segunda-feira, 18 de abril de 2016

Com 95% da frota de ônibus diesel, São Paulo tenta estabelecer cronograma de troca, diz jornal

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

trolebus
Trólebus (foto), ônibus elétrico a bateria, elétrico híbrido, biodiesel, etanol são algumas das opções na indústria de veículos menos poluentes
No entanto, nenhum avanço concreto foi registrado. Empresários pedem subsídios de R$ 2 bilhões para biodiesel
ADAMO BAZANI
Mesmo com a Lei Municipal 14933, chamada de Lei de Mudanças Climáticas, estabelecida em 2009 que, entre outros aspectos, determina que desde aquele ano, 10% de toda a frota dos ônibus da Capital Paulista deveriam ser trocados por coletivos menos poluentes até que em 2018, nenhum ônibus diesel estivesse circulando na cidade.
Sem nenhum tipo de pena prevista em caso de descumprimento da lei, o resultado é visto e sentido pelos paulistanos: 95% da frota dos quase 15 mil ônibus da cidade de São Paulo ainda dependem de combustíveis fósseis.
Matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo neste domingo, assinada por Rafael Balago,  diz que a Secretaria Municipal de Transportes e o Ministério Público do Estado de São Paulo tentam criar um cronograma de implantação de ônibus menos poluentes. No entanto, não há previsão para este cronograma ser concluído.
E a iniciativa não foi da administração municipal e sim da promotoria, que contesta o não cumprimento da lei.
O processo de licitação dos ônibus em São Paulo, barrado pelo TCM – Tribunal de Contas do Município desde novembro de 2015,  não exige a substituição sistemática dos veículos poluentes, como determina a lei.
Como já havia dito a outros órgãos de imprensa, inclusive ao Blog Ponto de Ônibus,o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que é difícil cumprir a lei, já que segundo ele não há escala de produção no Brasil de ônibus e limpos, o custo dos veículos é alto e quem vai pagar será o poder público.
Já as empresas de ônibus, pelo sindicato SPUrbanuss, diz que seria possível colocar todos os ônibus para rodar com biodiesel adaptando os motores, mas o custo disso seria de R$ 2 bilhões a mais por ano. Segundo o presidente do SPUrbanuss, Francisco Chistóvam, que reúne as viações, para isso o poder público teria de aumentar o subsídio ou a tarifa.
Soluções como um ônibus elétrico híbrido, feito pela Volvo ou pela Eletra, ônibus elétrico puro da BYD,  também desenvolvido pela Eletra, ônibus a biodiesel, a etanol, a gás natural, e os tradicionais  trólebus mostram que não faltam alternativas. Cada uma destas soluções tem vantagens e limitações diferentes, em relação a custo de aquisição, de operação, exigência de estrutura, autonomia, entre outros. No entanto, há poucas perspectivas de realmente a frota de São Paulo ser menos poluente em curto ou até mesmo médio prazo.
Veja matéria em:
Adamo Bazani,  jornalista especializado em transportes

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