É o caso de empresas de tecnologia da informação, por exemplo. Já quem pagava 1% vai ter alíquota de 2,5% como varejistas, fabricantes de brinquedos.
Por causa das exceções propostas pela Câmara e aprovadas pelo Senado, como são os casos da indústria de ônibus e as viações, a equipe de Dilma Rousseff diz que a economia com as renúncias fiscais será 15% menor. A previsão do governo era diminuir em R$ 12,5 bilhões ao ano a renúncia fiscal. Agora, a redução da renúncia fiscal deve ser em torno de R$ 10 bilhões ao ano.
A desoneração foi criada em 2011 e ampliada nos anos seguintes prevendo a troca da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento pelas alíquotas sobre a receita bruta.
No entanto, o Governo Federal teve um descontrole das contas públicas não pelas desonerações, mas por outros fatores, como gastos com emendas parlamentares, ampliação da folha do funcionalismo público e necessidade de mais critérios para as políticas de assistência.
Diante do buraco nas contas públicas, foi necessário o ajuste fiscal.
A “reoneração” foi criticada por diversos setores da sociedade e até mesmo pelos próprios senadores, principalmente de setores como o de transportes coletivos que devem ter impactos futuros nos valores das tarifas. No Senado, a matéria foi aprovada por 45 votos a 27.
A respeito da alíquota do setor de transportes, políticos da base aliada de Dilma cogitam apresentar medida provisória ou acelerar alguma matéria já em tramitação na Câmara que possa diminuir os impactos sobre as tarifas.
A aprovação só ocorreu devido à urgência imposta pelo Governo. A equipe de Dilma quer logo concluir o ajuste fiscal e criar a agenda positiva, com matérias mais populares, com o objetivo de reverter a insatisfação e a rejeição altas à Dilma e ao PT – Partido dos Trabalhadores.
As novas alíquotas devem ser aplicadas 90 dias depois da sanção presidencial. Novas propostas, como do aumento linear para alguns setores, foram rejeitadas porque se fossem apresentadas oficialmente, a matéria teria de voltar para a Câmara dos Deputados.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Não houve acordo na Mercedes-Benz e montadora reitera que vai demitir

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus Mercedes-Benz
Ônibus Mercedes-Benz. Funcionários aceitaram PPE, mas rejeitaram reajustes menores em 2016. Empresa volta a cogitar demissões em setembro.
Trabalhadores aceitaram PPE, mas não aceitaram reajuste igual ou inferior à inflação
ADAMO BAZANI
O alerta para os trabalhadores da Mercedes-Benz voltou a ser acionado.
Terminaram sem acordo as negociações entre a montadora de ônibus e caminhões e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Com isso, fabricante reiterou que vai realizar demissões na principal planta no Brasil, em São Bernardo do Campo, a partir de 1º de setembro.
A Mercedes-Benz alega que por causa da recessão econômica brasileira que impacta nas vendas e produção de ônibus e caminhões, há um “excedente” de dois mil trabalhadores na unidade.
Os funcionários aceitaram a adesão ao PPE – Programa de Proteção ao Emprego, que reduz salário e jornada de trabalho, mas rejeitaram a proposta da montadora de conceder no próximo ano reajuste igual ou inferior aos índices inflacionários.
O Sindicato dos Metalúrgicos promete greve na unidade. Atualmente, toda a produção de ônibus e caminhões está paralisada até o dia 21 de agosto para ajustes à baixa demanda por veículos comerciais.
A baixa procura por ônibus e caminhões é considerada por economistas como um dos termômetros para indicar crise no País, já que demonstra que outros setores e o poder público que dependem dos serviços de transportes de cargas e passageiros, estão realizando poucos investimentos.
A Mercedes, em São Bernardo, possui cerca de 10 mil funcionários.
Até agora, 215 empregados foram recolocados em lay-off, suspensão temporária do contrato de trabalho, e 250 foram desligados definitivamente.
Em julho deste ano, antes mesmo do lançamento do PPE, a Mercedes-Benz propôs redução de jornada de trabalho em 20% ante uma diminuição de 10% dos salários. Na ocasião, 74% dos trabalhadores rejeitaram a proposta.
Em assembleia no último final de semana, os trabalhadores aceitaram o PPE e reajustes salariais reduzidos, mas não abaixo da inflação.
O PPE permite redução de até 30% dos salários e jornada de trabalho, conforme convenção coletiva. O FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador complementa até 15% na folha de pagamento.  No entanto, este complemento está limitado a 65% do teto do seguro-desemprego para cada trabalhador. Hoje o maior valor do seguro-desemprego é de R$ 1 mil 385,91, sendo assim, o máximo a ser complementado em cada salário do trabalhador cuja empresa aderiu ao PPE  é de R$ 900,84.
Na vigência do PPE, o trabalhador não pode ser demitido. Após o término, a estabilidade é de um terço do tempo que a empresa aderiu ao programa. Por exemplo, se o PPE foi de 6 meses, quando terminar, o trabalhador só terá mais 2 meses de estabilidade.
O PPE tem limite de 6 meses e pode ser prorrogado por igual período, totalizando um ano.
As empresas em conjunto com os trabalhadores podem aderir até o dia 31 de dezembro de 2015 e o prazo de último dia do PPE é 31 de dezembro de 2016.
O programa não é destinado a setores e categorias, mas a empresas e trabalhadores específicos. Assim, por exemplo, se houver PPE na Mercedes-Benz, não significa que a Scania, Volvo e MAN poderão aderir. Com os trabalhadores é a mesma situação: o plano pode ser para os metalúrgicos da marca, mas não necessariamente para todos os metalúrgicos.
Para ter acesso ao PPE, a empresa deve demonstrar situação financeira que pode colocar os empregos em risco por causa da conjuntura econômica do País e não por questões específicas.
Uma das críticas que se faz ao PPE é que, além de ele ser uma medida emergencial para corrigir erros cometidos pelo próprio governo federal, na prática, o programa acaba beneficiando apenas grandes empresas.
Companhias de menor porte, por exemplo, dificilmente vão conseguir apoio e são justamente as médias, pequenas e micro-empresas que mais geram postos de trabalho e mais sentem a crise econômica.
De acordo com dados da Anfavea- Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores no acumulado entre janeiro e julho deste ano, a queda na produção geral de veículos foi de 18,1% em relação ao mesmo período de 2014. Os segmentos de comerciais pesados ainda são os mais afetados já que refletem a situação de outros setores e dos cofres públicos que financiam obras de mobilidade urbana. A produção de ônibus teve retração de 28,9% e a de caminhões registrou desempenho pior ainda, de 45,4%.
A queda de licenciamentos de ônibus Mercedes-Benz foi de 15,2%.  Em relação aos caminhões da marca alemã, o quadro é o seguinte: -15,1% para semileves, -28,8% para leves, – 19% para médios, -37,4% para semipesados, – 61,6% para pesados.
Os números da Mercedes-Benz não chegam a ser os piores entre as marcas. No segmento de ônibus, a Scania teve queda de 73,7% nos licenciamentos e, entre os caminhões pesados, por exemplo, a Ford teve baixa de 64% entre janeiro e julho deste ano em comparação com igual período de 2014, de acordo com os dados da Anfavea.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

TJ nega recurso de prefeitura de Maricá e manda suspender ônibus gratuito

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Maricá
Ônibus da EPT, em Maricá. TJ mantém decisão que determina fim das operações de empresa pública com tarifa zero nas regiões atendidas por empresas particulares.
Desembargador entende que contrato com empresas particulares deve ser respeitado
ADAMO BAZANI
O presidente do TJ RJ – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, negou recurso do prefeito de Maricá, Washington Luiz Cardoso Siqueira (Washington Quaquá), do PT, e manteve decisão anterior que determina o fim das operações da EPT – Empresa Pública de Transportes nas mesmas regiões atendidas pelas duas empresas de ônibus particulares da cidade: Empresa Nossa Senhora do Amparo e Viação Costa Leste.
A EPT não cobra passagens e, segundo o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro – Setrerj, isso cria uma concorrência desleal com as operadoras da cidade.
Ainda segundo o Setrej, as empresas assinaram um contrato válido até outubro de 2020 com a prefeitura que prevê a exclusividade nas operações de cada linha para que o sistema seja viável do ponto de vista econômico.
Enquanto corria o recurso, o prefeito intensificou a fiscalização sobre as empresas particulares, apreendeu veículos alegando irregularidades e declarou que vai anular a concessão das linhas.
No final de julho, o desembargador Pedro Raguenet, da 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atendeu pedido do sindicato patronal para que a EPT deixasse de operar onde já existem linhas de ônibus.
O presidente do TJ RJ manteve a decisão.
A EPT começou a operar em 18 de dezembro de 2014 com dez ônibus. Na ocasião do lançamento dos serviços, a prefeitura informou que o custo mensal para operar a EPT seria de R$ 700 mil, mas que o investimento teria retorno pela maior movimentação econômica gerada na cidade pelo aumento dos deslocamentos pelo transporte gratuito. A cidade tem pouco mais de 200 mil moradores.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Finame financiou 69% dos ônibus e caminhões vendidos no primeiro semestre

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Finame financiamentos
Ônibus urbano recentemente adquirido por empresa do ABC Paulista. Finame reponde por quase 70% dos financiamentos de veículos comerciais de grande porte. Foto: Adamo Bazani
Saldo geral de financiamentos para veículos deve ser reduzido em mais de 10% neste ano, segundo Anef
ADAMO BAZANI
Mesmo com juros maiores que no ano passado, mas ainda convidativos, e com cobertura reduzida de 100% para 70% do valor do veículo, o Finame, do BNDES, ainda é responsável pela maior parte dos financiamentos de ônibus e caminhões no País.
De acordo com balanço divulgado nesta terça-feira, dia 18 de agosto de 2015, pela Anef  – Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, no primeiro semestre de 2015, as vendas de ônibus e caminhões foram realizadas 69% pelo Finame, 14% por financiamentos do mercado, 14% foram à vista, 2% por consórcio e 1% por meio deleasing.
Em 2014, os juros do Finame eram de 6% ao ano. Agora variam de 9,5% a 10% dependendo do porte da empresa para ônibus e caminhões. Ônibus elétricos à bateria ou elétricos híbridos e trólebus  têm taxas de 6,5% para micros, pequenas e médias empresas e 7% ao ano para empresas maiores ou com Administração Pública Direta.
De acordo com a Anef, por causa das quedas nas vendas de veículos de pequeno porte como de ônibus e caminhões, os recursos liberados para financiamento tiveram redução tanto para o consumidor direto como para as empresas.
“Os recursos liberados para financiamentos por CDC – Crédito Direto ao Consumidor somaram R$ 45,3 bilhões, queda de 9,9% em 12 meses, sendo R$ 40,7 bilhões para pessoa física – retração de 8,3% em 12 meses – e R$ 4,6 bilhões para pessoa jurídica, queda de 21,7% em 12 meses. Os recursos liberados no mês para o CDC somaram R$ 7,4 bilhões, sendo R$ 6,7 bilhões para pessoa física – acréscimo de 4,7% no mês e decréscimo de 2,2% comparado a junho de 2014 – e R$ 773 milhões para pessoa jurídica, retração de 0,4% no mês e de 23,5% ante o mesmo período de 2014.” – diz nota da associação.
Já o total de dinheiro disponível para financiamentos de veículos neste ano pelos bancos das montadoras deve ter uma queda de pouco mais de 10%.
“A expectativa é que o saldo seja de R$ 189 bilhões, uma retração de 10,6% em comparação ao mesmo período de 2014, cujo volume total foi de R$ 211,3 bilhões. O montante de recursos liberados seguirá a mesma tendência, de acordo com a Anef. A previsão é que sejam liberados apenas R$ 99 bilhões, uma queda de 11% em relação ao ano anterior, quando foram liberados R$ 111,3 bilhões.” – diz ainda na nota.
De acordo com o mais recente balanço da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, divulgado no último dia 03 de agosto de 2015, os segmentos de ônibus e caminhões registraram queda de 39,79% nas vendas entre janeiro e julho deste ano na comparação com semelhante período do ano passado. Nos sete primeiros meses deste ano, foram emplacados 13 mil 439 ônibus e 43 mil 905 caminhões. De janeiro a julho do ano passado, foram registrados 18 mil 275 ônibus e 76 mil 961 caminhões.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Crise econômica no País impede realização da edição 2015 da VVR

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

VVR consegue reunir milhares de fás de história, de veículos e pessoas que ao passar eram surpreendidas positivamente pelos veículos expostos. Jardineiras de madeira posavam ao lado de ônibus de alta tecnologiaVVR consegue reunir milhares de fás de história, de veículos e pessoas que ao passar eram surpreendidas positivamente pelos veículos expostos. Jardineiras de madeira posavam ao lado de ônibus de alta tecnologia
VVR consegue reunir milhares de fás de história, de veículos e pessoas que ao passar eram surpreendidas positivamente pelos veículos expostos. Jardineiras de madeira posavam ao lado de ônibus de alta tecnologia
Crise econômica no País impede realização da edição 2015 da VVR
Com dificuldades de patrocínio, evento que reúne ônibus e caminhões antigos, além de apaixonados pela história, não vai ser realizado neste ano. Organizador garante que VVR não acabou e deve voltar já no próximo ano
ADAMO BAZANI
Os problemas da economia brasileira decorrentes de erros na gestão do dinheiro público e de ações do governo federal consideradas equivocadas até mesmo pela atual equipe econômica, que lançou neste ano um pesado ajuste fiscal, interferem em praticamente todos os setores, inclusive na cultura e na realização de eventos.
É o que ocorre com a “VVR – Viver, Ver e Rever”, principal exposição do País que reúne ônibus e caminhões históricos, com modelos dos anos de 1920 até os veículos da década de 1990, além de lançamentos.
Organizado pelo Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro, o evento não conseguiu patrocínio neste ano. Os apoiadores também sentem os efeitos da atuação situação brasileira.
O presidente do clube, Kaio Castro, contou ao Blog Ponto de Ônibus que nos próximos anos o evento deve continuar a ser realizado.
“É importante deixar bem claro que o fato de não ser realizada neste ano especificamente de 2015 não significa em hipótese alguma que a VVR acabou ou está acabando. É um momento. Nos próximos anos esperamos muitas VVRs. A VVR é muito mais que uma exposição de ônibus e caminhões antigos, é sim um encontro de amigos, de apaixonados pela história” contou Kaio que ainda acrescentou que até grupos escolares costumam comparecer às edições do evento para aprender a história de uma maneira lúdica, diferente e agradável.
A VVR faz parte do Calendário Turístico Oficial desde 04 de maio de 2011, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aprovou projeto de lei 1295, de 2009, à época do deputado Bruno Covas para incluir a exposição no calendário oficial.
HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS:
Cometa
Modelos que marcavam as lembranças e o coração de muitos sempre foram destaque na exposição, como o CMA Scania .
A VVR começou modesta, em 2004, numa reunião entre amigos na garagem da empresa de ônibus Expresso Redenção, na capital Paulista.
Inicialmente, a exposição era apenas de ônibus.
“As primeiras edições foram um sucesso. Foi gratificante ver o número de pessoas crescendo a cada ano, tanto de expositores como de apaixonados que iam para apreciar. Viver, Ver e Rever é isso. As pessoas vivem aquele momento quando se deparam com os veículos, veem estas peças históricas e conseguem rever uma parte da história das cidades, do País e até mesmo suas lembranças pessoais, já que os transportes estão presentes no dia a dia de todos.” – relembrou Kaio.
Por causa do grande número de pessoas interessadas pelo evento, em 2007 a VVR foi transferida para o Memorial da América Latina, ao lado dos terminais de trem, metrô e ônibus da Barra Funda, zona Oeste de São Paulo. No ano de 2008, foi aberta também a possibilidade de exposição de caminhões, além dos ônibus no evento.
Pela melhor localização, a VVR começou a ganhar mais público ainda, tanto de apaixonados por história e por veículos, como de pessoas que estavam passando pelo local e paravam para admirar as peças raras. A entrada sempre foi gratuita e para as próximas edições, o intuito é continuar não cobrando.
ônibus Volvo
Como o slogan VVR – A Evolução, evento também trazia novidades nas mais recentes edições. Em 2010, foi sucesso um articulado Volvo, da Leblon Transporte, considerado evolução na época para os transportes do ABC Paulista.
Carros de bombeiros do início do século passado, o ônibus GM PD 4104 Coach norte-americano todo prateado – 1956, da Turismo Santa Rita, as séries de caminhões da FNM, um dos primeiros modelos de trólebus da cidade de São Paulo ano 1949, o famoso Fofão (ônibus de dois andares da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, que circularam de 8 de setembro de 1987 até 1993), o Papa-Fila ( dos anos 50, precursor do ônibus articulado, que se tratava de uma grande carroceria para passageiros puxada por cavalo de caminhão e também foi usado pela CMTC), as jardineiras de madeira de 1928 da empresa Caprioli, o ônibus norte-americano escolar International, eram algumas estrelas de presença fixa, além de Monoblocos da Mercedes-Benz e modelos antigos como o Nimbus TR, Ciferal Flecha de Prata, Caio Amélia, Caio Gabriela, Caio Vitória e o lendário CMA Scania, da Viação Cometa e de colecionadores particulares.
O evento conseguiu atrair expositores e visitantes não só de São Paulo, como também de diversos outros estados.
Nas mais recentes edições, a VVR começou a ser chamada de VVR – a Evolução, já que começou também a apresentar alguns modelos que mostravam ao público o desenvolvimento dos transportes. Assim, entre novidades de cada edição puderam ser conferidos o Marcopolo Viale Volvo B12M, da Leblon Transporte de Passageiros (edição 2010), o ônibus Caio Millennium Scania a etanol, na época da VIM – Viação Metropolitana da Capital Paulista (edição 2011), o Caio Millennium Híbrido Eletra/Mercedes-Benz da Metra (edição 2011), Marcopolo Paradiso Mercedes Benz, de três eixos, da Viação Itapemirim (edição 2012), dois superarticulados Caio Millennium BRT da Metra e da Sambaíba Transportes (edição de 2014).
O evento, anual sempre em um final de semana de novembro, chegava a reunir mais de 25 mil visitantes e 80 veículos, entre ônibus e caminhões.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 15 de agosto de 2015

Vereador do PR quer proibir pessoas em pé nos ônibus urbanos em São Paulo

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus
Ônibus atendendo passageiros em horário de pico da volta para a casa, em São Paulo. Vereador quer que veículos de transporte coletivo não transportem mais ninguém em pé e tenham cinto de segurança para passageiros. Foto Uol.
Projeto também obriga cinto de segurança nos veículos. Outra proposta quer gratuidade para doadores de sangue
ADAMO BAZANI
Que a superlotação em diversas linhas de ônibus da cidade de São Paulo, em especial nos horários de pico é um problema que precisa ser revisto, não há o que contestar. Além de desconfortável, ônibus superlotado é inseguro e desestimula as pessoas a usarem o transporte coletivo, que contraria os objetivos de toda a política séria em prol da mobilidade urbana.
Mas será que proibir todos os ônibus de transportarem pessoas em pé, mesmo que não estejam superlotados, é o caminho?
Para o vereador Quito Formiga, do PR, sim.
Tanto é que na última sessão da Câmara Municipal de São Paulo, o parlamentar apresentou o projeto de lei 01-00386/2015 que quer proibir a circulação de ônibus municipais com pessoas em pé e ainda obrigar os veículos a ter cintos de segurança. Os passageiros seriam obrigados a usar o equipamento.
A proposta ainda sugere multas de R$ 10 mil à empresa que for flagrada com passageiro em pé.
O vereador, entretanto, não discute os impactos na tarifa para o cumprimento da medida. O valor da passagem tem como um dos fatores de cálculo o IPK – Índice de Passageiro por Quilômetro, que é justamente a quantidade de usuários que usam o ônibus na extensão da linha. Quanto menor o IPK, maior é o custo final de operação, descontando os gastos e as receitas.
Além disso, não apresentou o aumento de frota necessário para acomodar os 9 milhões de passageiros que por dia usam os ônibus municipais entre em pé e sentados. Hoje a cidade tem 14 mil 770 ônibus. A licitação do sistema que está em fase de consulta pública prevê diminuir para 12 mil 898 veículos, mas ampliar a oferta de lugares pelo maior número de viagens em decorrência de enxugamentos das linhas, e pela colocação de ônibus maiores, como mais superarticulados de 23 metros.
O mesmo vereador também apresentou na sessão o Projeto de Lei 01-0034/2015 que visa conceder gratuidade para doadores de sangue e de medula óssea.
Para ter direito à gratuidade, que só vale no dia da doação, o passageiro deveria apresentar a carteira que comprove que foi feito o procedimento. Além do doador, um acompanhante contaria com a gratuidade.
Estes dois projetos de lei ainda serão votados.
OUTROS PROJETOS ENVOLVENDO TRANSPORTES:
Recentemente, a Câmara Municipal apresentou outras propostas polêmicas envolvendo transportes na cidade.
Reprovado, o projeto de lei 0193/2015, do vereador Paulo Batista dos Reis, do PT, queria autorizar a circulação de motos em faixas de ônibus à direita, entre às 10 horas e às 17 horas e na parte da noite, e após às 20 horas.
Já outro projeto, PL 0166/15, do vereador Salomão Pereira, do PSDB, que teve parecer favorável da “Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa”, quer autorizar a circulação de táxis mesmo sem passageiros pelas faixas para ônibus. Desde o dia 13 de setembro de 2014, uma semana depois de a candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, se reunir com lideranças de taxistas, os carros de praça podem trafegar pelas faixas de ônibus desde que tenham passageiros.
No mesmo projeto, o vereador quer que pelos corredores à esquerda, os táxis circularem com passageiros a qualquer hora do dia. Hoje, são proibidos nos horários de pico do transporte público coletivo, das 6h às 9h e das 16h às 20h.
A prefeitura ainda deve dar resposta.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
CONFIRA A ÍNTEGRA DOS PROJETOS PROIBINDO PESSOAS EM PÉ NOS ÔNIBUS E DANDO GRATUIDADE PARA DOADORES DE SANGUE E MEDULA:
PROJETO DE LEI 01-00386/2015 do Vereador Quito Formiga (PR) “Dispõe sobre a utilização de cintos de segurança e a proibição de circulação de passageiros em pé nos ônibus integrantes do Sistema de Transporte Coletivo do Município e dá outras providências. A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA: Art. 1° Os ônibus que circulam no Município de São Paulo deverão estar em consonância com as normas da contidas na presente lei, para fins de preservação da segurança dos passageiros. Art. 2° Os ônibus em circulação no Município deverão conter cinto de segurança em todos os assentos, sendo obrigatória a utilização dos mesmos por todos os passageiros. Art. 3° Todos os passageiros somente poderão realizar a viagem sentados, não sendo admitido o transporte de passageiros em número superior ao número de assentos dos veículos de que trata o art. 1º desta lei. Art. 4° A empresa concessionária de transportes responsável pelos ônibus deverá providenciar colocação de aviso nos ônibus, e adotar providências necessárias para o pleno cumprimento da presente lei. Art. 5° A multa para o descumprimento da presente lei será de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Parágrafo único. O valor da multa prevista neste artigo será reajustado anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste índice, será adotado outro criado por legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda. Art. 6° O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados da data de sua publicação. Art. 7º As despesas decorrentes da execução da presente lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 8° Esta Lei entra na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Sala das sessões, Às Comissões competentes.” “JUSTIFICATIVA São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, possui muitos veículos em trânsito constante e têm entre um de seus maiores problemas o de mobilidade urbana. Muitas pessoas transitam diariamente no Município de São Paulo utilizando ônibus coletivo, e nele permanecem por longo tempo de suas vidas. Diante disso, para fins de preservar a segurança destas pessoas, o presente projeto tem o intuito de estabelecer duas importantes obrigações para as empresas proprietárias dos ônibus, que transportam inúmeras vidas diariamente. Primeiramente, o projeto estabelece que os ônibus em circulação no Município deverão conter cinto de segurança em todos os assentos, sendo obrigatória a utilização dos mesmos por todos os passageiros. O projeto estabelece também que todos os passageiros somente poderão realizar a viagem sentados, não sendo admitido o transporte de passageiros em número superior ao número de assentos constantes em cada ônibus. Tais medidas visam aumentar a segurança dos passageiros que tem necessidade de utilizar os ônibus e permitir uma viagem mais adequada e confortável, uma vez que hoje, muitos passageiros passam horas e horas em pé, em situação até vexatória, sem qualquer segurança, durante o tempo em que estão nos ônibus. Além do mais, cabe ressaltar que os passageiros pagam as tarifas, que tem valor considerável, ao se observar que muitos se utilizam do veículo diariamente, e merecem todo o respeito e comprometimento por parte das empresas que prestam o serviço de transporte coletivo e são muito bem remuneradas por isso.
PROJETO DE LEI 01-00384/2015 do Vereador Quito Formiga (PR) “Institui a gratuidade do transporte coletivo urbano municipal aos doadores de sangue e ou medula óssea A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA: Artigo 1º – Ficam as empresas de transporte coletivo urbano municipal, obrigadas a transportar gratuitamente os doadores de sangue e medula óssea, mais 1 (um) acompanhante, nos dias em que forem realizados os procedimentos no Município de São Paulo. § 1º – A comprovação da condição de doador se dá mediante a apresentação da carteira de identificação do doador, fornecida pelos órgãos responsáveis pelo procedimento, como hemocentros, bancos de sangue e hospitais, juntamente com documento de identidade de validade nacional contendo foto. § 2º – O benefício, para os doadores de medula óssea, compreende: I – o dia da primeira coleta de amostra de sangue; II – em caso de compatibilidade, no dia em que serão feitos os exames complementares; III – no dia em que será realizada a doação. §3° – O benefício, para os doadores de sangue, compreende: I – o dia em que for feita a doação. Artigo 2º – O disposto nesta Lei será regulamentado por Decreto Executivo, dentro de 60 dias, após sua publicação. Artigo 3º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. “JUSTIFICATIVA Tanto a doação de sangue, como a doação de medula óssea são gestos de solidariedade e de amor ao próximo. Para o doador, há apenas um incômodo passageiro. Para o doente, pode significar a diferença entre a vida e a morte. No caso do transplante de medula óssea é exigido uma grande compatibilidade entre o doador e o receptor. Calcula-se que entre irmãos a probabilidade de indivíduos compatíveis é de 35%. Quando se procura um doador fora da família as chances caem bastante, e a mistura étnica, natural da população brasileira, dificulta ainda mais a busca por compatibilidade. Por isso, é muito importante que os Bancos de Doadores de Medula Óssea tenham um cadastro grande, para maximizar as possibilidades de sucesso na busca por doadores compatíveis. Em se falando em doação de sangue, trata-se de um processo de fundamental importância para o funcionamento de um hospital ou centro de saúde. A par deste panorama o presente projeto visa aumentar o coeficiente de altruísmo da população, por meio deste incentivo, a fim de contribuir para a formação cada dia mais sólida do banco de doação, em respeito ao ser humano, a confraternização e a solidariedade a que devemos a todos da população. Nesse sentido, é que solicito aos meus nobres colegas que entendam a importância social e humanitária do projeto.”